A postagem reproduz o poema de Elson Farias, circulado no Jornal do Commercio, de 12 de setembro de 1976, há exatamente 50 anos.
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| Recorte da coluna do Jornal do Comercio, 12 setembro 1976 |
Canta o verso e sua música
como o remador do rio.
não importa que esse canto
venha quente ou venha frio
o
que importa é que haja estrela
e
haja fogo no pavio
da
lamparina na trempe
dando
luz à cumieira
e
as marrecas se anunciam
voltando
para os poleiros
lá
onde os olhos não chegam
quer
sejam de bons mateiros
tal
e qual um vagalume
nas
moitas da ribanceira
quando
cai a noite nova
sem
a lua e sua estrela
e
a safra do rio se faça
de
modo menos vasqueira
como
a luz da lamparina
dando
luz à cumieira
e
os carapanãs se escondam
com
medo da luz do dia
que
se faz por trás da faixa
da
mata, como fatia.
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