CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, agosto 29, 2026

VIAGEM NO TEMPO (6)


Seminário São José

  Renato Mendonça        18.07.2026

Na véspera da partida, já estava decidido: parte da viagem seria feita sobre as águas, num camarote de navio — que estranhamente chamam de barco — com destino a Santarém. As passagens estavam compradas, e dali em diante o roteiro se abria ao acaso, como quem confia em Deus para fazer o papel de guia turístico. Mas havia um compromisso firmado desde o início, ainda no Rio: visitar o antigo Seminário São José, na Praça 14 de Janeiro. Um edifício histórico que guardava em suas paredes o eco da minha adolescência, dos doze aos treze anos, quando ali vivi os primeiros anos de Ginásio, sob a sombra do recém-instalado regime militar, após o Golpe de Estado.

Naquela manhã, meu irmão Roberto nos levou a atravessar a Ponte Rio Negro — batizada em homenagem ao jornalista amazonense Phelippe Daou. Com seus quase quatro quilômetros de extensão, dizem ser a maior ponte estaiada do Brasil, ligando Manaus ao município de Iranduba. Do outro lado, Roberto mantém uma pequena propriedade, refúgio contra o tumulto da cidade metropolitana.

Aproveitamos a estada para visitar o mercado municipal, onde a fartura da Amazônia se revela na abundância de peixes, como se fossem cardumes, variedade de cores e nomes: tambaqui, pacu, jaraqui, tucunaré e outros que não consegui memorizar. Cada peixe parecia estar ali para contar a história do rio que o criou, compondo uma pequena amostra, um mosaico da abundância regional.

Pacu, tucunaré, jaraqui - fartura amazônica

Quase ao cair da tarde, contando sempre com a hospitalidade de meu irmão Roberto, enfim se concretizou a visita ao Seminário. A emoção foi imediata: ali estavam, incólumes, os degraus que meus pés de menino haviam subido e descido tantas vezes; o portão de ferro encimado pela mesma imagem de São José, e o conjunto arquitetônico em forma de “U” que guardava tantas memórias. O interior, transformado para abrigar uma universidade de Humanas, já não era o mesmo, mas o espírito ainda permanecia na nossa imaginação.

Portal de entrada - Rua Emilio Moreira, Praça 14

Graças à gentileza dos guardas patrimoniais — que foram sensíveis às nossas ansiedades —, percorremos quase todas as entranhas do prédio. E o reencontro mais pungente foi com a velha jaqueira. Lembro-me de como, nas orações da capela ao lado, seu cheiro de fruta madura invadia o ambiente, e de como, nas noites ousadas, roubávamos uma jaca às escondidas, rendendo reprimendas inevitáveis. Encontrá-la ali, sessenta anos depois, ainda frutificando, foi como rever um amigo fiel, que conserva a mesma fisionomia e continua a oferecer dádivas para satisfazer as lembranças.

Prédio do Seminário Maior em reforma (foto antiga)

Naquele instante, compreendi que viajar não é apenas deslocar-se no espaço físico, é também uma viagem no tempo. Rever a minha Manaus, a família, os lugares e os símbolos da juventude foi como abrir um relicário de memórias, onde cada reminiscência — da ponte ao mercado, do seminário à jaqueira, dos cemitérios aos túmulos, da festa junina — tudo se tornava um testemunho vivo de que o passado nunca se perde: apenas repousa, à espera de ser reencontrado e recontado, quantas vezes for necessário para valorizar a missão humana.

A ponte Rio Negro, erguida em linhas modernas, parecia dialogar com o passado colonial e com o ciclo da borracha, mostrando que o progresso não pode apagar a memória, mas serve para efetivá-la. O mercado, com sua abundância de peixes, mostrava que a fartura da natureza é um convite para uma gratidão a Deus, pelo maná que sustenta diariamente o caboclo e a urbe. O Seminário São José, com seus degraus e portão de ferro, devolveu-me a adolescência por breves momentos que quero eternizar nessa crônica.

E a jaqueira, fiel testemunha de algumas de minhas travessuras juvenis, revelou-se metáfora da própria vida: mesmo após sessenta anos, continua a dar frutos, como quem insiste em provar que o passado não morre, apenas se reinventa — basta ter fé.

Renato, Alda e a eterna jaqueira - memória viva
 Esse reencontro me trouxe a compreensão: viajar é também revisitar a si mesmo. E é muito melhor quando se está bem acompanhado. A Alda foi uma ponte para que eu pudesse me transladar no tempo. A emoção de rever família e lugares não é apenas nostalgia, é uma revelação, como se estivéssemos revendo fotografias antigas. Somos feitos de raízes e de caminhos, de permanências e de partidas. Ao retornar ao Seminário, percebi que o tempo não é um algoz — é um companheiro silencioso, que nos acompanha, nos molda e devolve, em cada reencontro como esse, a consciência de que viver é perpetuar memórias também.


sábado, dezembro 27, 2025

ANO NOVO QUASE CINQUENTENÁRIO

 Que venha o ano de 2026! Terei o cuidado de não provocar qualquer má interpretação como ocorreu com os "dois pés na porta" das havaianas. Antes de apresentar as fotos de anteontem e de hoje, devo esclarecer que o portão que ilustra as fotos existe desde 1897, quando o governo então construiu o quartel para a cavalaria estadual. Daí seu codinome - Piquete de Cavalaria, que existiu por oitenta anos, até 1977, sendo substituído pela atual caserna do CPM na rua Dr. Machado, Praça 14 de Janeiro.

Companhia de Rádio Patrulha

A Rádio Patrulha inaugurou o novo aquartelamento em fevereiro de 1977, tendo o então major Roberto Mendonça (este escrevinhador) assumido o comando no ano seguinte. Além do comando dessa tropa motorizada, apenas exerci a direção do Corpo de Bombeiros, quando incorporado à Polícia Militar. Pouca coisa, mas confesso que preferia a administração, em particular do acervo histórico, a fim de subsidiar minhas pesquisas e produções. 

Comando do Policiamento Metropolitano
CPM - dez. 2025

Enfim, a foto mostra a passagem de ano de 1978-79, quando mandei afixar no histórico portão uma descorada árvore de Natal e posei para a posteridade. Ontem voltei ao local e fiz novamente pose para relembrar a decoração e o antigo quartel. Revi o quartel do CPM devidamente decorado internamente, todavia, nenhum policial lembrou-se da relíquia histórica - o Portão do Piquete.

Aos leitores desta crônica, meus votos de abastecido Ano Novo, com saúde e alguma vitória na megasena, para usufruir com a família.  

sábado, novembro 08, 2025

SANTUÁRIO ARQUIDIOCESANO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Breve notícia sobre o Santuário de Fátima existente no bairro da Praça 14 de Janeiro, extraída do livro A Igreja sobre o Rio, o qual narra o centenário da missão dos capuchinhos umbros no Amazonas.

Santuário de Fátima, 2020

Recorte do livro, p.302

A construção de uma capela e de uma escola na Praça 14 de Janeiro, pouco distante da paróquia de São Sebastião, foi um dos primeiros projetos dos missionários capuchinhos umbros, que tinha previsto o grande crescimento industrial que aquele bairro sofreria; todavia, por longo tempo, primeiramente por falta de recursos financeiros, tal projeto permaneceu no papel. Uma brecha abriu-se em fevereiro de 1942, quando na Europa começava a terrível guerra, um português ofereceu à paroquia uma faixa de terra logo adquirida e “acrescentada de outra porção”; no entanto, como é sabido, a devoção a Nossa Senhora de Fátima tinha-se propagado e difundido rapidamente na América Latina e também em Manaus, especialmente na rica colônia portuguesa.

Por consequência, os missionários capuchinhos pensaram em edificar no lugar não uma capela, mas um santuário mariano; a pedra fundamental foi colocada aos 13 de setembro de 1942, aniversário da última aparição da Virgem, mas os trabalhos duraram quase doze anos até que, em 1954, sob a direção de um engenheiro italiano chamado Mauro Lippi, será realizada a trabalhosa cúpula do santuário.

A inauguração ocorre aos 13 de maio de 1954, aniversário da primeira aparição da Virgem aos três pastorzinhos, mas ainda longos e grandes serviços serão realizados para terminar o edifício completamente.

sexta-feira, junho 13, 2025

PIQUETE DE CAVALARIA

 Existiu no terreno onde, em nossos dias, predomina a maternidade Balbina Mestrinho o Piquete de Cavalaria. Criado em 1897, aproveitava a riqueza do igarapé do Mestre Chico, porém, foi desativado em 1942. A população manteve o nome do edifício na localidade, virou um ponto de referência na Praça 14 de Janeiro. Em 1975, o piquete foi abaixo para surgir um novo aquartelamento. Essa história com detalhes que conto logo mais.
Em 4 de janeiro de 1964, o jornal A Gazeta publicou a foto desta postagem com a legenda abaixo. 

Foto colorizada artificialmente

ONDE SE VIVE DO PASSADO

A arquitetura faz lembrar um fortim do século passado. Esta [é] a primeira impressão que se tem ao olhá-lo. Tornando-se mais íntimos, pode-se imaginar tudo, menos o que é atualmente, uma espécie de cortiço ou estância como costumamos chamar onde moram várias famílias, sob a administração de um sargento reformado da Polícia Militar.

Aí foi o Piquete de Cavalaria da briosa Força Policial, entregue antes de sua extinção à Guarda Civil. Foi daí, ao que parece, que Dico Tavares saiu, na Terça-Feira de Carnaval de [19]35 para a “batalha campal” da Avenida [Eduardo Ribeiro] onde houve tiros célebres com mortos e feridos.

A Cavalaria respeitada e temida, que fazia a ronda da cidade. Com seus homens de espada e revólver, percorrendo as ruas à noite. E aos domingos, nos campos de futebol, combatendo os furões. Muito sujeito realizado na vida que anda por aí levou boas carreiras da cavalaria. Até algumas “espadadas”. Não havia valente que “topasse a parada”.

Depois, acabaram com Piquete. Os cavalos comiam muito, e a despesa era enorme. E ficou apenas o prédio, guardando milhões de recordações. Para gente simples, que gostava de andar a cavalo. Quantos choraram ao ver o seu cavalo sendo puxado nas ruas por algum carvoeiro? Mas o prédio ainda resiste e, recuperado, poderia ser útil para o serviço público. Uma escola, por exemplo. Ou para a Delegacia de Trânsito, cujo prédio atual teria muitas outras utilidades.

sexta-feira, maio 17, 2024

PIQUETE DE CAVALARIA PMAM

Quando de sua criação na primeira década do século passado, esteve situado na atual avenida Duque de Caxias, pertencente à Força Policial estadual. A localização, atento à entrada do aquartelamento, era (e continua) pela rua Dr. Machado, ora limitado pela Maternidade e o igarapé do Mestre Chico. Com o definhamento do Estado, desapareceu a Cavalaria policial, e o terreno esteve desocupado até que foi construída a Maternidade Balbina Mestrinho. No entanto, aquela localização seguiu conhecida durante décadas, no bairro da Praça 14, como Piquete.

Foto do Piquete, de 1964, reconstruída por Ed Lincon
 
Em 1972, o comando da corporação decidiu construir um quartel no local do lendário Piquete. Deste, guardou-se com devotamento o Portão que guarneceu o Piquete. O portão segue adornando o pátio frontal do atual CPM (Comando do Policiamento Metropolitano).

Ed Lincon, estimado artista e caçador de relíquias históricas, encontrou uma foto do Piquete em saudoso jornal da cidade. A foto era quase um fantasma. Ele a refez com sua arte, deu-lhe cores e, certamente, trata-se do único instantâneo do desaparecido Piquete. Grato, Ed Lincon, sua obra segue exposta.

domingo, abril 07, 2024

MANAUS: JORNAL CULTURA

A extinta publicação JORNAL CULTURA, órgão da SEDUC (Secretaria de Educação e Cultura), editada pela FCA (Fundação Cultural do Amazonas), circulou por décadas. Com periocidade trimestral, possuía o apoio do Diário Oficial do Estado e a colaboração de inúmeros escritores e ilustradores (designers), como se observa neste número. Trata-se do nº 14, referente a julho-setembro de 1985, quando governador do Estado Henoch Reis.

Recorte da capa do Jornal
A mensagem principal saúda a data magna do Amazonas: o 5 de Setembro, com mensagem do titular do Poder Executivo. Mais adiante, relembra o IX Congresso Eucarístico Nacional, realizado nesta capital, em julho do ano anterior, cujo marco construído de madeiras regionais, de autoria do arquiteto Severiano Porto, segue ancorado no pátio da igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro da Praça 14 de Janeiro. 
Recordação do encontro eucarístico

Enfim, a página compartilhada do JORNAL foi ilustrada por José Barroncas (de quem nada sei).

Ilustração de Barroncas


segunda-feira, fevereiro 12, 2024

MANAUS: CARNAVAL DE 1954

A terça-feira de carnaval desse ano ocorreu em 02 de março. A postagem desta segunda-feira gorda recolhi do vespertino Diário da Tarde (1º março), que realiza ligeira retrospectiva dos bailes “dos grã-finos” e do carnaval popular que ocorria na avenida Eduardo Ribeiro, à época a mais adequada. Lembro que não havia certames, cada folião fantasiava-se de qualquer coisa. E seguia artéria acima e abaixo, porém, atanazando as pessoas com um acessório irritante: a bisnaga. Apesar da pobreza descrita, o Diário publica foto com a "escola de samba" da Praça 14, isso há 70 anos! 

Manchete do Diário da Tarde, 1º mar. 1954

 (...) que nos ofereceu, ontem, a avenida Eduardo Ribeiro, onde, apesar das bisnagas traiçoeiras ainda se podia apreciar a beleza feminina, que imperou com toda a sua pujança. Horas de alegria e intensa vibração tivemos na tarde de domingo, animada ainda pela banda de música da Polícia Militar. O povo brincou com vontade, apresentando-se a cidade, naquele dia, um aspecto completamente carnavalesco.

Rememorando as festas dos clubes, cabe acentuar que sábado, dos clubes mais humildes dos bairros aos mais grã-finos do centro da cidade, como Ideal, Barés, Comerciários, Luso, Bancários, todos eles marcaram época no carnaval de 54. 

Detalhes da escola de samba da Praça 14


AS FESTAS DE HOJE

Rei Momo não deixa ninguém ficar quieto. A sua vontade, obedecida em toda linha, fará com que hoje os foliões estejam novamente a posto, prontinhos para entrar no fandango. Pierrot Apaixonado II, com a sua turma também está preparadíssimo, chegando ao ponto do Diniz Lombroso, desde ontem, não mais sair do boteco, tomando umas e outras doses de “chá”.

Hoje o Rio Negro promoverá a sua tradicional festa carnavalesca, no Salão dos Espelhos.

O Fast, sob o comando de mestre Mendonca, coadjuvado por Liberal, Cleber, Gonzaga e Godot, estará hoje, com mais uma festança carnavalesca sempre animada, como as demais. Ele, que entrou com vontade no carnaval de 54, vai levando muito bem, porque a turma fastiana sabe brincar, fazendo tremer a avenida Getúlio Vargas. Hoje, todos ao Fast, onde há boas garotas, bebidas (chás), e comidas. Ninguém vai se arrepender.

Vamos ao Olímpico, uma festa boa, onde a folia impera do princípio ao fim. Lá ninguém pode ficar sentado, pois as mesas não terão cadeiras. Quem quiser sentar, só poderá fazê-lo depois das 7 horas de terça-feira. Agora mesmo vem entrando na redação o folião Jackson Cabral, que foi ao Rio de Janeiro fazer um curso apressado de frevo. Ele estará presente hoje no Fast, do qual é presidente.

terça-feira, fevereiro 28, 2023

PMAM: AS PRIMEIRAS OPMs

 O desastre financeiro suportado pelo Amazonas com o declínio da borracha, na primeira década do século 20, levou de roldão as instituições estaduais. No seio delas, a Polícia Militar do Estado. Em meado do século passado, a força estadual instalada no quartel da Praça da Polícia dispunha de cerca de trezentos homens, correspondente ao de um batalhão militar.

Com fundamento nesse efetivo, o governador Arthur Reis (1964-67) baixou, em 3 de maio de 1965, o ato denominando aquele efetivo de “Batalhão Amazonas” (adiante denominado de 1º BPM), para louvar os feitos gloriosos praticados às margens do rio Vaza Barris, quando da campanha de Canudos, “nos ínvios sertões baianos”.

O decreto 188/65 finca de forma indelével um marco da evolução da PMAM. Em sequência vieram outros atos normativos ora criando, ora ampliando, ora extinguindo alguma Organização Policial Militar (OPM). Compete lembrar que um mês antes desta festa, por disposição interna (BI 80/65), foi criado o Centro de Instrução Militar (CIM), extinto em 1972.

O presente capítulo da história da força militar estadual fica balizado com aquela datação, todavia, o decreto 2426/1972 se trata de outro dispositivo renovador do desempenho da corporação. Uma das mudanças alcançadas por este decreto, bem aclamada pela cidade, foi a incorporação dos Bombeiros Municipais ao efetivo da PMAM.

Viatura (prosaico Fusca) da Cia R P, no
pátio do CIM (cujas instalações se vêm ao fundo)


 

Ano de criação

Nomenclatura

1965

·      Centro de Instrução Militar (CIM) - BI 80, 07|04|

·      1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) - Decreto 188, 03|05|                 

1969– Decreto 1394, 06|06|

·      Chefia do Estado Maior Geral (Ch EMG)     

1970

·      2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) – Decreto 1854, 02|09|

·      Batalhão de Policiamento Especial (BPE) – Lei 1011, 31|12|   

 

Viatura da Cia de Rádio Patrulha

                 

1972 – Decreto 2426, 14|12|

·      Corpo de Bombeiros (CB)                                                                   

·      Companhia de Rádio Patrulha (Cia R P)                                          

·      Companhia de Trânsito (Cia Tran)                                        

·      Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rdv)                                

·      Companhia do Comando Geral (Cia CG)    

Portão do extinto Piquete de Cavalaria, hoje
exposto no quartel do CPM, na Praça 14 


  

segunda-feira, janeiro 24, 2022

MONUMENTOS PASSADOS

 A postagem reproduz duas páginas da revista manaus... manaus (1975), que homenageou o prefeito Jorge Teixeira, por ocasião de sua retirada da prefeitura da capital amazonense,

A primeira, assinala a reinauguração do estádio da Colina, então intitulado de Ismael Benigno. A segunda, reproduz a primitiva estação rodoviária de Manaus, instalada na Praça 14 de Janeiro, no local onde funcionou um mercado.

Na foto acima, vê-se o prefeito Teixeira
cumprimentando ao Ismael benigno, e
devidamente camuflado pelo chapéu o 
governador Henoch Reis



Em verdade, a mini-rodoviária, vendo-se ao fundo a cúpula da igreja de NS de Fátima


quinta-feira, dezembro 19, 2019

NATAL 1978: RECORDAÇÃO



Nas festas desse final de ano, major da Polícia Militar do Amazonas, estava eu no comando da Companhia de Rádio Patrulha sediada na rua Dr. Machado, no bairro da Praça 14 de Janeiro. No quartel ainda hoje existente, que abriga o Comando do Policiamento Metropolitano, ponto de referência – aos fundos da “Maternidade Balbina Mestrinho”.
Major Roberto diante do centenário
Portão (foto pessoal)
Neste sítio, subsiste um portão de ferro, tudo quanto restou do Piquete de Cavalaria que ali foi instalado ao final do século XIX. A imensa área, todavia, foi paulatinamente sendo loteada, sendo reduzida pela construção da maternidade; pela implantação de uma igreja evangélica à margem do igarapé do Mestre Chico; pela ligação com o bairro da Cachoeirinha através da citada rua; pelo desenvolvimento da corporação.
O Piquete (mesmo sem a cavalaria) marcou por décadas aquele ponto do bairro. Em 1965, o aquartelamento bem reduzido e anacrônico, recebeu o CIM (Centro de Instrução Militar), a primeira etapa para a formação de praças. Após esta iniciativa, o aquartelamento foi sendo modificado para receber outras designações. Enfim, desapareceu para a construção do quartel destinado à Rádio Patrulha, em 1975, restando dele o Portão, fixado no pátio fronteiro, para lembrar essa relíquia da PMAM.
No Portão, fiz afixar uma árvore de Natal, creio que elaborada em isopor; com ela meus votos de venturoso Ano Novo e relevante sucesso aos meus subordinados e amigos.

terça-feira, setembro 06, 2016

VELHOS TEMPOS

Deputado Vicente Reis

Esta coluna domingueira era atraente, estampada em O Jornal. Seu autor servia aos leitores recortes de notícias que fizeram a história do Amazonas. Notas curtas, ligeiras. Certamente as recolhia dos arquivos dos periódicos ou, quem sabe, da coleção existente no IGHA. Não havia um único assunto, como se vê neste post, que compartilhei de uma edição que, por minha culpa, ficou sem edição; e possivelmente sem crédito. 

 VELHOS TEMPOS

 ANDRÉ JOBIM



Deputados que aprovaram a reforma da Constituição do Estado do Amazonas, promulgada em 20 de outubro de 1913, e promulgaram a reforma da mesma em 14 de fevereiro de 1922. 
Dr. Turiano Meira, presidente,
jornalista Alcides Bahia, 1º secretário,
Joaquim Francisco de Paulo, 2º secretario,
Paulo Emílio,
Dr. Esmeraldo Coelho,
coronel José Sobreira de Mendonça,
Telesforo Soares Almeida,
José Gonçalves Dias,
Dr. Joaquim Augusto Tanajura,
Otávio da Rocha Pires,
Licinio Silva,
Dr. João Huascar de Figueiredo,
Dr. Rafael Benayon,
Aureliano Augusto de Oliveira,
Dr. Vicente Torres da Silva Reis,
Dr. Astrolabio Passos,
Benjamin Omena Farias,
Vicente Gomes de Araújo,
Dr. Pedro Epifanio Regalado Batista,
Dr. Galdino Ramos,
Cunegundes Ferreira de Sousa Machado,
Dr. Brestislau M. de Castro Júnior,
Dr. Alfredo Augusto da Mata.
X x X
 A lei nº 1.138, de 25 de março de 1922, eleva à categoria de VILA a povoação da Itapiranga que passou a ser a sede do município de Silves, do Diário Oficial nº 6.179, de domingo, 26 de março de 1922.
xxx 
 A lei municipal nº 727, de 10 de outubro de 1912, deu a denominação de Rua Cearense à Estrada Dr. Moreira e, de Praça Dr. Pedrosa, à Praça 14 de Janeiro.A lei municipal nº 730, de 12 de outubro de 1912, deu a denominação de Guerreiro Antony à rua Igarapé de Manaus.                          
_____xx_____
 O Intendente Adolfo Lisboa quando construiu o Mercado Municipal, ou seja, o Mercado Público, deu a ele um relógio em sua fachada, e também um outro relógio para a sua administração. Onde estão? Já é tempo do Dr. Paulo Nery, digno Prefeito de Manaus, fazer sindicâncias e colocá-los em seus lugares.
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 O construtor dos jardins da Praça da Republica hoje, D. Pedro II, Igreja da Matriz e dentro do Ginásio Amazonense (hoje Colégio Estadual) foi o Sr. Antonio Fernandes de Carvalho, que assinou o respectivo Contrato com o Departamento de Obras do Estado, em 13 de julho de 1899, sendo diretor, o Dr. Eugenio Ramos Vilar. (Diário Oficial nº 1.621 de 13/07/1899)

domingo, julho 19, 2015

IGREJAS CATÓLICAS EM MANAUS

NOVA SÉRIE DE IGREJAS E CAPELAS DA CIDADE

Capela do Dom Bosco, hoje desaparecida. No mesmo lugar foi construída nova
com entrada pelo colégio.

Capela de São João Batista, existente no cemitério do
mesmo nome

Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro da
Praça 14 de Janeiro

Cartão Postal da igreja, existente nas proximidades do
Teatro Amazonas 

Matriz de Nossa Senhora da Conceição, quando de sua última reforma,
ano 2002

terça-feira, maio 11, 2010

Igreja de Nossa Senhora de Fátima - 50 anos

A Praça 14 de Janeiro escontra-se mais uma vez em festa. A programação do cinquentenário do Santuário de Fátima já é do conhecimento dos paroquianos. E mais que isso, de tantos católicos, pois circula com belo enfoque na web. O empenho do vigário, padre Cláudio Rossi, pode ser observado em todos os locais do santuário.
A mudança promovida no entorno deu maior dimensão à arquitetura da igreja, que é marcante em Manaus.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição

A ideia da construção deste templo dedicado à Nossa Senhora de Fátima partiu de frei José de Leonissa, então vigário da paróquia de São Sebastião. Dele partiu também o projeto arquitetônico. As diversas ajudas permitiram a construção.
Há 50 anos, a 12 de maio foi celebrada a primeira missa na igreja.
As fotos da época, veiculadas em O Jornal, de 4 maio, deixam a desejar, mas servem de balizamento e ampliação no Estado do culto da Virgem de Fátima.