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sábado, outubro 24, 2026

ANIVERSÁRIOS DE MANAUS

Duas datas da mesma comemoração, a festa de Manaus que, há 40 anos, era mais de um centenário, hoje - neste 24 de outubro - passa de três centenários e meio. 

Recorte do Jornal do Commercio, 24 outubro 1986
     

Manaus, com o status de cidade, está completando hoje 138 anos. Agora tendo aproximadamente 1 milhão de habitantes, ela surgiu da fortaleza de São José do Rio Negro, construída em 1669 pelos portugueses para impedir a invasão dos espanhóis que desciam da Cordilheira dos Andes e, já se aproximavam da região. A história, porém, é mais antiga e remonta a 1639, quando Pedro Teixeira tomou posse da região amazônica em nome da Coroa Portuguesa. Em 22 de junho de 1657, uma tropa comandada pelo cabo Bento Maciel Parente partia de São Luís do Maranhão para o sertão amazônico. Segundo o historiador Mário Ypiranga Monteiro, essa tropa aliciaria perto de 300 índios, e foi o primeiro grupamento de "homens brancos" a fixar-se na área onde hoje é a capital amazonense. Antes deles, ocupavam secularmente a região, os índios Manáo, Bares e Mura.

Post da Prefeitura de Manaus


Manaus 357 anos 

                    editorial do Jornal do Commercio, hoje circulado 

Manaus completa 357 anos, nesse 24 de outubro, envolta por uma névoa de fumaça que contrasta com a grandeza de uma metrópole de mais de 2,3 milhões de habitantes. A imagem remete ao início do século 20, quando a cidade ainda dependia do porto e da lenha, mas hoje abriga um dos maiores poios industriais do país e desafia distâncias continentais para garantir abastecimento, emprego e renda.

Cercada pela floresta e ligada ao Brasil e ao mundo por rios, estradas e transporte aéreo, a capital amazonense construiu uma logística singular, sustentada pela resistência de sua população e pela força de sua economia. Seu Distrito Industrial, o comércio e a diversidade de seus moradores fazem de Manaus uma das grandes capitais brasileiras. Mas a fumaça das queimadas, trazida pelos ventos de municípios amazonenses e até de outros Estados, impõe uma dura realidade.

A poluição altera a rotina, ameaça a saúde e obriga mudanças na programação oficial do seu aniversário. A comemoração, desta vez, precisa ser mais reservada, porque não há festa que justifique expor a população a um ar de qualidade instável. Manaus resiste ao tempo, à geografia e aos desafios logísticos.

Aos 357 anos, merece celebrar sua história, mas também cobrar respostas efetivas para que a fumaça não se torne parte permanente de sua paisagem. 


terça-feira, outubro 25, 2022

PMAM: SEUS PRIMÓRDIOS (5)

Quinto tópico sobre o período provincial da Polícia Militar do Amazonas, compartilhado do livro Guarda Policial (1837-1889). A partir deste tópico, elaboro uma retrospectiva cronológica.

1835 

Cabanagem

Em 7 de janeiro, irrompe na cidade de Belém do Pará uma revolta popular essencialmente cabocla (caboclo aqui não é apenas uma configuração étnica, mas, sobretudo, cultural, (...) Neste sentido, caboclo, que sem constituir uma parcela considerável da população local, integraria a classe dos “libertos”, ou seja, a parcela revolucionária por excelência no movimento da Cabanagem, esclarece Vicente Salles), reconhecida na historiografia nacional por Cabanagem (1835-40). A tomada da capital paraense pelos cabanos impõe de imediato a derrubada do governo, com os inconsequentes assassinatos de Bernardo Lobo de Souza, presidente da Província, e do tenente-coronel Joaquim José da Silva Santiago, comandante das Armas. Assume o primeiro governador cabano, Felix Antônio Clemente Malcher (antigo alferes da tropa de linha envolvido, desde o início, nas articulações políticas. ... De caráter sombrio e impetuoso era severo, chegando à perversidade. Irritável, espírito pouco cultivado e de atitudes dúbias, segundo Arthur Reis), governo que não prosperou, advindo desse fracasso e da impetuosa repressão imperial uma torrente de lutas e de mortes.

Selo comemorativo do sesquicentenário da
Cabanagem (1985)

Acerca deste período insurrecional, Reis assim o resume: “A Amazônia (...) ia experimentar ou padecer uma das mais sangrentas aventuras políticas que se registraram no processo de politização do Brasil.” O ex-governador do Amazonas explica a causa: “A insatisfação das multidões nativas que se julgavam esbulhadas nos seus direitos desde o momento da Independência, que não se sentiam felizes no atendimento de suas necessidades materiais mais imediatas”. O impulso das massas, contudo, não conseguiu prontamente reabilitar os espoliados, talvez em decorrência de tenaz e profunda repressão imposta pelas autoridades. Na prática, ocorreu forte despovoamento, além de uma desarticulação econômica da região amazônica.

É no fragor desta insana disputa que pode ter surgido a primitiva força militar amazonense com a denominação de Guarda Policial (GP), aliás, pouco mais de duas dezenas de Guardas espalharam-se pela nossa hinterlândia. Assim, pois, a GP foi gerada com a destinação guerreira de aniquilar os cabanos, contudo, seus resultados se perderam nos banzeiros da informalidade.

1836

Lugar da Barra

Na tarde de 6 de março, a Barra do Rio Negro, hoje Manaus, foi tomada por um destacamento cabano sob a direção de Francisco Bernardo de Sena. Nessa condição, o lugarejo permaneceu até 31 de agosto. Na Comarca, segundo Arthur Reis (1989), várias foram as iniciativas promovidas por autoridades sabidamente civis em defesa da legalidade: de juiz, como o interino João Inácio Rodrigues do Carmo, e até de sacerdotes. O destaque incondicional pertence a Ambrósio Pedro Aires, o bravo Bararoá, alcunhado dessa maneira “em razão do Termo onde vivia”, o qual, “na direção de 77 guardas nacionais”, defendeu Mariauá (hoje Barcelos).

Afastados no final de agosto, ainda houve em 13 de novembro, de parte dos cabanos, outra tentativa para sobrepujar a Barra. Os legalistas, todavia, rechaçam em definitivo os seguidores de Francisco Angelim e Antônio Vinagre.  

Vila da Barra do Rio Negro (c.1848)

 

Brigadeiro Soares d’Andréa

Assume em 9 de abril o governo da província do Grão-Pará e o Comando das Armas o general-brigadeiro Francisco José de Souza Soares d’Andréa, barão de Caçapava (1781 Portugal-1858 Brasil).  Servia na Armada Imperial brasileira, quando foi convocado para debelar tamanho infortúnio, ou seja, a conflagração dessa imensa província, a mesma região que constitui a Amazônia contemporânea. O governo imperial fornece ao comandante Soares d’Andréa uma esquadrilha de navios da Armada, adequada à navegação pela rede hidrográfica amazônica.

Fornece igualmente ao presidente para auxiliar nesta intrincada missão, oficiais de diversas patentes do Exército. Entre estes, segundo Luís Lobo em História Militar do Pará, os tenentes: José Soares d’Andrea, filho do brigadeiro, e Albino dos Santos Pereira, apontado equivocadamente como o primeiro comandante da Polícia Militar do Amazonas,

Fac-símile da assinatura de Soares d'Andrea

Com o intuito de pronto sufocar o movimento rebelde e dar execução ao anseio imperial, Soares d’Andrea despachou, em 5 de julho de 1837, sob o comando do tenente-coronel Joaquim José Luís de Souza, a Expedição Militar ao Amazonas. Souza, entretanto, optou por acantonar em Santarém, cidade do médio rio Amazonas, de onde operacionalizou o emprego da tropa e tudo empreendeu para obstaculizar o avanço dos cabanos. Quem conhece o espaço geográfico da Amazônia sabe bem que, diante dessa decisão, a tropa permaneceu bastante distanciada da Comarca rio-negrense.

O governo do brigadeiro estendeu-se até abril de 1839, ocasião em que transmitiu o cargo ao presidente Bernardo de Souza Franco, visconde do mesmo nome, que se bacharelou pela Faculdade de Direito de Olinda, em 1835. Acerca deste bacharel, o jurisconsulto Clovis Bevilaqua, em História da Faculdade do Recife, rememorando o centenário da Faculdade pernambucana, destaca: “Nasceu em Belém em 1805 e faleceu no Rio de Janeiro em 1875. Deputado, senador, presidente de províncias, conselheiro de Estado, foi alta influência liberal”.

sábado, janeiro 09, 2021

FORTIFICAÇÕES NO AMAZONAS

Desfrutando da amizade do coronel Lauro Pastor, da reserva do Exército, empenhado ele na restauração da história da Força Terrestre na Amazônia, fui contemplado com esta retrospectiva. Seu empenho findou com sua morte no início de novembro passado, atingido pela moléstia presente.

Em sua homenagem, vou compartilhar um trecho deste trabalho, no tocante às onze edificações construídas no Amazonas. Dado o volume de informações, vou me limitar à primeira fortificação, a implantada em Manaus.

1. Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro - 1669

A Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, também referida como Fortim de São José, ou Forte de São José do Rio Negro ou Fortaleza do Rio Negro, localizava-se na margem esquerda da barra do rio Negro, um pouco acima da sua confluência com o rio Solimões, no “Logar da Barra”, depois “Villa da Barra”, na Capitania de São José do Rio Negro no estado do Maranhão e Grão Pará, atual cidade de Manaus (AM).

Maquete do Forte São José da Barra

http://www.manausonline.com/turismo-historia.asp

A questão da fundação

Os estudiosos não são acordes nem quanto à data de início nem quanto ao construtor desta fortificação, ligada à fundação da atual Manaus. A disparidade entre datas varia entre 1667, 1669 (SOUZA, 1885:57; BETTENDORF, Pe. João Felipe. apud: MONTEIRO, 1994:35; GARRIDO, 1940:18), 1670 (BARRETTO, 1958:45), anterior a 1691 (FRITZ, Pe. Samuel. apud: op. cit., p. 35), 1691 (MORAES FILHO, Melo. apud: op. cit., p. 35), 1697 (VARNHAGEN, Francisco Adolfo de. apud: op. cit., p. 35). REIS (1966) não dispõe desta data, admitindo como solução provisória a data de 1669 para a obra de Francisco da Mota Falcão. (OLIVEIRA, 1968:751)

O Forte de São José

A Provisão-Régia de 15 de dezembro de 1684 determinou a construção. Iniciado por determinação do governador do Maranhão e Grão-Pará, capitão-general Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho (1685-1690), foi uma das quatro fortificações erguidas pelo maranhense capitão Francisco da Mota Falcão às próprias expensas nos sítios que lhe fossem indicados, em troca da mercê do governo vitalício de uma delas. Sua construção igualmente é atribuída a Manuel da Mota Siqueira, em 1697, o que nos remete ao mesmo contexto, uma vez que tendo Mota Falcão falecido, deixando as obras desses fortes inacabadas, seu filho, Mota Siqueira, assumiu e concluiu a empreitada.

Simples fortim, provavelmente de faxina e terra, apresentava planta no formato de um polígono quadrangular, sem fosso. Estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1. De sua guarnição (270 homens), saíam os destacamentos para guarnecer os fortes e presídios dos rios Negro, Branco, Solimões e Içá, bem como para os registros do rio Madeira. O seu primeiro comandante foi o capitão Ângelo de Barros. O nome deste comandante também é grafado como Angélico de Barros.

Em 1720 o governador e capitão-general Bernardo Pereira de Berredo e Castro propôs a sua mudança para o furo do Jauaperi, o que chegou a ser aceite por João V de Portugal, mas jamais se consumou. Serviu como quartel para as forças portuguesas envolvidas nas demarcações decorrentes do Tratado de Madri (1750).

Dele existe iconografia: (Prospecto da Fortalezza do Ryo Negro) nos Prospectos das Fortalezas do Rio Negro, Tapajós, Pauxis, e Gurupá, mandados fazer, no ano de 1756, pelo capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Presidente da Província do Pará e 1° Comissário das Demarcações dos Reais Domínios de Sua Majestade Fidelíssima da parte Norte.

Foi visitado pela expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira, que nos relata que, em 1774 a guarnição ordinária do forte era composta de cem praças e de uma companhia de infantaria auxiliar com o mesmo efetivo. A farda dessa tropa: calções brancos, apresilhados sob o joelho, meias brancas compridas, banda e casaco vermelhos, chapéu armado de dois bicos, galões de ouro, adereço de espada, chifarote, facão de mato e espingarda. OLIVEIRA (1968) refere que o mesmo naturalista, em 1785, observou, no interior do “fortim”, quartel (casa de palha) para dois oficiais e alguns soldados. Mais tarde, quando ali passou em 1788 em viagem pastoral, D. Frei Caetano da Anunciação Brandão, a seu respeito registrou que "(...) não tem mais que o nome.".

O Logar da Barra, povoação que se desenvolveu à sombra do forte sob o governo do brigadeiro da infantaria de Marinha Manuel da Gama Lobo D’Almada, tornou-se a sede da Capitania de São José do Rio Negro (1791), sendo elevada a Vila da Barra do Rio Negro para esse fim, a 29 de março de 1808.


Decadência, abandono e demolição

Com o crescimento urbano e a evolução do armamento no século XIX, a estrutura perdeu importância tática. Foi considerada como fortificação de 2ª Classe pelo Aviso do Ministério da Guerra de 14 de fevereiro de 1857, até que um novo Aviso, a 22 de maio de 1875, determinou o seu abandono.

GARRIDO (1940) esclarece que os seus vestígios foram arrasados para dar lugar ao Palácio do Governo da Província, à época (1940), ocupado pela Prefeitura Municipal de Manaus. BARRETTO (1958) complementa que à época (1958), sobre os vestígios dos seus alicerces, erguia-se a edificação da Estação de Rádio da 8ª Região Militar. REIS (1966) informa que, sobre o seu local foi erguido o edifício da Tesouraria da Fazenda, depois Diretoria da Fazenda Estadual. (OLIVEIRA, 1968).

sexta-feira, março 25, 2016

FORTE DE SÃO JOSÉ DO RIO NEGRO

Recolhido da revista VICTORIA-REGIA, circulada em Manaus na década de 1930, trouxe esse pequeno artigo sobre o "misterioso" forte existente em nossa capital. Pouco se sabe sobre esta fortificação, restou apenas o nome do protetor. Nada mais.

Também nada recolhi sobre o autor. 

Recorte da Revista-regia, fevereiro de 1933

O FORTE SÃO JOSÉ DO RIO NEGRO

Ali, onde está o acinzentado edifício do Tesouro Público, erigia-se, dominando as águas da baia, o tradicional Forte São José do Rio Negro, também chamado Fortaleza da Barra, pedra fundamental da cidade. Ali começou a risonha Manaus... 
Foi em 1669. O capitão-mor, do Grão-Pará, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, informado sobre o rio Negro, por Pedro da Costa Favela, o chacinador das desventuradas tribos do rio Urubu, e julgando conveniente assegurar aos lusos o direito de posse ao Quiari famoso, ordenou erigir uma fortificação numa das margens. 
Coube faze-lo a habilidade do capitão Francisco da Motta Falcão.
A sete milhas do conhecido Encontro das Águas, num outeiro entre igarapés e florestas, a 44,9m acima do nível do mar, Motta Falcão, auxiliado por seu filho Manuel da Motta Siqueira, especialista em fortificações, construiu de pedra e barro, um quadrângulo de muralhas baixas, sem fosso, e artilhou-o com duas peças de bronze de calibre um e duas de ferro de calibre três. 
A recém-construída fortificação, primeira que possuiu o Amazonas, recebeu a denominação de Forte São José do Rio Negro e ficou entregue a um pequeno destacamento, tirado da guarnição do Pará, sob o comando do esforçado capitão Angélico de Barros. 
À sombra protetora daqueles muros não tardaram a vir se abrigar famílias de Bares, do Japurá, de afáveis Passes, do Japurá e do Içá, e de Banibas, do alto rio Negro.
E surgiram, logo, fragílimas palhoças, desgraciosas e paupérrimas, agrupando-se como que instintivamente... Rio acima, porém, milhares de índios, abrigados no recesso das matas, constituíam uma cortina vedando a penetração. 
Um sargento da guarnição, Guilherme Valente, venceu aquela dificuldade. Subindo audazmente o rio, até o Cabori, conseguiu a amizade dos Caboricenas, dos Carahahis e dos Manaus. Solidificou-a casando-se com a filha de um tuxaua (1693). E a ação profícua dos frades da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo, vindos do Pará em 1695, tornou duradouro o domínio luso... 
E Manaus era “um agregado de algumas choupanas, onde só havia um esplendor: o da Fé”. 
Até 1774 pouco progrediu o obscuro vilarejo. Atingia, mais ou menos, o local onde se ergue a Delegacia do Tesouro Nacional e contava apenas duzentas e vinte almas.
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O Forte São José do Rio Negro assentava-se a 3°, 8’ e 4” de latitude austral do Equador, e a 59°, 59’ e 59” de longitude ocidental de Greenwich. Servia de registo e de presidio. 
Ocuparam-no os Cabanos, em 1863. Em 6 de março daquele ano, oitocentos rebeldes, dirigidos por Bernardo de Sena, surpresaram o Lugar da Barra. Foi o primeiro ponto ocupado. Estava desarmado; há muito (1783) havia sido retirada a artilharia, por ordem do general João Pereira Caldas, e recolhida a Barcelos. 
Não tinha mais —a acreditar em Fausto Augusto de Sousa—aquela guarnição de duzentos e setenta homens, de que saiam os destacamentos para os outros fortes e presídios e registos do rio Madeira. 
Quando chegou Tenreiro Aranha, para fundar a província, seu estado era desolador, contrastando com o da cidade, cuja população já ultrapassava de quatro mil pessoas. A propósito disse o primeiro presidente, em seu relatório de 30 de abril de 1852: "O forte desta capital tem apenas suas arruinadas muralhas. O local é o mais improprio; e, ainda que se dispendessem consideráveis somas para a sua reedificação, de utilidade alguma poderia servir, a não ser para os sinais de regozijo em dias de festa nacional”.
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Um aviso, datado de 14 de fevereiro de 1857, mandou-o considerar entre as fortalezas de segunda ordem. Outro, de 22 de maio de 1875, jogou-o ao abandono “e como se não existisse”. Foi o golpe de misericórdia... E desapareceu nos últimos anos da monarquia.
Autor: Heiroceryce Pessoa

Bibliografia
Arthur Reis, História do Amazonas. Gaspar Guimarães, História do Lugar da Barra. Bertino de Miranda, A cidade de Manaus. Fausto A. de Sousa, Fortificações no Brasil.