CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

segunda-feira, maio 03, 2010

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS (VIII)

Maio, 3

Diário Oficial do Amazonas, 4 Maio 1926
Durante quase um século, entre 1876 e 1972, essa foi a data comemorativa de criação da Polícia Militar do Amazonas. Deixou de ser quando uma pesquisa histórica revelou a atual data de fundação da força militar estadual - 4 de abril de 1837.
Acolhido esse resultado, o centenário que já se avizinhava perdeu o valor, afinal a corporação já se aproximava do sesquicentenário que, em 1987, foi solenizado.  
No entanto, e até para comprovar a primeira data, o cinquentenário foi realizado, obviamente, em 1926. Houve festas e, na Imprensa Oficial, feito o registro público dos feitos milicianos, cujo extrato deste documento aqui se reproduz. 


domingo, maio 02, 2010

Caryl Chessman (1921-1960)


Há 50 anos, nos bons tempos do cine Guarany e outros, torciamos pelo artista, pelo mocinho dos filmes de cowboy. Gritávamos tentando alertar o ator, como se nossas vozes pudessem modificar o enredo do filme. No início de 1960, porém, o mundo torceu pelo bandido, melhor dizendo, por um criminoso. O criminoso era o americano Caryl Chessman (1921-1960), conhecido por Bandido da luz vermelha, condenado e já no corredor da morte da penitenciária de St. Quentin, na California.
Estava com o dia marcado para a execução, 2 de maio, quando os protestos recrudesceram. Em várias partes do mundo e do País. Afinal, o preso lutava há doze anos pela sua libertação. Havia progredido, estudara bastante, escrevera livros e, assim, conseguira adiar por anos a execução da sentença. Mas, estava chegando a hora.
Também em Manaus, voz partindo do longuinquo amazônico, ainda assim essa voz ecoou.
Vou me reportar a repercussão desse episódio na vida da cidade. A 1º de maio, em O Jornal, padre Nonato Pinheiro ensinou A Lição de Chessman:


"Ao que tudo indica, amanhã, será executado o famoso Chessman, famoso pela celeuma universal que o seu processo despertou no mundo, em doze anos de encarceramento, nas garras da morte. Nesse lapso considerável de tempo, muito se tem dito e escrito acerca de sua pessoa e do crime (verdadeiro ou suposto) que lhe foi imputado. Ele próprio deu a lume dois livros que correram o mundo, traduzido nas principais línguas."

Nosso saudoso ensaísta lembrou-se das aulas do seminário, fez citação teológica, enfim, para justificar, citou a Suma Teológica: "A lei é certa regra ou medida de atos segundo a qual alguém é induzido a agir ou a não agir". E encerra com a Sagrada Escritura:

"Aos que me objetarem com a imperiosidade da lei, responderei com Salomão (Provérbios 6:23) que a lei é sobretudo LUZ, e se essa lei provoca no mundo tanto repúdio e indignação, é sinal evidente de que essa luz já não brilha, ou que essa lei já são trevas..."



Apesar de todas as manifestações e apelos, a Justiça dos Estados Unidos há 50 anos executou na camara de gás a Caryl Chessman.

Aniversário



Hoje, Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus, completa 73 anos de idade. Desde 1992 dirige o rebanho católico amazonense, pois sua jurisdição se estende pelas dioceses espalhadas na região. Além desse apostolado, participa da direção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Vem anunciando o seu afastamento em razão da idade, mas assegurou dias passados que permanecerá em Manaus. Valeu, Dom Luiz, "ad multos annos".

sábado, maio 01, 2010

Listas Telefônicas

Até 20 anos passados era difícil, bastante complicada a aquisição de uma linha telefônica. Para começar, o interessado enfrentava a fila para se inscrever em algum plano de nossa Telamazon, sucessora em 1974 da Camtel (Companhia Amazonense de Telecomunicaçôes). Depois da assinatura do contrato, o assinante deveria esperar "sentado", pois levava certo tempo para a instalação. Por esses motivos, a linha possuia um valor acentuado que importava em disputa judicial e declaração de bens no Imposto de Renda. Tudo isso acabou, hoje até se pode dispensar a linha, basta acessar via internet.
Mas, como para contapor às dificuldades de aquisição, a empresa responsavel distribuia um catálogo telefônico de ótima qualidade. Simples, porque nele se encontrava todos os assinantes e os anúncios comerciais. Melhor ainda, a capa desses catálogos trazia a cada edição uma obra de arte, permitindo aos artistas locais determinado dividendos.

Abaixo uma amostragem do material circulado.

O autor do quadro é o chileno Stevenson,
que reside em Manaus há décadas.
É artista premiado no Brasil e no exterior.

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O prêmio foi conquistado pelo artista plástico Anísio Mello.
Comunicação Ecológica, em fundo verde e relevo a óleo
em forma de ondas,
representa a comunicação feita através de linhas telefônicas
que circundam um disco de um aparelho

Cláudio Andrade é autor de Expansão telefõnica rural, premiado em 1991.
Amazonense, Cláudio nasceu em 1958.
Sua obra acentua que no seu íntimo o progresso
da expansão telefônica anda paralelo com a natureza.

O manauense, nascido em 1954,
Manoel Izidro de Freitas Filho é o autor da capa premiada.
Sua obra tem o título de Harmonia,
por entender que a comunicação tem suma importância
para a preservação do que ainda existe de Amazônia.

Francisco Aragão, nascido em Pedreiras (MA) em 1962,
é o autor de Amazônia.
Retrata a região com seus elementos mais comuns:
o índio com a flecha, a conhecida onça pintada,
muita água e a dominante verde da floresta.