CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador Telamazon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Telamazon. Mostrar todas as postagens

sábado, junho 13, 2026

HUMAITÁ - ENERGIA ELÉTRICA

 No final de julho de 1968, a cidade de Humaitá recebeu a visita do governador Danilo Areosa (1967-71), acompanhado de vasta comitiva para realizar a inauguração de diversas obras, sendo a principal o gerador de energia. A postagem foi retirada do jornal A Crítica.

Jornal A Crítica, de 22 julho 1968

O GOVERNADOR Danilo Areosa acenderá hoje as luzes de Humaitá, ao inaugurar sua Central Elétrica, que consta como solenidade principal a ser cumprido naquele município, no programa que inclui o lançamento da pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL e a visita à Jornada Pedagógica que a Secretaria de Educação, ali está realizando.

— PROGRAMA

Com duas horas de viagem, o governador e comitiva serão recebidos às 10 horas em Humaitá por uma concentração na Praça Benjamin Constant e homenageados com um almoço às 12 horas. Às 15, visitarão a Jornada Pedagógica que a SEC está promovendo para aprimorar os professores do Ensino Médio daquela região, presidindo logo depois o reinicio das obras do Grupo Escolar “Osvaldo Cruz”, de acordo com promessa anteriormente feita pelo Secretário Vinicius Câmara.

Uma hora depois, será lançada a pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL. Algumas ruas terão suas obras inauguradas até às 18 horas, quando o governador acionará a grande chave, fazendo brilhar as luzes de Humaitá. Um jantar e um baile tomarão conta da noite e o regresso será na manhã de terça-feira.

— COMITIVA

Está assim constituída a comitiva do governador Danilo Areosa: senador Álvaro Botelho Maia, dep. federal José Lindoso e sra. Amine Lindoso, dep. federal Raimundo Parente, dr. Antonio Vinícius Raposo da Câmara (secretário de Educação e Cultura), dep. estadual Anfremon d'Amazonas Monteiro (vice-presidente da ALE), dr. Sinval Gonçalves (secretário de Imprensa e Divulgação), cel. Themistocles H. Trigueiro (chefe da Casa Militar), cel. José Maury de Araújo Silva (comandante da PMEA), cel José Mauro Carijó (diretor do DERAM), dr. Wilson Aguiar (diretor do Departamento Administrativo do MEE), dr. José Lopes da Silva (diretor-presidente da Celetramazon), engenheiro Ernani Vilar Câmara (diretor-técnico da Celetramazon), engenheiro Nélson Silva (Celetramazon), engenheiro Paulo Sotero (Celetramazon) dr. João Wanderley de Carvalho (assessor da diretoria da CEM), prof. Júlio José da Silva (diretor-administrativo da CAMTEL), dr. Idalmir Monteiro (odontólogo da Secretaria de Saúde), sr. Hélio Marques Trigueiro (chefe do Gabinete do Sec. Fazenda) sr. António José de Mattos Areosa (assessor da REGEAM-GB) e sr. Mariano Mendez (fotógrafo oficial).



quarta-feira, janeiro 29, 2020

TELEFONIA EM MANAUS: A CAMTEL

De certo, a CAMTEL (Companhia Amazonense de Telecomunicações) deve ser minimamente a avó da nossa telefonia, exercida hoje por algumas companhias. Inaugurada em fevereiro de 1968, foi a arrojada iniciativa do governo estadual, tentando substituir o falido sistema ainda com ranço inglês. A telefonia local até que funcionava, eram apenas quatro números. (Lembro do primeiro telefone que usei, o do Seminário, o 12-69.) A Telamazon substituiu a CAMTEL, até ser aquela encampada pela iniciativa privada.

Quanto à comunicação interestadual, era um desastre, cujo serviço era prestado pela Pará Telephone Company. Para ilustrar a informação, a telefonista servia de intermediária na conversa, além de se ter que entrar na fila indo a sede da companhia, que funcionava ali próximo do Hotel Amazonas.
A Camtel para expandir a rede vendia telefone a prazo, todavia, havia que ter paciência para aguardar a instalação. No entanto, quanto valor possuía este investimento, cabendo declarar esta propriedade no Imposto de Renda, valorizado conforme o prefixo. O 32.. era o mais bem cotado. De quatro números, passou-se pra cinco e, atualmente, são nove.

Anúncio circulado em janeiro 1970
Já em 1970, a Camtel inaugurou uma escola primária para os filhos dos seus funcionários, anunciou a festa o Jornal do Commercio (1º fevereiro 1970). Nesse período, os aparelhos comunitários já se espalhavam pela cidade, trazendo conforto para uns e dificuldades para as organizações de segurança, em especial, os Bombeiros, que recebiam largo número de trotes. Ainda mais que o 193 era gratuito. Era esse telefone intitulado (amigo) público nº 1, conforme anúncio circulado em janeiro de 1970.
Para mais detalhes: consulte no Blog do Durango: Aspectos do Serviço de Telefonia em Manaus (Série 1960).



A Escola da CAMTEL

Os filhos dos funcionários da Companhia Amazonense de Telecomunicações têm, desde ontem, uma escola primária própria, que está localizada na rua Major Gabriel, trecho compreendido entre a Ramos Ferreira e a Leonardo Malcher. A inauguração do estabelecimento foi feita pelo governador Danilo Areosa, que aplaudiu a iniciativa da CAMTEL dizendo ser a escola mais uma afirmação de que a empresa está bem administrada.
O presidente da Companhia, Carlos Lins, mostrou as instalações e o equipamento da escola ao chefe do Executivo e ao secretário de Educação, Vinícius Câmara — que são vistos na foto inferior —, tendo também estado presentes à cerimônia outras autoridades e os demais diretores da CAMTEL, Prof. Júlio Silva e Eng. Calil Dib.

Nota: A legenda da foto deixou de citar o ajudante de ordens do governador, o então capitão PM Odacy Okada (primeiro, à esq.). Está feito o reparo, caro amigo, coronel.

sábado, maio 01, 2010

Listas Telefônicas

Até 20 anos passados era difícil, bastante complicada a aquisição de uma linha telefônica. Para começar, o interessado enfrentava a fila para se inscrever em algum plano de nossa Telamazon, sucessora em 1974 da Camtel (Companhia Amazonense de Telecomunicaçôes). Depois da assinatura do contrato, o assinante deveria esperar "sentado", pois levava certo tempo para a instalação. Por esses motivos, a linha possuia um valor acentuado que importava em disputa judicial e declaração de bens no Imposto de Renda. Tudo isso acabou, hoje até se pode dispensar a linha, basta acessar via internet.
Mas, como para contapor às dificuldades de aquisição, a empresa responsavel distribuia um catálogo telefônico de ótima qualidade. Simples, porque nele se encontrava todos os assinantes e os anúncios comerciais. Melhor ainda, a capa desses catálogos trazia a cada edição uma obra de arte, permitindo aos artistas locais determinado dividendos.

Abaixo uma amostragem do material circulado.

O autor do quadro é o chileno Stevenson,
que reside em Manaus há décadas.
É artista premiado no Brasil e no exterior.

.
O prêmio foi conquistado pelo artista plástico Anísio Mello.
Comunicação Ecológica, em fundo verde e relevo a óleo
em forma de ondas,
representa a comunicação feita através de linhas telefônicas
que circundam um disco de um aparelho

Cláudio Andrade é autor de Expansão telefõnica rural, premiado em 1991.
Amazonense, Cláudio nasceu em 1958.
Sua obra acentua que no seu íntimo o progresso
da expansão telefônica anda paralelo com a natureza.

O manauense, nascido em 1954,
Manoel Izidro de Freitas Filho é o autor da capa premiada.
Sua obra tem o título de Harmonia,
por entender que a comunicação tem suma importância
para a preservação do que ainda existe de Amazônia.

Francisco Aragão, nascido em Pedreiras (MA) em 1962,
é o autor de Amazônia.
Retrata a região com seus elementos mais comuns:
o índio com a flecha, a conhecida onça pintada,
muita água e a dominante verde da floresta.