CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

CAMTEL EM MAUÉS


O governador Danilo Areosa (1967-71) teve o privilégio de inaugurar a Camtel (Companhia Amazonense de Telecomunicações), a iniciativa incisiva para restaurar o serviço de telefonia no Estado. Ao término do terceiro ano de seu governo, o interior começou a se comunicar com a capital.
A nota do Jornal do Commercio (5 fevereiro 1970) ilustra bem esse empreendimento, quando da cidade de Maués o governador Areosa se comunica com o general comandante do CMA, em Manaus. 


 CAMTEL em Maués

Instante em que o governador Danilo Areosa realizava a primeira ligação radiotelefônica entre Maués e a nossa capital, após a inauguração da estação da CAMTEL, vendo-se ainda o sr. Carlos Lins, presidente da entidade.
O governador Danilo Areosa (foto) falou com o general Rodrigo Octávio Jordão Ramos, comandante Militar da Amazônia e 12ª Região Militar, no ato da inauguração, realizada segunda-feira última como parte do programa de festejos do 3º aniversário de seu governo.

NOSSOS PORQUINHOS-DA-ÍNDIA

Já contei isso aqui, quando da morte da “Porquixa”, em junho do ano passado. 
A tristeza da família levou à “importação” da dupla de porquinhos: o preto (Pepe) e o branco (Juanito). Estão bem, obrigado.






Vou apresentá-los, depois que li para eles o poema de Manuel Bandeira, aqui postado, lamentando o vício de seu porquinho-da-índia recebido por presente. Enquanto o de Bandeira gostava do fogão, a dupla de casa prefere o tapete. E ainda posando para a posteridade.


terça-feira, fevereiro 11, 2020

ANO 10 – DUAS MIL PUBLICAÇÕES




Às vésperas de completar o primeiro decênio deste espaço, proclamo que esta postagem chancela o número respeitável de 2.000 publicações. Comecei em 3 de março de 2010, e como disse na abertura, desejando desovar o material então recolhido. Alguém me adjetivou de “catador de papeis”; gostei da imagem, até quando alguma pessoa me perguntou se ainda trabalhava na Prefeitura.
Composição elaborada
sobre vinil pelo
artista Marius Bell

A milésima postagem realizei em 12 de maio de 2013. Fácil observar que andei bem depressa, entusiasmado com a experiência. Confesso que a partir desse momento, tive que sanar vários quebra-cabeças, até a tentação de desistir, e, de outro modo, tentei melhorar o blog, transformando-o em site. "Não deu liga".

Nestes dois últimos anos, tendo descartado meu arquivo, fui em busca de novos papeis nos jornais da cidade, arquivados na Biblioteca Pública. Tento selecionar as notícias mais realçadas, para relembrar aos mais velhos (como eu) aquilo que a capital do Amazonas conviveu. Obrigado a quantos, consultando estes posts, aproveitam um naco dos dados, nem sempre devidamente estruturados.

NOTA DE FALECIMENTO - 1970

Mavignier de Castro

Em 5 de fevereiro de 1970 morreu o acadêmico Antônio Mavignier de Castro. Nascido no Ceará em 1895, desembarcou em Manaus depois de uma longa viagem, com escalas na cidade de Belém (PA) e na de Paris (FRA). Aqui, foi professor de francês do Colégio Estadual, e desenvolveu outras atividades, como chefe de revisão do Diário Oficial e secretário do Jornal do Commercio, que publicou esta escassa Nota. Também se desincumbiu da função de Promotor Público em algumas comarcas do interior.

No entanto, Castro teve respeitável atuação nas letras amazônicas. São dele os livros: Amazonas Panteísta (Manaus: Sergio Cardoso, 1958) e Síntese Histórica e Sentimental da Evolução de Manaus (Manaus: Tipografia Fenix, 1948), cuja capa foi obra do artista Branco Silva.
Sua atuação literária possibilitou-lhe a acolhida na Academia Amazonense de Letras, em sessão de 6 de maio de 1950, na Cadeira nº 8, cujo patrono é Torquato Tapajós.


Registro encontrado no Jornal do Commercio (6 fevereiro 1970


ACADÊMICO MAVIGNIER DE CASTRO 

Faleceu ontem, às 23h20, em sua residência à rua J. Carlos Antony, o ilustre Professor Antonio Mavignier de Castro, que por longos anos exerceu a função de Secretário deste matutino, contando 73 anos de idade.
Deixa o ilustre desaparecido na viuvez a senhora Da. Vicência Araújo de Castro e os seguintes filhos: Amaury de Castro, pintor [artista plástico e poeta] Afrânio de Castro, senhora Dagmar de Castro Tavares, funcionária da Delegacia do Trabalho, nesta capital, e senhora Aurolina de Castro, funcionária do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro. O féretro do saudoso pranteado sairá de sua residência, à rua J. Carlos Antony, 642, às 16h20 para o Cemitério de São João Batista.