CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

sábado, janeiro 20, 2018

DIA DO FARMACÊUTICO

Dois motivos me impulsionam a ressaltar o Dia do Farmacêutico, hoje comemorado no Brasil.

Um, o poema postado, elaborado por um consagrado profissional da saúde e das letras, foi publicado na edição do matutino A Crítica, há exatos 51 anos. Ao final do qual, o autor escreveu:

Comemora-se, hoje, em todo o território nacional, o dia dedicado aos farmacêuticos. O Sindicato da classe no Amazonas, presidido pelo conhecido e conceituado farmacêutico Vittorio Figliuolo, aderindo às comemorações que se efetivam por todos os Estados, presta sua homenagem a todos os que com a natural abnegação que lhes é própria, servem causas tão humanitária.

Dois, a presença em meu círculo familiar da estudante de Farmácia – Samantha Santos, a quem dedico esta postagem.


Xavier Autran de Sá
Aos colegas e companheiros de luta

Tenso labor tem o Farmacêutico,
No Santo mister da profissão,
Procura cooperar c’o terapêutico
Cumprindo o dever com perfeição.

Noites e noites atravessando,
Extravasa todo o carinho.
Aos sofrimentos amenizando,
Honrando assim o seu pergaminho.

Repousando em noites fatigado
Vêm, altas horas bater-lhe, à porta,
É um irmão aflito e desvairado,
Que a dor malvada já não suporta.

Serve-lhe o amigo sempre leal,
Que diz sereno para esperar
Sem preocupar-se com o vil metal
Que uma fórmula vai preparar.

É preciso calma ao formulário,
Escrupuloso a manipular
Com todo esmero, o receituário,
Para o remédio bem aprovar.

E confortando lhe diz agora,
Leve a poção e vá se deitar,
Tome uma dose de hora em hora,
Se necessário torne a voltar.

É bem difícil contar-lhe a vida
Do que decorre dos sacrifícios,
Que o boticário mão estendida,
Sempre oferece seus benefícios...

É incontestável no seu valor,
O alto espírito da caridade,
Colaborando com todo ardor
       Servindo a causa da HUMANIDADE.


sexta-feira, janeiro 19, 2018

PMAM NA IMPRENSA

Coronel Flavio Rebello,
ex-chefe do EMG
Durante anos, o matutino A Crítica, na edição dominical, publicava uma coluna com notícias das Forças Armadas e da Polícia Militar do Estado (o Corpo de Bombeiros integrava a PMAM). O responsável pela redação era o jornalista Rubilar Santos que, na condição de fotógrafo, era empregado na Assembleia Legislativa e cuidava no periódico do arquivo das imagens. Há pouco deixou o jornal, todavia continua na Assembleia.
Oriundo de Belém do Pará, aqui chegou após concluir lá o CPOR e vir prestar o estágio em Manaus. Ingressando na redação do Calderaro, construiu farta amizade com oficiais da PMAM, por isso, sua capacidade em obter informações autênticas. Também desfrutei da amizade do Rubilar, quando pude vasculhar o arquivo do mencionado jornal.
Esta postagem compartilha a edição de 4 de julho de 1976. 



ASSESSOR POLICIAL
Por Decreto Governamental de 11 de junho de 1976, o Exmo. Sr. Governador do Estado do Amazonas colocou à disposição da Secretaria de Estado de Segurança Pública, como Assessor Policial, o coronel PM Flávio Augusto da Silva Rebello (foto), que exercia na Polícia Militar as funções de Chefe do Estado-Maior Geral.

CHEFE DO ESTADO-MAIOR
Por ato do Sr. Comandante-Geral da PMAM, foi nomeado para as funções de Chefe do Estado-Maior Geral da Corporação o tenente-coronel PM Hélcio Rodrigues Motta, que comandava o 1º BPM. O TC PM Hélcio possui os seguintes cursos: Escola de Formação de Oficiais e Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Polícia Militar da Guanabara; Curso Superior de Polícia, na Academia de Polícia Federal, em Brasília; Estágio de Informações, no Centro de Estudos de Pessoal do Exército. É acadêmico do Curso de Estudos Sociais.

COMANDANTE DO 1º BPM
Major PM Mael Rodrigues de Sá passa a responder pelo comando do 1º BPM. O major PM Sá possui os seguintes cursos: Curso de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército, NPOR/66; Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na Academia de Polícia Militar-SP; de Guerra na Selva, no COSAC. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da UA.

CLUBE DOS OFICIAIS
Clube dos Oficiais da Policia Militar ofereceu ontem um churrasco regado a Chopp da Brahma, aos seus associados, em sua sede no Aleixo. É a nova diretoria do COPMAM que, com a colaboração de todos os oficiais da PMAM, está impulsionando o Clube, a fim de proporcionar a todos mais uma opção para o sadio entretenimento e lazer.

CENTENÁRIO
Corpo de Bombeiros da PMAM comemorará no próximo dia 11 de julho, 100 anos de atividade em prol do Amazonas. O major PM Ilmar [dos Santos Faria], comandante do CB, já está distribuindo a programação, que está de fato compatível com a grandiosidade da data.

DIA DO BOMBEIRO
Corpo de Bombeiros da PMAM comemorou com bastante simplicidade o Dia Nacional do Bombeiro, com formatura geral e leitura da Ordem do Dia do comandante do Corpo. A solenidade foi presidida pelo Sr. Comandante-Geral da PM, coronel Mário Perelló Ossuosky.

SOLDADOS
Em solenidade realizada no Quartel do 1º BPM, na última terça-feira, onde aquela tradicional OPM da PMAM, entregou a coletividade mais 121 soldados PM. Da programação constou — Formatura Geral, competições esportivas, churrasco de congraçamento e, à noite, foi oferecido um Baile aos familiares dos novos PM, no salão de baile do 1º BPM.

JOGOS UNIVERSITÁRIOS

O aspirante a oficial Ary [Renato] do Comando Geral estará seguindo junto com a Delegação Universitária Amazonense, a fim de disputar os Jogos Universitários que se realizarão, de 17 a 29 do corrente, em Belo Horizonte.

quinta-feira, janeiro 18, 2018

RUA (DO) BARROSO [2]


Conclusão da parcela histórica da Rua Barroso, cuja reportagem aqui compartilhada circulou em A Crítica, domingo, 15 de setembro de 1974. Belo passeio, essa leitura. 



O SINDICATO DA BORRACHA
Naturalmente, quando Antônio Barroso construiu sua casa a borracha ainda não fazia "milagres" no Amazonas. Mesmo assim, na sua rua, os seringalistas instalaram sede própria, o Sindicato da Indústria de Extração da Borracha do Estado do Amazonas, onde funciona há mais de 10 anos, por gentileza do então presidente Francisco Leopoldo de Menezes, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas. Assim, a rua também é nossa.
E falando da rua e do Sindicato da Borracha, lembramos muitas figuras expressivas do progresso desta terra. O coronel [de barranco] Auton Furtado, a quem o Amazonas está a dever justa homenagem; Arthur Reis, não o que foi governador, mas o outro, seringalista e comerciante, dono do vapor Délio e outras embarcações; do velho Chico Leopoldo, um dos últimos “coronéis” do interior amazônico, cuja vida foi uma constante luta em defesa do interior amazonense, das reivindicações em fav0r de melhores preços para a borracha.

A UNIÃO DOS ESTUDANTES
Prédio da UESA
Onde é hoje a União dos Estudantes (tem um novo nome, parece que é Diretório Central dos Estudantes), eu conheci o Rio Negro, de Flávio de Castro, Aristófano Antony, Joaquim Aspicuelta, velho Reis, Bastos Lira, Joaquim Barateiro.
As maiores glória do futebol rionegrino foram conquistadas com a sede naquele local. Vidinho, Claudio Coelho, Amâncio, Marcilio, Yano e outros.
Quando o Rio Negro passou para a Praça da Saudade, no prédio foi instalado o Juizado de Menores, a Associação dos Gazeteiros com o abrigo do “Pequeno Jornaleiro”. Depois o Governo, parece que Leopoldo Neves, fez a doação do prédio para a União dos Estudantes.
E surgem novas recordações, dos grandes presidentes, Antônio Lindoso, Armando Menezes, Phelippe Daou, Maury Bringel de Melo, Raimundo Parente (que definiu as posições da UEA [União dos Estudantes do Amazonas] e da UESA [União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas]). As lutas estudantis, com lembranças do Raul (Raulito) Armando Mendes, Promotor Público em São Paulo, foi chefe de Gabinete e substituto eventual do Ministro da Justiça; do Rui Brito, agora candidato a deputado federal pelo MDB de São Paulo. Do Restaurante do Estudante (o que foi feito do Chico?), a luta para a construção do prédio do "Dormitório"...

E A RUA CONTINUA SUBINDO
Na esquina da 24 de Maio o Consulado de Portugal.
Não vamos falar dos antigos moradores, das famílias tradicionais da Rua Barroso. Poderíamos cometer algum engano. E a rua vai subindo. Algumas construções mais recentes. Velhas casas com mais de meio século. Sobe-se a ladeira e chega-se ao lado do Teatro Amazonas.
E, aí, a rua termina.
 
Teatro Amazonas, início dos 1900 
A SAUDADE SEMPRE É MAIS FORTE
Começamos falando da casa do Antônio Barroso, onde Gonçalves morou. Coisa de mais de um século. A saudade foi mais forte, e subimos a rua para recordar acontecimentos mais recentes. Do Rio Negro, da União dos Estudantes...
Diria o poeta:
“... e o cemitério da alma acorda de repente..."