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sábado, junho 13, 2020

MANAUS EM FOTO (2)



Quem ainda não conhece os Portos de Lenha, comuns nos rios amazônicos e que servem de abastecimento aos navios a vapor, poderá ter uma ligeira ideia deles, tirando uma mirada do sugestivo cliché acima.
Realmente, grande é a semelhança entre os admiráveis Portos de Lenha dos rios Solimões e Negro e esse que se localiza ali às biqueiras do edifício onde funciona o Departamento Estadual de Segurança Pública, em frente ao Grande Hotel que, pode dizer de  passagem, é mesmo sob qualquer prisma, um autêntico Porto de Lenha.
Moroso, sem dúvida, é o pessoal que trabalha no embarque de lenha, para o estranho navio que ali se abastece, e isto porque, cada vez que os fornecedores chegam ao porto fica congestionado durante vários dias. E, contudo isso, é que as autoridades competentes não tomam qualquer providência para descongestioná-lo.
Enfim, são coisas de Manaus.


O jornal A Gazeta destacava em sua edição alguma foto, para mostrar algum deslize da administração municipal. Neste, o clichê mostra o cruzamento da rua Marechal Deodoro com a avenida Sete. Na esquina estava o Grande Hotel, aos fundos estava o “casarão”, alcunha da Chefatura de Polícia, prédio desaparecido em favor da expansão do Banco do Brasil.
E a monturo de lenha mostrada na foto, que a reportagem sutilmente critica, pertence ao hotel, que foi desativado, mas o prédio segue referenciando o local. E o local pacato e sem transeuntes de antanho, nada se parece com o movimento de nossos dias.
A cena é de 1955, quando o governador Plínio Coelho começava sua administração, impondo uma renovação no Estado.