CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
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sábado, abril 12, 2025
ANÍSIO MELLO: 15 ANOS DE FALECIMENTO (1927-2010) -3-
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sexta-feira, novembro 22, 2024
CLUBE DA MADRUGADA: 70 ANOS
Aproveito a efeméride de hoje para recordar a comemoração do Jubileu de Ouro deste clube, celebrada em 2004. O Largo de São Sebastião engalanou-se para abrigar a arena da celebração. Subiram ao palco músicos e literatos, jovens e remanescentes do movimento amanhecido em 1954, quando “um punhado de jovens, sequiosos por romper o isolamento da província, o isolamento geográfico”, resolveu “descobrir o verdadeiro comando de sua existência”, consoante o registro de um dos fundadores – Jorge Tufic, in Clube da Madrugada 30 Anos.
Ainda em plena atuação, um dos fundadores, Luiz
Bacellar (1928-2012), prestigiou o lançamento de livros de integrantes do Madrugada
promovido pela Editora Valer. O autógrafo de Bacellar em Quatro Movimentos
(1975) guardo o exemplar com religiosidade.
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| Personalidades presentes: músico Maury Marques; poeta Max Carpenthier e o editor Tenório Telles (a partir da esq.) |
Mais uma memória, do mesmo modo compartilhada
do Tufic: em comemoração ao 7º aniversário do CM, a direção mandou confeccionar
uma placa alusiva ao evento, com os seguintes dizeres:
Pois foi. Jovens se reuniram sob a fronde desta árvore; e aconteceu.
Quando Madrugada, o Clube surgiu. Era novembro, 22, 1954.
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sábado, novembro 07, 2015
ALMIR DINIZ - DESDE 1929
| Almir Diniz (1957) |
Vida longa, nobre vice-presidente cháarmandista!
Aproveito a postagem para homenagear o cambixense Diniz com a reprodução de uma página de sua autoria, publicada no diário governamental do Estado.
“VELHO LINO” (*)
Almir Diniz
Tema para reminiscências da infância; motivo de recordações e saudades; razão para reconhecimento... Velho Lino.Velho Lino, é designativo de meu velho e pranteado tio Marcolino Carneiro da Rocha, um dos patriarcas da família.
Recorte do Diário Oficial do Estado
Morava, o tio Lino, à altura do quilômetro 8 da Estrada de Rodagem do Cambixe, em companhia de seu filho Afonso.Ali, sentado à escada, via-o todas as manhãs, quando me dirigia à escola, vasculhando os campos até onde seus olhos cansados alcançavam.
Então, tomava a expressão mortiça do tio Lino, como sintomas de caduquice. Sua expressão só, não. Também sua voz arrastada ao pronunciar o clássico "Deus te abençoe", após pedir-lhe a benção.
Para a meninada, era sinônimo de respeito. Menino não gritava, menino não ria, estando à vista o Velho Lino. Representava um hiato nos folguedos infantis dos escolares.
Aos domingos, religiosamente, se dirigia à taberna do Anselmo, sol raiando, e tomava o seu "mata-bicho”: dois dedos de anis.
Hoje, aquela expressão cansada do tio Lino, tem outro significado. Aquilo nunca foi caduquice. Era, antes, profunda meditação... algo assim como um sonho, que é a vida da saudade ou a ilusão do porvir. Talvez, na cortina sombria de seus olhos, se desenhasse a tela multicor das queimadas sertanejas do seu querido Ceará, distante e inatingível...
Assim, aparentemente extático, foi encontrá-lo Hilgard W. O’Reilly Sternberg, interessado que estava na elaboração de sua tese de concurso à cátedra de Geografia do Brasil da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Quando Hilgard laureou-se, conquistando a cátedra, já o Velho Lino havia desaparecido.
Mas, às páginas da tese – A Água e o Homem na Várzea do Careiro – ficaram gravadas, para a posteridade, a história do Velho Lino, desde a sua partida do seu querido Acaraú em 1.888 até o seu desaparecimento aos 86 anos de idade, a 22 de maio de 1951, no Cambixe, de cuja região, compreendendo o Careiro, foi dos primeiros conquistadores.
Quando Plínio Coelho, no afã de melhorar as condições do Careiro, através a higienização e valorização de seu principal produto, o leite, encomendou dois navios frigoríficos para resolver esse problema que é uma constante nas suas preocupações de cumprimento exato de seu programa, quis homenagear os desbravadores da selva careirense, dando os nomes dos patriarcas da região às ditas embarcações.Assim fazendo, estava o governador agindo de acordo com sua decisão anterior, em dando ao Grupo Escolar da sede do município, o nome do inesquecível amigo José de Melo Fiuza.
E, face a indicação do dileto companheiro de lutas Santos Oliveira e outros cambixenses, que palestravam com o governador e amigo Plínio Coelho, por ocasião de uma visita ao Careiro, resolveu Sua Excelência batizar um dos barcos frigoríficos com o nome Velho Lino.
Como descendente do Velho Lino, neste final de crônica, resta-me agradecer ao governador e amigo Plínio Coelho, em nome de minha família, a distinção feita a um de seus mais respeitáveis membros.
(*) Diário Oficial do Estado23 de dezembro de 1958
segunda-feira, novembro 17, 2014
CLUBE DA MADRUGADA: 60 ANOS | 5
| Maury Mrq e violão |
Celebrando os 60 anos do Clube da Madrugada, o escritor
Zemaria Pinto e o compositor Mauri Mrq se uniram para criar o CD-livro Lira da Madrugada, que deveria ser
lançado na Academia Amazonense de Letras na manhã do próximo dia 22 de
novembro. Infelizmente, entretanto, a obra, confeccionada em São Paulo, não
ficará pronta a tempo.
Mas esse contratempo não modificará a programação do Sábado na Academia, dentro da série 60 anos do Clube da Madrugada.
Fundado nas primeiras horas do dia 22 de novembro de 1954, o
Clube da Madrugada estabeleceu-se, com o passar do tempo, como o mais
importante movimento artístico do Amazonas. Num momento de estagnação
econômica, jovens intelectuais, com interesses os mais diversos, resolveram
chacoalhar o marasmo, questionando não apenas a literatura, encastelada na
sisuda Academia Amazonense de Letras, mas também as artes plásticas, a
filosofia, a economia e a sociologia – de onde se depreende a abrangência dos interesses,
convergindo para um movimento político.
Foi, entretanto, na literatura e nas artes plásticas que o
Clube da Madrugada deixou as marcas mais profundas – existe, nesses segmentos
criativos, um antes e um depois do Clube da Madrugada.
O trabalho de Zemaria Pinto e Mari Mrq foca especialmente “A
poesia no Clube da Madrugada” e a apresentação deste sábado será uma aula-show,
nos moldes do saudoso Ariano Suassuna: Zemaria Pinto comentará os poemas dos
madrugadenses musicados por Mauri Mrq, que mostrará o seu trabalho usando a
consagrada estrutura bossanovista: “um banquinho, um violão”. A dupla contará
ainda com a presença da poeta Astrid Cabral, que dará um testemunho da sua
vivência no Clube da Madrugada.
Projeto: Sábado na Academia
Série: 60 anos do Clube da Madrugada
Quando: 22.11, sábado, às 10h
Participantes:
escritores Zemaria Pinto e Astrid Cabral e compositor Mauri Mrq
Endereço:
sede da Academia Amazonense de Letras – Casa de Adriano Jorge, Rua Ramos
Ferreira, 1009 – Centro
domingo, novembro 16, 2014
CLUBE DA MADRUGADA: 60 ANOS | 4
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| Logomarca do Clube da Madrugada |
Minha lembrança vai abaixo com fotos do encontro realizado em frente ao Teatro Amazonas, na passagem do cinquentenário.
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| No palco, Tenorio Telles, Sergio Cardoso e Maury Marques, Afonsina |
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| Mauri Marques e seu conjunto Jiquitaia |
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| Roberto Mendonça e Francisco Gomes da Silva, lendo. |
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