CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, outubro 26, 2014

MANAUS: 345 ANOS | 2




Alfaiataria Demasi- detalhe da contracapa
Outro livro distribuído pela Manauscult, órgão da Prefeitura de Manaus encarregado do setor da Cultura, na festa dos 345 anos da capital amazonense, foi Italianos em Manaus, de Luiz Geraldo Demasi, com a editoração de Reggo Edições.

A justificativa da empresa municipal para a produção deste livro, veio registrada pelo presidente do Conselho Municipal de Cultura, Márcio Souza. Escreveu ele que os membros deste Conselho, “por unanimidade, aprovaram direcionar todos os recursos para um só objetivo: a memória da cultura de Manaus”. Dessa maneira, o projeto tomou o nome geral de “Memória Reencontrada”.

O advogado Geraldo Demasi integra uma distinguida família italiana, cujo patriarca desembarcou no final do século XIX em Manaus. Demasi trabalhou cerca de dez anos para completar seu livro, explicando aos seus e, agora, aos amazonenses os motivos dessa mudança. Tanto que o autor dedicou sua obra aos seus “bravos e honrados antepassados” nos dois ramos genealógicos.

Apreciei o livro do Demasi, a quem conheci na Faculdade de Direito. Acredito que abrirá as portas para que outros estudiosos lembrem outros imigrantes, pois esse é o interesse do Conselho. Aproveito para falar por mim, filho de peruano que chegou nesse rincão aos dez anos, em 1927. Morreu em maio passado, aos 98 anos. Deixou-me boas e intrigantes histórias, algumas já relatadas nesse espaço. Vou prosseguir, lembrando outras figuras do Peru que por aqui passaram.

Demasi é conhecer de cinema, dessa maneira, não me intriguei com o relato dele sobre o “cine Bijou” e outro de nome Hervet, tido “como o primeiro a ser montado no Brasil”. Todavia, vou recorrer ao amigo Ed Lincon, que possui a descrição de todos os cinemas de Manaus, para que me atualize ou que Ed se atualize.
Capa do livro

Outra questão trivial diz respeito ao sobrenome de dois camaradas do quartel da Polícia Militar. Os coronéis Assante (falecido) e Alfaia consideram-se como oriundi. De fato, encontrei um Assanti, mas Alfaia ali não se encontra.  
Apesar dos detalhes, o livro sobre os Italianos em Manaus merece uma leitura. Vamos encontrar nele uma gama de informações sobre a Manaus antiga, do modo de vida e dos divertimentos, as mesas fartas e os concertos domésticos, e outros detalhes surpreendentes.

Para quem foi à festa da Manauscult, o livro saiu na “camaradagem”.

quinta-feira, novembro 15, 2012

POLÍCIA ERRADA

Acredito que hoje busquei a polícia errada. A razão. Na avenida Sete de Setembro, quase esquina da Joaquim Nabuco, existe um prédio abandonado, entregue às baratas e aos cupins, entre outros “insetos”. Todavia, o pior aconteceu com a invasão do inseto humano. O prédio foi ocupado por marginais.

Edificação onde funcionou o Corpo de Bombeiros e o
Museu do Homem do Norte, hoje abandonado
Antes de contar o fato, conto que aquele endereço já abrigou mais recentemente o Corpo de Bombeiros estadual e o Museu do Homem do Norte municipal, cuja inscrição ainda se encontra em seu frontispício, se é que se pode chamar assim aquela fachada descamada e desenxabida.


O edifício pertence à Prefeitura de Manaus. E vem desamparado desde o governo de Serafim Correia, passando pelo do atual prefeito. Por isso, o abandonado derrota por ampla maioria de tempo a restauração da Biblioteca Pública (estadual) e a do Mercado Adolfo Lisboa (municipal).

Repito, o prédio foi invadido por marginais, que atuam no Centro que, sem Ronda do Bairro e com a proximidade do Natal, exerce um atrativo para os “amigos do alheio”. Hoje, aproveitando a presença de uma dupla de motociclistas da Polícia Militar nas proximidades, invoquei uma ajuda. Usei de minha carteira funcional para conseguir o socorro.
A dupla de policiais saltou pela janela, de arma em punho, e eu vibrando com o avanço. Logo, os soldados voltaram, ou melhor, não avançaram porque faltava iluminação. Pediram-me uma lanterna. Olhei em volta, apreciei as Hondas  de tantas cilindradas equipadas com sirenes, os coletes e outros implementos de segurança pessoal, armas automáticas e rádios para contato, tudo em vão.

Os bandidos que estavam ali entocados não foram sequer molestados, porque faltava a mequetrefe de uma lanterna, coronel Hildeberto Barros, comandante da Cicom.

Os jovens policiais Faria e Zuzualdo me prometeram voltar. Como não acreditei, da mesma maneira que qualquer vizinho, fui à sede do 1º DIP.  Recebido pelo soldado Eduardo Moreno, este diante da narrativa, acionou o sargento Expedito, que rondava. Antes que o graduado chegasse, ouvi do Moreno a seguinte afirmativa: “qualquer policial hoje tem medo de dar um cascudo em alguém”, para não ser acusado de algum delito. Diante dessa apologia do...
Ainda assim, esperei o sargento. Após repetir-lhe o fato, ouvi dele que estava transferido e executava seu primeiro serviço, porém, daria ciência ao chefe. Lamentava que o expediente só na segunda-feira ou quarta-feira.
Voltei para casa, mas antes narrei a situação do prédio da prefeitura a
um jornalista que cobria a apreensão de “bicho de casco”. Quando cheguei, tive a nítida sensação de ter recorrido à polícia errada. 

sexta-feira, outubro 26, 2012

CONVITE – IGHA

Amanhã 27, na sede do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, será realizado o lançamento do livro DESENHOS – MEMÓRIA & TESTEMUNHO DE MOACYR ANDRADE, patrocinado por diversas entidades culturais do Estado e do Município.


O traje é esporte e o horário, às 10h30.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Convite


Sábado 18, às 10h, no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), o ativo Instituto Brasileiro de Antropologia da Amazônia, do acadêmico Moacir Couto de Andrade, 84a, concede Medalha de ouro e Diploma de Honra ao Mérito ao presidente do IGHA – Geraldo dos Anjos, e à doutora Lívia Mendes – presidente da Manauscult.



sexta-feira, novembro 12, 2010

Espaço Cultural VII


A Prefeitura de Manaus por meio da Fundação Municipal de Cultura e Artes - MANAUSCULT promove a I Virada Cultural da Região Norte e leva à população de Manaus diversos segmentos da arte. Os palcos principais serão instalados na Praça da Saudade, Praça do Eldorado, Parque dos Bilhares, Estrada da Ponta e Jorge Teixeira.
A Virada ocorre uma vez por ano e tem como objetivo promover cultura e arte pela cidade durante 24 horas ininterruptas. Vários tipos de eventos culturais como espetáculos musicais, peças de teatro, exposição de artes, esporte, gastronomia entre outros acontecem em diferentes pontos da cidade.


A Virada não terá apenas Música, haverá espetáculos para todos os gostos. Para melhor orientação, consulte http://www.viradamanaus.com.br/