CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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terça-feira, fevereiro 13, 2018

GRANJA DA PMAM


Havia prometido não mais me envolver com esta estrovenga, devido meu desengano ano passado. Falei com deus e o mundo sobre a dita-cuja e não consegui um adepto sequer na minha cruzada: de relembrar o cinquentenário de inauguração desta obra de Severiano Porto.

Festa de inauguração, nov. 1967
Mês passado recebi um e-mail do Rio de Janeiro, solicitando informações sobre a Granja, diante da minha postagem no blog. Veio então, outra grata notícia. Por indicação de meu amigo Rômulo Nascimento cheguei ao doutorando Marcos Cereto, professor de arquitetura na Ufam, que se dedica à obra de Severiano Mário Porto.

Levei-o a visitar o quartel do comando superior da PMAM, no bairro de Petrópolis. Foi deleitosa a visita, pois, além das informações colhidas e das fotos realizadas, conversamos com o condutor daquele obra, realizada há 50 anos. Trata-se do coronel Romeu Medeiros que, quando tenente recém incluído na corporação, dirigiu com entusiasmo a construção do edifício, no então longínquo km 95 da estrada Manaus-Itacoatiara.

Na sexta-feira 9, o professor Humberto Barata juntou-se a nós e fomos à Granja da PMAM. Bem, o serviço de avicultura há muitos anos foi encerrado, o local ainda serviu para algumas iniciativas da corporação, mas há algum tempo está sem destinação fixa.
O intento dos mestres era fotografar e observar os detalhes do prédio (todo em madeira) para estudos subsequentes. As fotos do professor Barata (em cores) mostram seu estado falimentar. As fotos em P&B são da inauguração (novembro 1967), presente o governador Danilo Areosa.

Visão geral a partir da entrada do terreno

Frente e fundos (abaixo)




sábado, outubro 30, 2010

Livraria Acadêmica II

Rogel Samuel escrevendo sobre Benjamin Sanches, passou pela Livraria Acadêmica, tendo me enviado o comentário seguinte:

Leio no excelente Blog do coronel que a Livraria Acadêmica de Manaus fechou as portas em 2009. Eu saberia se tivesse ido a Manaus, pois era um dos lugares aonde sempre ia, desde a adolescência. 
“Fundada em 1912, este estabelecimento fechou as portas ano passado. Agora, o edifício passa por reformas e, certamente, ali não mais haverá livros nem papéis. Nem o acolhimento fidalgo do seu Barata. Restará apenas saudades pelo fim do mais antigo templo ocupado pelos leitores da cidade” escreveu Roberto Mendonça.
“O Estado, por iniciativa da Secretaria de Cultura, já transferiu o que restou do acervo da Acadêmica para o Centro Cultural Palácio Rio Branco. Merece ser visitado, aproveitando o visitante para estender os olhos pelos outros seletos ambientes”, acrescentou.
Numa de minhas idas à Acadêmica, comprei um raríssimo exemplar de “Argila”, de Benjamin Sanches, com a bela capa de Moacir Andrade.
O livro estava tão escondido no fundo da sala, que o Sr. Barata não queria vender-me, pois não sabia o preço.

Onde andarão aquelas gigantescas estantes de madeira? E o passado, ali recolhido?
Aquela livraria teve muito a ver comigo: Foi uma das poucas livrarias de Manaus que comprou o meu “O amante das amazonas” diretamente da Editora Itatiaia.

Termino reproduzindo um poema de “Argila”, chamado “”:

Ver
sem
bem
crer.
Crer
sem
bem
ver.
Crer
é
fé.
Ver
não
é.
Argila, Manaus, Sérgio Cardoso, 1957


Rogel:

Suas angústias são pertinentes, afinal tem-se notícias de tantos acervos bem construídos que passaram às prateleiras de “sebos”. Tranquilize-se, o material da Livraria Acadêmica, em sua maior parte, agora compõe uma sala do Centro Cultural Palácio Rio Branco, ali onde serviu de sede para a Assembleia Legislativa do Amazonas.
Outra iniciativa benfazeja foi a produção de um CD-vídeo – Memória da Livraria Acadêmica (1912-2009), material produzido pelo filho do seu Antonio, o Humberto (Beto) Barata, distribuído apenas para os saudosistas, pois se trata ainda de trabalho artesanal.


A Tarde. Manaus,
16 maio 1960
 Para encerrar, reproduzo a Fé, de Sanches, e a Fé, de Aureo Mello, encontradas em jornais de Manaus.

O Jornal, Manaus, 20 agosto 1944






quinta-feira, outubro 21, 2010

LIVRARIA ACADÊMICA (1912-2009)

Última foto, em agosto 2009
Fundada em 1912, este estabelecimento fechou as portas   ano passado. Agora, o edifício passa por reformas e, certamente, ali não mais haverá livros nem papéis. Nem o acolhimento fidalgo do seu Barata. Restará apenas saudades pelo fim do mais antigo templo ocupado pelos leitores da cidade.
O Jornal. Manaus, 1949
O Estado, por iniciativa da Secretaria de Cultura, já transferiu o que restou do acervo da Acadêmica para o Centro Cultural Palácio Rio Branco. Merece ser visitado, aproveitando o visitante para estender os olhos pelos outros seletos ambientes.

Em homenagem à última livraria da rua Henrique Martins, reproduzo um texto publicado em jornal local, reminiscência do saudoso Tude Gomes da Costa, um anúncio comercial e, creio, a última foto do prédio.

Jornal do Commercio. Manaus, 13 dezembro 1981