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segunda-feira, junho 08, 2026

FAST CLUBE - INAUGURAÇÃO

 Em 7 de julho de 1968 foi inaugurada a sede do Nacional Fast Clube, construída no então Boulevard Amazonas, hoje sede de uma igreja evangélica. O empreendimento causou admiração em Manaus pelo curto prazo cumprido na sua construção. A proeza coube ao saudoso Ezio Ferreira, que ainda dirigiu o Rio Negro Clube e exerceu o mandato de deputado federal. Concluindo, afirmo que estive presente à festa.

Recorte de A Crítica, 8 julho 1968


POMPOSA festa marcou ontem a inauguração da sede própria do Fast Clube. Às 17 horas, o governador do Estado que há 73 dias lançou a pedra fundamental da sede, presidiu a solenidade de inauguração da obra, perante autoridades civis, militares, representantes da Imprensa, do Rádio, do Clero e centenas de populares simpatizantes do clube tricolor.

— ESCUDO DE BRONZE

No salão de festas reuniram-se as autoridades sempre cercadas de centenas de populares. Enquanto todos assinavam seus nomes no Livro de Ouro, novos discursos surgiram saudando o feito fastiano. Um grupo de moradores do Boulevard Amazonas, simpatizantes do Fast Clube, aproveitou a ocasião para entregar ao presidente Ezio Ferreira o escudo do referido grêmio, trabalho em bronze.

— COQUETEL

Com um conjunto de música jovem executando números musicais, as autoridades acercaram-se da mesa para se servirem de frios e salgadinhos. Porém nem todas estavam servidas e centenas de populares tomaram conta do local e em poucos minutos a mesa, que era um mundo de frios nada mais apresentava senão pratos e bandejas vazias. Autoridades e dirigentes não levaram a mal o ocorrido, deixando por conta da satisfação que invadia cada torcedor pela inauguração da sede. 

domingo, abril 18, 2021

FUTEBOL AMAZONENSE: FAST CLUB

Repiso a postagem de ontem, com uma variante: o futebol floriu com bastante vigor na capital do Amazonas. Faz algum tempo, certamente. Um dos clubes de expressão, o Nacional Fast Club, em data de seu aniversário ganhou do matutino A Crítica este tributo, festejando seu presidente mais exponencial. 

Recorte do mencionado matutino: Piola, além de presidente,
foi seu craque mais destacado; Ezio Ferreira (1940-2016),
o presidente dinâmico, empreendedor.


Diversos foram os presidentes do Fast Clube. Todos deram a sua parcela de colaboração, na medida do possível. O importante era ser fastiano. Sentir orgulho de clube que nasceu pequeno e pequeno foi por muito tempo. Hoje tudo são favas contadas. Os homens que o dirigiram sabem perfeitamente o que é ser presidente do “Clube do Povo”. Por ele passaram grandes homens como Vivaldo Palma Lima, Vicente de Mendonça Junior (hoje o seu presidente de Honra), José do Valle, Rodolfo Gonçalves, Hilmar Oliveira, Jonas Martins Lopes, Ezio Ferreira, João Sena etc.

Todos trabalharam. Todos o ajudaram como verdadeiros torcedores. Sentiram o sabor dás vitórias e dos revezes. Mas com o clube permaneceram. Então é por isso, que todos eles hoje podem sorrir e ver o clube no destaque onde merece. Para isso houve luta e sacríficos. Derramaram suor e quem sabe? Lágrimas.

EZIO FERREIRA

E por falar em grandes homens, em grandes presidentes ninguém pode esquecer o nome de Ezio Ferreira de Souza. A sua colaboração ao Fast foi de grande valia. A partir de 1968, o Fast passou a ser temido, um grande clube com um grande time. Passou a lutar de igual para igual com todos. Construiu a sede, movimentou a torcida e armou grandes times, com ajuda de Rubens Melo.

Foi conhecido no Brasil inteiro. Passou 53 partidas em 70/71 (período do bicampeonato) sem conhecer o amargor de uma derrota. Ganhou torneio, taças e uma participação das mais honrosas no velho “Nordestão”. Um senhor time. Por tudo isso, que se deve fazer esta ressalva. Ezio Ferreira foi um grande timoneiro. Hoje alguns ainda sentem a sua saída. Outros o chamam de traidor trocou o Fast pelo Rio Negro. “Ele que se dizia fastiano”, falam. Todavia, o Ezio foi embora, mas o Fast continuou firme e forte. O importante e saber que ele fez alguma coisa de bom, assim como os outros. O importante me tudo isso é que os homens passam e o clube fica.

(compartilhado de A Crítica, 8 julho 1976)