Em 1957, Manaus
assistiu o lançamento de um livro sobre o nosso herói indígena: Ajuricaba. O autor
– Valério Garcia Caldas - deu-lhe o título de AIURICÁUA, e o tratou como “Símbolo
do heroísmo Amazonense!”. Mas quem é o autor desta obra? Tudo quanto sei,
compartilhei da “orelha” do aludido compêndio:
Capa do livro
Valério
Garcia Caldas, com 55 anos de idade [nascido em
1902], iniciou seus estudos no Instituto Universitário Amazonense até
1916, quando foi para a Bahia fazer o curso do Ginásio Carneiro Ribeiro,
de onde afastou-se no 3º ano, em virtude do abalo financeiro e de saúde de seu
avô que veio a falecer, não tendo podido terminar o curso ginasial, para
enfrentar encargos de família. Fez o
curso pre-agronômico no ano de 1921, não terminando por embaraços em sua vida
de funcionário público federal, como Carteiro dos Correios do Amazonas e do
Acre. No ano de 1944, tendo voltado do Acre, onde servira como Agente Postal Telegráfico,
já casado e com duas filhas, resolveu matricular-se no curso Agrotécnico da
Escola Agronômica de Manaus, afinal diplomando-se no ano de 1947, quando
dirigia como redator-chefe a Revista Agronômica, órgão do Centro Agronômico
da Escola.
Alcancei um exemplar deste na biblioteca de Mario Ypiranga, situada no Centro Cultual Povos da Amazônia, o qual registrou nele
algumas perversas considerações sobre o autor e a obra. Além de reproduzir em
fotos, faço as transcrições literais para a devida apreciação do visitante.
Sobre a obra (p. 16): * filho duma puta
burro! Nessa época nem o Amazonas era conhecido nem Aiuricáua existia!


