CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, janeiro 18, 2018

RUA (DO) BARROSO [1]

Biblioteca Pública, na inauguração
Uma parcela de história da Rua Barroso, cujo ponto de referência, não resta dúvidas, é a Biblioteca Pública, instalada em seu início. A reportagem aqui compartilhada circulou em A Crítica, domingo, 15 de setembro de 1974.   
Como se verá, o autor (não identificado) cuidou mais das reminiscências, da saudade que o progresso benfazejo impôs a esta artéria, que começa com a Casa dos Livros e encerra no alto contemplando o monumental Teatro. Belo passeio, esta leitura.

Recorte do mencionado matutino 

A cidade cresceu de leste para oeste e do sul para o norte; a antiga Barra de São José do Rio Negro compreendia apenas faixa de terra da margem esquerda do igarapé de São Vicente aos barrancos do igarapé do Espírito Santo, que Eduardo Ribeiro aterrou e transformou na avenida que tem o seu nome. — Antônio Barroso passou o igarapé e fez a sua casa. — A casa ainda está de pé —
Até quando?...


"A espaçosa sala de paredes de pau-a-pique e piso de largos tijolos vermelhos da casa de Antônio Barroso, na antiga Estrada do Barroso, a qual, ainda hoje de pé, tem o número 30, na Rua Barroso, testemunhara muitas das horas de inquietação e labor poético do vate amargurado. Ali, ele residira; e, ali, ele produzira alguns de seus mais famosos líricos ("É em Manaus — informa em excelente ensaio biobibliográfico o escritor Josué Montelo — que Gonçalves Dias escreve com o pensamento na filha morta e na namorada perdida, os seus derradeiros e grandes líricos"), "certamente dos melhores em que uma vez se vazou a língua de Camões", diria mais tarde Sílvio Romero.
Coube, assim, à pequenina Manaus dos dias remotos de 1861, a glória de recolher, e guardar para todas as épocas nos sonhos de amor de seus românticos namorados, aqueles ecos doridos de angústia e de paixão, do mais "glorioso e infeliz" dos poetas brasileiros. (Fastígio e Sensibilidade do Amazonas de Ontem, de Genesino Braga, 1960).

ERA ESTA A CASA
A casa número 30 da Rua do Barroso, que já teve o número 3, ainda está de pé. Austera em sua arquitetura, nos contempla há mais de um século. Construída de pau-a-pique, a chamada "casa de taipa", resistiu às intempéries do tempo, à transformação da cidade, à fúria do progresso.
A casa é a própria história da rua, que começa na Avenida 7 de Setembro, cruza com as ruas Henrique Martins, Saldanha Marinho e 24 de Maio, para terminar na José Clemente, ao lado da Praça de São Sebastião.
A casa de Antônio Barroso, segundo se pode ler em vários livros, abrigou em seu teto centenário personalidades do Império e da República. Ali estiveram, como hóspedes, além do poeta Gonçalves Dias, Tenreiro Aranha, o barão de Tefé, o marechal Floriano Peixoto (segundo presidente da República) e o marechal Taumaturgo de Azevedo [governador do Amazonas].

A HISTÓRIA DA RUA
Começamos pela casa, para poder contar a história da rua.
José Antônio Barroso, quando o Amazonas ainda era Província, adquiriu naquele trecho da cidade vários lotes de terra. E num deles construiu sua residência, que ainda hoje está de pé.
Naqueles tempos, Manaus ainda não estava arruada, a atual Avenida Eduardo Ribeiro era um igarapé, quase 50 anos depois aterrado pelo "Pensador"; nem Teatro, nem outras construções. Por isso o povo, como ponto de referência, passou a chamar aquele trecho da cidade de "Estrada do Barroso", porque ali morava José Antônio Barroso, um paraense nascido em Óbidos. E quando a cidade começou a ser urbanizada, ainda ali se encontrava a família Barroso. E da estrada, passou a Rua Barroso, homenagem justa à memória de quem primeiro ali se localizou.
Muitos pensam que a rua, quase uma continuação da Marechal Deodoro, é homenagem ao Almirante Barroso, vencedor da Batalha de Riachuelo, cujo navio capitânia chamava-se, por coincidência, Amazonas.

O LADO DA BIBLIOTECA
A Rua Barroso, embora estreita, é uma das mais importantes da cidade. No seu início está o prédio da Biblioteca Pública do Estado, destruída parcialmente por um incêndio a 23 de agosto de 1945, quando perdeu a maior parte de seu valioso acervo. Mais tarde o prédio foi restaurado e abrigou, por vários anos, como sede provisória a Assembleia Legislativa do Estado.
Um dia o teto do salão superior, onde funcionava o plenário do Legislativo, desabou e a Assembleia voltou ao Instituto de Educação, para depois retornar ao seu lugar na Biblioteca, até que no Governo Arthur Reis o salão que servia ao plenário foi completamente reformado, instalando-se ali o Auditório Alberto Rangel.
O prédio da Biblioteca do Estado, além da própria biblioteca, sempre bem frequentada, principalmente por jovens estudantes em seus trabalhos de pesquisa, abriga também o Auditório Alberto Rangel e a Pinacoteca do Estado.
Ocupa todo o quarteirão, da Avenida Sete até a Henrique Martins. Fazia parte do então Arquivo, Biblioteca e Imprensa Pública, até que na Interventoria de Álvaro Maia foi desmembrada, passando a se constituir um órgão independente do Diário Oficial (que ficava onde é hoje o Banco do Estado do Amazonas).
O escritor, jornalista e homem de letras Genesino Braga, foi nomeado seu diretor efetivo. É que o mestre Genesino já dirigia a Biblioteca. Era funcionário da repartição, parece que chefe de Seção, juntamente com meu pai (Ulysses Paes de Azevedo, já falecido), que por várias vezes foi diretor da repartição. Com o desmembramento, "seu" Genesino (desde aquela época tenho por ele grande respeito e admiração), ficou como diretor efetivo da Biblioteca, e meu pai efetivado como Secretário da Imprensa Pública (Diário Oficial). Não consigo separar a Biblioteca da figura de Genesino Braga. Por isso, ele entra na história da Rua Barroso, e me traz saudosas recordações.

A OUTRA ESQUINA
Ganhando foros de rua, a antiga "Estrada do Barroso" foi progredindo. Na esquina da Sete, onde estão erguendo agora um grande edifício, a "Papelaria Velho Lino", fundada em 1913, de propriedade de Lino Aguiar, que em 1944 passava a se chamar Papelaria Velho Lino Ltda., com todo o ramo das artes gráficas. Em 1962, o prédio foi vendido e os antigos empregados da firma, usando a mesma denominação, passaram a ocupar um prédio ao lado, vizinho à secular casa de Antônio Barroso, onde estão até hoje.

DE ESQUINA EM ESQUINA
A Rua Barroso é famosa. Lá na esquina da Henrique Martins está a barbearia do Alencar, um cearense dos bons, que nas horas vagas é poeta e repentista. O "Farol Verde", lembrando o velho Aníbal; onde a Caixa Econômica está sendo erguida, ficava a "Reforma", do "seu" Campos. Muitos prédios foram derrubados, para dar lugar a outros mais modernos. E assim desapareceram as casas onde funcionaram a Escola de Comércio Sólon de Lucena, que era mantida pela Prefeitura, e o Departamento de Estatística.

Lá, na esquina da Saldanha Marinho, durante mais de 10 anos o amigo Vivaldo Michiles possuiu um bar e mercearia, muito bem frequentado pelo pessoal de jornal. Foi nosso "ponto" de encontro, principalmente aos sábados, onde o Herculano de Castro e Costa era figura obrigatória, num "papo" dos melhores, quase sempre com a presença do saudoso Áderson Menezes, do Zenith Pimentel, Geraldo Pinheiro, José Lemos e outros amigos. (veja a conclusão)

quarta-feira, janeiro 17, 2018

DETRAN-AM

José Ribamar Afonso, era Delegado de Polícia, residente à avenida Getúlio Vargas, quando assumiu o Departamento Estadual de Trânsito, nosso conhecido Detran. Era conhecido pela alcunha de Delegado do Diabo, devido suas exigências na condução do departamento e da circulação de veículos.
Recorte do citado matutino

Amigo de vários oficiais da PMAM, com esta corporação se aliançou a fim de obter suporte em sua gestão. Colecionador inveterado de revistas e outras quinquilharias, resolveu a exemplo da PM constituir uma galeria histórica, com diversas informações. Esta postagem reproduz da edição de A Crítica (22 julho 1976) as pretensões daquela autoridade. Não creio que tenha obtido êxito. Todavia, vou conferir, pois tenho interesse.


DETRAN
Quer saber quem foi o 1° motorista

O Departamento de Trânsito – Detran – quer saber o nome dos primeiros motoristas, amador e profissional, do Amazonas, e qual foi o primeiro veículo motorizado que aqui chegou, para que possa elaborar uma excelente programação para a Semana Nacional de Trânsito, que transcorrerá no mês de setembro vindouro, segundo informações do diretor-geral, José Ribamar Afonso

Explicou José Ribamar Afonso que nos livros de registro do Detran não constam essas informações, já que essas carteiras, provavelmente, foram tiradas em meados de 1911. Essas informações irão facilitar, ainda, que o Detran regularize o seu fichário que está incompleto.
Na oportunidade, o diretor-geral do Detran pede se alguém souber dessas informações que compareça ao seu gabinete o mais depressa possível.

Mais antigo
Informou que até o presente conseguiu descobrir apenas a Carteira Nacional de Habilitação de n° 6, com registro nº 15, datada de 8 de fevereiro de 1911, pertencente ao Sr. João Havelino, natural de Nova Cruz, município do Rio Grande do Norte. Portanto, até o presente, esta carteira é a mais antiga de todas.
Salientou que se conseguir todas essas informações, terá amplas condições de montar uma galeria histórica do Detran, como parte da programação da Semana Nacional do Trânsito, em setembro vindouro.

José Ribamar quer saber, ainda, quem foi o primeiro inspetor de trânsito do Amazonas, que também deverá entrar na história do Detran. As suas pretensões alongam-se na montagem do Museu do Trânsito, o que poderá ocorrer dentro de mais alguns dias, caso obtenha todas as informações desejadas.  

terça-feira, janeiro 16, 2018

UMA QUASE EXPERIÊNCIA JORNALÍSTICA [2]




Abaixo, a segunda parte de uma experiência própria em iniciar uma coluna jornalística. Ainda bem que permaneceu apenas na experiência.  
O Resumo (pretenso título da coluna) não passou no teste.


RESUMO

SEMANA DA PÁTRIA/96
Morna, a despeito do tempo calorento, repleta de fatos estranhos: seu início ocorreu no segundo dia. Afinal, começar em um domingo, não dava. Na segunda, o trânsito foi destroçado pelo fogo simbólico. Depois, um balé selvagem animou os transeuntes, porquanto as gradas autoridades não deram o mínimo. Desculpe, sim, o governador deitou falação e gabou o esforço estudantil. A semana homenageava o Meio Ambiente, tão em moda, mas o fogo queimava a árvore debaixo da qual espalhava sua chama. No dia 5, inventaram uma homenagem ao primeiro governador - Presidente Figueiredo, não apareceu qualquer autoridade. Caiu do céu um buquê de flores. A banda de música não tocou, mas o povão queria mesmo era o festival da Velha Serpa. Aos pombos nosso fundador.

SEMANA DA PÁTRIA (II)
Na noite de cinco, no Centro de Convenções, depois que a turma do governador driblou o candidato Serafim, deu-se início a partida, com direito a “ponta esquerda”. Ocorreu novo trabalho estudantil: a criação do mundo e da Amazônia, com a presença de inúmeros animais. Todos, menos, quem?, o boto “cor de rosa”. Foi uma produção que me recordou muito uma americana de 1964, que apresentava passou por Manaus com um elefante. O difícil era limpar o excremento do paquiderme.
No dia 7, que felicidade, um arco-íris de luzes (vermelha e azul) cobriu a pista do Centro. Era a segurança internacional na cidade de Amazonas. E, finalmente, o pavilhão nacional que arriou antes do horário regulamentar. Dezoito horas! Fica para 1997, cuja semana acontece igualmente em setembro.

TENREIRO ARANHA
Contou-me o presidente do IGHA, em tarde de chá acadêmico, que uma experiência japonesa, bem sucedida, deu vida a estátua do primeiro governador. Para quem desconhece sua localização: na praça da Saudade. O autor do milagre, evidentemente surpreso, recomendou ao ex-presidente da Província que descesse, a fim de conhecer a moderna Manaus, na fronteira do ano 2000.
A primeira decisão do novo habitante manauara foi de sacar a honrada espada. Ao vê-la empunhada, pensou o cientista, enfim, o homem vai decidir a eleição. – Qual nada, disse o presidente Figueiredo, primeiro vou acertar as contas com esses pombos, ora pombas!  

GATO DE LUZ

Escrevi para a Eletronorte informando de que iria cancelar o pagamento de minha conta de luz. Se alguém deseja copiar o exemplo, é bom ler o texto até o final. Na esquina da rua onde moro aconteceu uma invasão. Já entenderam, decerto. Pois, bem, junto a um poste há mais fios que um pisca-pisca natalino. Reclamar, reclamei com nome e endereço, cpf e cic e outros comprovantes (inclusive de renda). Nada. Por isso vou de cidadania, a igualdade de direitos expressa na Constituição. Se todos pagam, vou pagar. Atenção, a concessionária de energia elétrica ainda não se dignou de me responder. 

segunda-feira, janeiro 15, 2018

UMA QUASE EXPERIÊNCIA JORNALÍSTICA [1]


O autor, na "ótica" do Jack
Catando, como de hábito, alfarrábios “escondidinhos”, dei com essa preciosidade própria. Explico. Em 1996 ou 97, o jornalista Evaldo Ferreira, hoje no Jornal do Commercio, convenceu-me a escrever uma coluna jornalística. Não relembro o nome do periódico, nem a regularidade do trabalho. Lembrava apenas de ter elaborado um exercício como teste e, como desisti do embate, arquivei o material.

Hoje, vinte e tantos anos depois, reencontrei-me com o Resumo (pretenso título da coluna) que vai aqui postado, abandonando o gueto em que fora enfurnado. Depois desse longo período, os assuntos parecem estar fora de ordem.

RESUMO

BATER O CENTRO


De fato, ninguém resiste a uma boa conversa. “Cantado” pelo editor Evaldo Ferreira e apoiado por esta máxima, aceitei o desafio de produzir algo com regularidade na imprensa. Como todo desafio, preparo-me para suplantar os percalços. Intento resumir certas questões: as angústias da população ou, talvez, as que mais me angustiam. Em resumo, lembrando um amigo ardoroso atleta televisivo, é hora de “bater o centro”. De pé esquerdo (foto), zebra.


CENTENÁRIO DO TEATRO AMAZONAS
1996 foi o ano do centenário do Teatro Amazonas! Para tanto, o tenor José Carreras subiu recentemente ao palco e levou ao delírio os enfatiotados presentes, depois de nos levar bons “trocados”. Na época se especulou porque tanto dinheiro para um único artista.  Certo mesmo, é que nada mais se viu sobre o centenário. Nada mais se gastou em reais para relevar a decantada data natalícia.
Foi necessária a presença da brasileiríssima Petrobras, através da Refinaria Isaac Sabbá, para reavivar a lembrança da efeméride. Neste final de semana ocorreu a presença da Orquestra e Coral de funcionários da Petrobras. O espetáculo agradou, obviamente, afinal os manauenses ansiavam por um bom espetáculo, tanto que as palmas foram em demasia, até quando não se devia aplaudir.
Agora, quando a Orquestra e Coral executaram o nosso Hino Nacional, muitos dos presentes optaram por ouvi-lo, sentados! Isto é brasilidade? Ou, ao se desrespeitar este símbolo pátrio, como chegar à cidadania plena?
Acredito que nada mais será realizado para comemorar a data. Não seria mais interessante, despirmo-nos da frescura brega do “boi-bumbá” e dividir o Teatro em duas galeras: vermelho e azul? Até a Internet estaria compondo este primor de festa. Cem anos depois, o TA ainda motiva abstração, o povo dentro ou fora. Dá-lhe azul e vermelho!

ELEIÇÃO MUNICIPAL
Será inesquecível, por distintos motivos: o número de candidatos e suas promessas mirabolantes, o uso da televisão no horário nobre e a máquina de votar. Para não cansar. Li em um jornal local, sobre o número de militares que buscam uma vaga na Câmara. Trata-se de cerca de vinte candidatos, assegura a matéria, quando na verdade só de policiais, excluindo-se os militares federais, são trinta. Sim, sob a direção de um coronel-prefeito. Portanto, se este segmento da sociedade eleger a todos seus candidatos, teríamos Manaus sob o comando dos militares. Acabaria a esculhambação, sintetiza o mesmo periódico. Talvez, o autor do comentário tenha assistido ao horário gratuito, quando as sandices de tantos ofendem a tão poucos.
Mas, a providência legal de permitir que o horário nobre da TV aceitasse a propaganda de seus candidatos, permite observar o tamanho da legenda. Legenda é, entre outras verdades, a capacidade dos partidos de colorir a seus indicados. O defunto sempre é possuidor de bons predicados. Na TV, não acontece o mesmo com os indicados?
Finalmente, a máquina de votar é realidade. Em determinada feira de informática, aproveitei para aprender a votar. A grande pergunta é saber como anular o voto. Como fazíamos na cédula eleitoral, que permitia escrever alguns destemperos e palavras impublicáveis, daquelas que se entende até abreviada. Aprendi a anular o voto, ainda bem. A vantagem maior fica para os candidatos, ou melhor, para a genitora de todos eles, que a partir da próxima eleição perde o direito de ser xingada. 


OLIMPÍADA
Lembrança da peça exposta
na Praça do Congresso
A importante parada desportiva do século ocorreu nos EUA. O Brasil participou com brilhantismo, sem falar do “desdouro” no futebol masculino. O importante foi a cobertura jornalística. Vimos tudo e mais que o satélite permite. Impressionou a todos o patriotismo dos narradores, a técnica dos comentaristas, enfim, apenas medalhamos, porque os atletas não ouviam aos apresentadores da televisão. Quanta sabedoria estes transmitem com poder de descrever o óbvio, na loucura de mostrar o que todos não conseguem ver.
Há outra olimpíada, esta dos deficientes físicos. Que ocorre com a televisão? Será vergonhoso, ou deprimente mostrar cenas de pessoas com pernas ou braços mecânicos? Falta apoio das empresas, pois, como vender apenas para deficientes. Como explicar tal discriminação, se queremos tê-los como iguais.

SEMANA DA PÁTRIA/96
Fria, a despeito do tempo calorento, repleta de fatos estranhos: seu início ocorreu no segundo dia. Afinal, começar em um domingo, não dava. Na segunda, o trânsito foi destroçado pelo fogo simbólico. Depois, um balé selvagem animou os transeuntes, porquanto as gradas autoridades não deram o mínimo. Desculpe, sim, o governador deitou falação e gabou o esforço estudantil. A semana homenageava o Meio Ambiente, tão em moda, mas o fogo queimava a árvore debaixo da qual espalhava sua chama. No dia 5, inventaram uma homenagem ao primeiro governador - Presidente Figueiredo, não apareceu qualquer autoridade. Caiu do céu um buquê de flores. A banda de música não tocou, mas o povão queria mesmo era o festival da Velha Serpa. Aos pombos nosso fundador.