CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, outubro 26, 2024

HAMILTON RICE E OS SALESIANOS

Para celebrar o Jubileu de Ouro de atuação no Rio Negro (AM), em 1965, os Salesianos, sob a liderança de dom Pedro Massa editaram um livro que registra as trajetórias percorridas e os personagens – tanto eclesiásticos quanto leigos – que contribuíram para a obra. Deste livro – De Tupan a Cristo (1965), tenho postado páginas bastante informativas, repletas de pormenores sobre a história do Amazonas.

Alexander Rice

No livro, outra lembrança do prelado é sobre Alexander Hamilton Rice (explorador americano da bacia dos rios Negro e Branco) que, acompanhado da esposa Eleanor Rice, visitou São Gabriel da Cachoeira em duas oportunidades: no início de 1917 e em outubro de 1919. Na primeira, o casal cooperou com a missão dos salesianos na instalação de uma escola. Na segunda viagem, os Rice puderam aferir os resultados da iniciativa e o progresso proporcionado à cidade. Qual a situação desta escola?

 

HAMILTON RICE (1875-1956)

Este ilustre engenheiro e explorador americano, muitas vezes milionário, casado com a viúva do rei do aço, falecido no desastre do Titanic, perlustrou durante anos o Rio Negro e o Rio Branco; do alto do seu pequeno “aéreo” explorou sobre todas as formas aquela região desconhecida; os trabalhos fotométricos, geográficos, trigonométricos, as pesquisas do solo deram-lhe conhecimento exato de suas riquezas, de suas possibilidades, levadas naturalmente ao conhecimento americano.

Foi nosso amigo e, atendendo aos meus pedidos, ofereceu-nos abundante material escolar, centenas de camas, milhares de folhas de zinco, equipamentos farmacêuticos e hospitalares. Na Sociedade de Geografia de Londres elogiou em suas conferências “as atividades da missão evangélica salesiana no Amazonas”, afirmando que “tinha a mesma lançado bases seguras de um grande movimento civilizador”.

Em 1926, convidado por ele, fui a Nova Iorque, onde quis me apresentar ao presidente da Rockfeller Fondation, situada na 5ª Avenida, onde, na ausência do presidente, encontramos o Dr. Vicent Smille, vice-presidente em exercício. Depois de ouvir a longa explanação de Hamilton e as minhas poucas e tímidas expressões, num inglês fraquíssimo e titubeante, assim se expressou:

“A Rockfeller deu um milhão de dólares para a exploração do Rio Negro e do Rio Branco e está pronta a ajudar a Missão Salesiana, se apresentar um plano dentro do nosso programa, talvez mesmo um milhão”.

Espantei-me com o programa, a dependência, a abundância do dinheiro e fiz-lhe entender que eu solicitava apenas um auxílio limitado, dentro do programa da missão. A Rockfeller – respondeu-me – “não dá esmolas, nem oferece recursos parcelados: tem como programa financiar planos de obras também assistenciais, mas dentro de critérios que ela estuda, antes de custeá-los; financia-os, depois de organizá-los, e os fiscaliza”.

Não era o nosso caso: regressei ao Brasil sem dinheiro, mas livre e desimpedido de compromissos, satisfeito com minha independência na ação missionária. “Um milhão de dólares”! era muita riqueza e quando a esmola é grande, o santo desconfia... E, depois, muito dinheiro não faz bem a ninguém, nem mesmo a missionários.

domingo, fevereiro 21, 2021

FORTE DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

O Forte de São Gabriel da Cachoeira foi construído em 1763, e sua descrição na obra inédita Os Fortes da Amazônia, do falecido coronel EB Lauro Pastor, “permite uma orientação histórica de como se desenvolveu o processo de ocupação portuguesa na região.”

Neste trabalho, Pastor relacionou 11 fortificações construídas no Amazonas, e com mais este compartilhamento prossegue minha homenagem ao saudoso pesquisador. 

Planta original do Forte, certamente pertecente ao acervo
do Arquivo Central do Exército

Forte de São Gabriel da Cachoeira - 1763 

Construção: D. José I de Portugal (1763)

Este Forte localizava-se no morro da Fortaleza, à margem esquerda do alto rio Negro, afluente da margem esquerda do rio Amazonas, na então capitania de São José do Rio Negro, província do Grão-Pará; atual município de São Gabriel da Cachoeira.

Antecedentes

As primeiras descrições da região do Alto Rio Negro e seus recursos remontam à passagem da expedição de Pedro Teixeira em 1639, elaboradas pelo seu cronista, padre jesuíta espanhol Cristóbal de Acuña. Ao final desse século, em 1695, missionários carmelitas venciam as corredeiras para catequizar os indígenas do rio Uaupés, do rio Tiquié e do rio Içana, alargando os domínios da Coroa Portuguesa até às fronteiras com as atuais repúblicas da Colômbia e Venezuela.

Em consequência do Tratado de Madrid (1750), e do estabelecimento da Capitania de São José do Rio Negro (1755), com a finalidade de controlar os descimentos indígenas e de delimitar os domínios de Portugal na região, foram organizadas diversas expedições para patrulhar e fortificar o Alto Rio Negro. O governador da capitania, tenente-coronel Gabriel de Souza Filgueiras (1760-61), conforme deliberação de 23 de maio de 1761, enviou para a área o capitão José da Silva Delgado à frente de um pequeno destacamento, com a missão de fortificá-la.

Ao final desse mesmo ano, o destacamento instalou-se na aldeia de Curucui, erguendo (ou reerguendo) um fortim em uma das ilhas existentes (ilha Adana?), a partir do qual prosseguiu subindo o curso do rio e tomando posse das aldeias de São José, São Pedro, Santa Maria e Santa Bárbara, e fundando outras, como as de São José Batista, na foz do rio Xié, Santa Isabel, na foz do rio Uaupés (Cuiarí), Senhor da Pedra, na cachoeira Caioba, Nossa Senhora de Nazaré, na ilha de São Gabriel, São Sebastião e São Francisco, na cachoeira do Vento e Santo Antônio, no rio Mariuá. A povoação, que remontava a 1759, viria a ser elevada a vila em 1833 com o nome de São Gabriel, em homenagem aquele governador.

Há referência que Delgado construiu uma casa-forte na ilha de São Gabriel, e fundou em terra firme a povoação de Nossa Senhora de Nazaré da Curiana. Filipe Sturm chamou a essa casa-forte "Presídio da ilha de S. Gabriel". Terá sido transformado mais tarde em uma vigia (ou "guarita"), com dois pavimentos, pelo capitão Simão Coelho Peixoto. Esta, por sua vez, foi destruída por um incêndio (26|09|1762), deixando a guarnição desabrigada.

O Forte

Com o falecimento do governador Souza Filgueiras (07|09|1761), assumiu interinamente o governo da capitania o coronel Nuno da Cunha Ataíde Varona, que transmitiu o poder ao coronel Valério Correia Botelho de Andrade (24|12|1761). Este oficial compreendeu que o fortim erguido pelo capitão José da Silva Delgado não atendia às necessidades de defesa e, expondo a situação ao governador e capitão-general do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Manuel Bernardo de Melo e Castro (1759-1763), solicitou a construção de um reduto mais sólido, capaz de impor a soberania Portuguesa face às investidas espanholas na região.

Desse modo, em 1762 partiu de Belém do Pará o capitão Phillip Sturm, engenheiro militar alemão a serviço de Portugal, com instruções para atender às solicitações de Botelho de Andrade. No local, Sturm recomendou a mudança do local do forte para posição dominante em terra firme, salientando as melhores condições para a construção e a maior facilidade para a sua defesa, tanto a montante quanto a jusante do rio. A construção iniciou-se em janeiro de 1763.

Devido ao material empregado, o forte encontrava-se deteriorado já em 1770, ano em que o governador e capitão-general do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Fernão da Costa de Ataíde Teive Sousa Coutinho (1763-72), determinou reconstruí-lo em pedra, abundante na região, atendendo aos relatórios do capitão Sturm sobre o estado da fortificação. Os trabalhos de reconstrução iniciaram-se em 1775, sendo a nova estrutura posteriormente ilustrada e descrita por Alexandre Rodrigues Ferreira: "O que é ela verdadeiramente é um reduto, construído de pedra e barro, com dois meio baluartes na frente, e nas cortinas que o fecham pelos lados e pela retaguarda, guarnece-o exteriormente um tal ou qual fosso que o não circunvala, mas cinge o lado da frente para o rio, e o da povoação. A parede da porta é a cortina da frente. Contei 10 peças de ferro montadas nas suas carretas, a saber: 6 de calibre 4 e 4 de calibre de meio. Há dentro dele um quartel para a guarnição, um parque d'armas e mais apetrechos de guerra. Uma pequena casa de pólvora, um calabouço etc. E todas estas casas, excetuando-se a da pólvora, são cobertas de palha."

No mesmo período, o governador da Capitania do Rio Negro, coronel Manuel da Gama Lobo de Almada, criticou a guarnição dos dois fortes do rio Negro: "As suas guarnições [são] fracas em dois sentidos, porque são diminutas e compostas pela maior parte de muito maus soldados do país, uns que são puramente índios, outros extração ou mistura deles, gente naturalmente fugitiva e indolente, [com] falta de honra, de experiência, de capacidade necessária para uma defesa gloriosa." (Observação própria: Escrita em nossos dias, produziria um ruido de enorme tamanho, acusada de discriminação contra os indígenas) 

A informação mais completa sobre a estrutura, no segundo quartel do século XIX, é de Antonio Baena (1839): "É de figura pentagonal irregular, cujo maior lado, que defronta com o rio, é uma cortina, que prende dois meio-baluartes; no meio está a porta, que simultaneamente serve ao forte e ao quartel, o qual com o calabouço, corpo da guarda e armaria abraça toda a cortina. Os lados menores não têm flanqueamento, e são uma singela parede de pedra e argila, que é o material de toda a fortificação. Falta-lhe o fosso, esplanada e obras exteriores; tem 16 canhoneiras para calibre inferior ao mediano e, portanto, incapazes de contrabater. O estado das peças, das carretas e de tudo que são anexas ao forte, como o quartel, armazéns e ribeira, é lastimoso. (...)."

Posteriormente, em 1854, o major Hilário Maximiano Antunes Gurjão voltou a criticar a escolha do local do forte, dominado pela colina pelo lado de terra, relatando que ele se encontrava artilhado com cinco peças de 6 e três de calibre 4, em bom estado. O Relatório do Presidente da Província, de 1877, acusa-lhe o abandono e o desarmamento.

À época (1958), a localidade se denominava Uaupés. Na realidade designou-se dessa forma entre 1943 e 1952. Arthur Reis informa que as pedras remanescentes das muralhas foram reaproveitadas para a construção da igreja, do hospital e da escola da Missão dos Salesianos, em São Gabriel, na década de 1930.

Atualmente o forte encontra-se desaparecido, tendo subsistido vestígios de seus alicerces em forma de ferradura. O local encontra-se ocupado pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama). Da primitiva artilharia do forte, restam quatro peças em frente ao edifício do Fórum do município e uma quinta ornamenta a entrada do Comando de Fronteira do Rio Negro/5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5º BIS), que ostenta a denominação histórica de "Batalhão Forte São Gabriel".


segunda-feira, novembro 12, 2018

SALESIANOS NO RIO NEGRO


Esta notícula (consoante registrou o saudoso padre Nonato Pinheiro) 
sobre a Missão Salesiana do Rio Negro, saquei-a do 
Jornal do Commercio, de 7 de agosto de 1965.
Capa do livro

Aí me lembrei de que possuo enorme compêndio sobre o mesmo assunto, organizado por Dom Pedro Massa, por ocasião das festas jubilares deste apostolado (1915-65). Consultando as datas vi que ambas as publicações estão envolvidas com o festejo.
Ontem, voltei a manusear o livro, em busca de alguma referência acerca da Polícia Militar do Estado. Para meu desapontamento, nada encontrei, porém, abundam páginas sobre o apoio do Exército e da Força Aérea. Então, qual terá sido o motivo do blecaute? É simples: quê possuía a PMAM para oferecer aos Salesianos? Apenas a presença de poucos soldados ali destacados, isolados naquela imensidão.

A presença mais considerável da Força Policial começa em 21 de abril de 1976, quando o Governo cria (sem implantar) uma OPM, com sede em São Gabriel da Cachoeira. Dois anos depois, esta unidade toma a denominação de 6ª Companhia Independente e, somente em janeiro de 1984, o então tenente José Moreira Nunes inaugura esta OPM.

No entanto, apesar desse descompasso, os Salesianos encaminharam ao comando da PMAM um exemplar do livro De Tupan a Cristo: Jubileu de ouro das Missões Salesianas no Amazonas (1915-65). Ao tempo, a corporação policial ainda preservava uma Biblioteca (a caminho do desamparo); assim fez constar em Boletim (30/07/1966) a doação. Com a desativação da biblioteca, este livro (foto), confesso sem pudor, encontra-se sob meu arrimo.

Sob o seu aspecto religioso o Rio Negro deve a sua primeira catequese aos Padres Mercedários que aí trabalharam por alguns decênios. Ao fim de 1600 foram substituídos pelos Carmelitas, beneméritos missionários do Rio Negro por quase um século, consolidando o trabalho apostólico nos centros de Moura, Carvoeiro e Barcelos, e estenderam a catequese também aos rios Uaupés, Tiquié e Içana e a todo o território rionegrino.
Na história da colonização do Amazonas, não faltou infelizmente a página negra e nefasta de Pombal: as leis vexatórias e anticlericais assinalaram para o Rio Negro também, não só o afastamento forçado de todos os missionários, mas o fim da civilização e do progresso, ligados historicamente à religião. Por 50 anos a decadência se acentuou com o abandono e a deserção, até que, mais ou menos em 1830 vieram os Capuchinhos a retomar o trabalho apostólico que, juntamente com os Franciscanos, continuaram com grande sacrifício até 1914.
 
UM GRANDE BISPO – Nos primórdios deste século com a criação da nova diocese de Manaus, a Providência suscitou o Pastor que veio assinalar a curva decisiva para o futuro religioso do Amazonas: Dom Frederico Costa, Bispo de Manaus. Em 1908, percorreu com coragem indômita a vastíssima circunscrição, subindo o Rio Negro até a Colômbia e a Venezuela.
Desanimado diante de tal extensão, foi a Roma para expor ao Papa, São Pio X, o plano de desmembrar da sua diocese vastas zonas para fazer delas Prelazias e futuras Dioceses. Depois recorreu a vários Institutos missionários e foi a Turim para oferecer ao venerável Padre Rua, então Reitor Maior dos Salesianos, a Prefeitura Apostólica do Rio Negro.
A Congregação Salesiana não podia recusar, embora prevendo as enormes dificuldades. Poucos meses depois, de São Paulo partia o intrépido monsenhor Giordano acompanhado pelo missionário Padre João Balzola, rico de experiência pelo trabalho entre os bororos de Mato Grosso.Existiam graves problemas para resolver: problemas religioso-moral, problema educativo, problema sanitário em uma zona altamente endêmica, sem esquecermos o problema alimentar. O que atraiu foi a juventude: dos anciãos, queimados pelo álcool e pelos vícios, nada mais se pode esperar. Mas como e onde preparar os jovens, se os 40.000 habitantes estavam espalhados sobre 200.000 quilômetros de superfície?
NA. Trata-se da primeira parte, ainda busco as demais publicações. Que Dom Bosco me ajude!

segunda-feira, dezembro 04, 2017

SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

Ao final de seu governo, em 22 de fevereiro de 1975, João Walter de Andrade efetuou uma viagem a São Gabriel da Cachoeira (ex-Uaupés), a fim de ali inaugurar alguns órgãos estatais. Para o deslocamento, utilizou um avião Bufalo C-115 da FAB e, desse modo, conduziu uma extensa comitiva, como se verá abaixo.


A região, cuja população na sede era de 13.569 (dados de 1970), era considerada de Segurança Nacional, conjuntura que autorizava ao governador indicar o prefeito. Havia um esforço tanto do Governo Federal quanto Estadual em consolidar no Alto Rio Negro a presença brasileira, pois São Gabriel tem o encargo de assegurar a fronteira nacional com a Colômbia e Venezuela.

Esta postagem baseia-se na Nota de Serviço (operação cachoeira) expedida pela Casa Militar do Governador, no ensejo chefiada pelo tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa.

VIAGEM A SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA
Reveste-se a viagem do Excelentíssimo Senhor Governador a São Gabriel da Cachoeira de uma significação maior. As inaugurações que lá irá proceder são o coroamento dos esforços dispendidos em sua resposta à política de Integração Nacional.

João Walter (dir.) e o
Presidente Ernesto Geisel
Considerada desde muito tempo, como área onde primeiramente o colonialismo, com o governador Lobo d'Almada, criou o plantel de abastecimento da Capitania, com as culturas e indústrias de transformação, esse pedaço do Brasil necessita, hodiernamente, de bases de apoio ao grande eixo viário que é a Perimetral-Norte, e por isso o Governo se apressa na consolidação dessas bases, levando à região os elementos preparatórios capazes de, em futuro próximo, aplicarem as soluções requeridas ao progresso do vale do Rio Negro.
Completa-se, pois, com êxito mais uma missão da atual gestão governamental, sempre voltada ao bem estar e à integração, no contexto civilizado, do nosso homem do Interior.

CONSTITUIÇÃO DA COMITIVA
·        Eng. João Walter - Governador do Estado
·        Gen Div Fernando Belfort Bethlem e Senhora - Comandante Militar da Amazônia e 12ª RM
·        Gen Bda Gentil Nogueira Paes - Comandante do 2º Grupamento de Engenharia e Construção
·        Dep José Cardoso Dutra - Presidente da Assembleia Legislativa
·        Desdor. Luiz Francisco de Oliveira Cabral - Presidente do Tribunal de Justiça
·        Dr. João Bosco Ramos de Lima – Vice-Governador eleito
·        Cel Mario Ramos de Alencar - Chefe do Estado-Maior do CMA/12ª RM
·        Cel Av Guilherme Alberto Dias Cal - Comandante da Base Aérea de Manaus
·        CMG Ricardo Raposo Carneiro - Comandante da Flotilha do Amazonas
·        Cel Manoel Jesus da Silva - Chefe da Agência do SNI
·        Cel Eliano Vieira de Souza - Chefe do Estado-Maior do 2º GEC
·        Dr. Ozias Monteiro Rodrigues - Secretário de Estado de Fazenda
·        Dr. Antonio Iran Gadelha - Secretário de Estado de Planejamento
·        Dr. Orlando Cabral de Holanda – Diretor-geral do Deram
·        Dr. Aluizio Campelo - Superintendente da Suframa
·        Dr. Delile Guerra de Macedo - Sarem
·        Dr. José Costa Neto - Funrural Dr. Naziano Pantoja Filizola - Presidente da Celetramazon
·        Dr. Ernani Varela de Melo - Presidente do Banco do Estado do Amazonas
·        Cap PM Francisco Orleilson Guimarães e Senhora - Ajudante de Ordens do Sr. Governador
·        Cap Sergio Albuquerque - Ajudante de Ordens do Sr. Comandante do 2º GEC
·        Dr. Djanir Guimarães Dantas - Suplan
·        Osny Araújo - Jornalista
·        Rubens Benzecry e Senhora
·        Carlos Alberto Viana - Cinegrafista da TVE
·        Francisco Dias Mendes — Fotógrafo

PROGRAMA

Dia 22 fevereiro 1975
06h30 - Embarque na Base Aérea de Manaus
07h00 - Decolagem
09h30 - Chegada a São Gabriel da Cachoeira
10h45 - Inauguração do Hospital, com assinatura de Convênio entre o Governo do Estado (Secretaria de Saúde) e o Exército.
11h30 - Inauguração da Agência do Banco do Estado do Amazonas (BEA)
12h15 - Inauguração das ampliações da Usina da Celetramazon
13h00 - Entrega de residência para o Juiz de Direito
14h00 - Embarque para Manaus
16h30 - Chegada a Manaus.

BREVE HISTÓRICO

MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

Freguesia em 1833. Por lei nº 92, de 6 de novembro de 1858, é considerada freguesia o como tal reconhecida "para os efeitos civis e eclesiásticos". Vila por lei estadual nº 10, de 3 de setembro de 1891. A instalação do município efetua-se a 13 de maio de 1892.
Capa da NS

Um dos municípios do Amazonas, em virtude da lei nº 33, de 4 de novembro de 1892, que "Organiza o Município do Estado". Anexado ao município de Moura por ato nº 45, de 28 de novembro de 1930. Anexado a Barcelos por ato nº 33, de 14 de setembro de 1931, como Delegacia municipal.

Volta à condição de município independente, em virtude da reconstitucionalização do Estado, em 1935. Elevada a Vila de São Gabriel à categoria de cidade, na vigência do Decreto-lei de 31 de março de 1938, que dá execução ao Decreto-lei nacional nº 311, de 2 do mesmo mês e ano.

Em virtude da divisão administrativa e judiciária para 1944/48, passa a denominar-se Uaupés. O município passou a denominar-se São Gabriel da Cachoeira pela Lei nº 233, de 8 de julho de 1965.
Foi declarado de "Interesse da Segurança Nacional" pela Lei Federal nº 5.449, de 4 de junho de 1968.

AUTORIDADES MUNICIPAIS DE
SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA.

Prefeito - Francisco Chagas de Oliveira
Juiz - Kid Mendes de Oliveira [hoje desembargador aposentado]
Exatoria - Ivan Ferreira Gonçalves, responsável pela exatoria.
Delegado - José Monteiro 2º Sargento PM
O Setor de Saúde é de responsabilidade do 5º BEC.
O Setor de Saneamento está em fase de implantação. Educação não possui nenhum convênio assinado
Celetramazon - Percy Brasil da Costa - Agente

BEA - Manuel Araújo Pereira - Gerente