CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, julho 18, 2019

PMAM NO TRICENTENÁRIO DE MANAUS


Havia eu ingressado na PMAM (Polícia Militar do Amazonas) em 1966, e já no ano seguinte participava no Rio de Janeiro do Curso de Armamento, na então EsMB (Escola de Material Mélico), ao lado do tenente Odacy Okada, que cursou Moto mecanização. No início de 1968, assumiu o comando da Força Estadual o tenente-coronel EB José Maury de Araújo e Silva. Mineiro de conversa fácil, facilmente estabeleceu amizade com o governador Danilo Areosa e com a diretora de O Jornal, Lourdes Archer Pinto. Assim, ele sempre estava à mesa ou na coluna social da diretora, intitulada Betina.
Comandante Maury Silva (à direita) em palestra no quartel
O comando do coronel Maury ficou marcado pela preocupação em instruir o pessoal. Não apenas aproveitando os cursos militares, oferta do Exército, como assinalado no introito, mas, também os da Universidade do Amazonas. Assim, os oficiais de então ingressaram nas diversas faculdades – mediante vestibular. Ingressei na Faculdade de Direito, em 1969, juntamente com os tenentes Ilmar Faria e Mael Sá. E raros foram os oficiais que não frequentaram os bancos escolares. Maury acreditava que os oficiais-universitários causariam uma formidável promoção da PMAM.  
Devido à ligação citada, quando O Jornal (21 out. 1969) reverberou o Tricentenário de Manaus, nosso comandante assinou o texto que abaixo compartilho.
 
Recorte do citado jornal


Cremos sinceramente ser de interesse do público saber como se incorpora e se prepara o Policial-Militar, responsável no Estado pela segurança e manutenção da lei e da ordem.
Em nosso comando foi dinamizado e tornado operacional o Centro de Instrução Militar, hoje em pleno funcionamento no antigo Piquete de Cavalaria, na rua Dr. Machado junto a Maternidade Ana Nery. É este o órgão que, sob a supervisão do S/3 – oficial responsável pela instrução – se encarrega de formar o futuro policial-militar bem como os futuros graduados – cabos e soldados da corporação.
Por editais, publicados em nossos jornais da cidade, é aberto o voluntariado exigindo-se do candidato, além de outras habilitações:
— Ser reservista de 1ª categoria;
— Ter no mínimo o curso primário completo;
— Apresentar atestado de bons antecedentes passado pela Polícia Civil ou pela Unidade do Exército em que serviu;
 — Ter no mínimo 1m 65 de altura.

Apresentado o candidato há um pormenorizado estudo de sua documentação após o que ele será submetido à rigorosa inspeção de saúde, graças, inclusive, a precisa colaboração do Hospital Militar da Guarnição. Os julgados aptos ficam à disposição do CIM pelo período de 90 dias, quando lhes serão ministradas instruções policiais indispensáveis ao exercício de suas funções.

Dispõe a nossa PMEA [Polícia Militar do Estado do Amazonas] de oficial diplomado em Psicotécnica por Escola especializada do Exército a quem estão afetos os variados exames e testes de aptidão e de tendências.
À Seção de Psicotécnica caberá selecionar aqueles que poderão realmente ser incorporados. Durante 3 meses completos e em regime de tempo integral, são os recrutas preparados para suas novas funções. A parte da manhã foi reservada para o preparo físico sendo-lhes ministradas sessões de judô, karatê e defesa pessoal, uso e emprego do cassetete, controle de tumultos, ordem unida e maneabilidade, marchas, esportes, tiro de armas portáteis etc.

Já na parte da tarde cuida-se de seu preparo intelectual ministrando-se instruções básicas do policial-militar, destacando-se: relações públicas, rudimentos de Direito Penal, Guerra Revolucionária, Informações Militares, Higiene e Primeiros Socorros, Noções de Técnica e Tática Policial, Conhecimentos Essenciais de Leis, Noções Gerais de Trânsito, Noções de Polícia de Assistência ao Público etc.

Só após esses 3 meses estará o recruta preparado para o exercício de suas funções e será entregue às subunidades para os diferentes serviços. Durante todo esse tempo, apesar dos rigorosos exames de saúde e dos testes psicotécnicos, há sobre os homens uma permanente fiscalização por parte dos instrutores e dos auxiliares. (...)
Estamos certos de que os atuais policiais militares, submetidos a essas exigências, estarão realmente aptos e poderá o Amazonas ter a Polícia Militar que merece.
Outra finalidade do CIM é a readaptação. Quando o soldado regressa do interior, onde serviu cerca de um ano como destacado, alguns reflexos foram perdidos. É necessária uma intensiva instrução visando à sua readaptação integral às funções que irá exercer na Capital. (...)
Ainda os cursos de formação de graduados – cabos e sargentos – são ministrados no Centro de Instrução. Recentemente diplomamos uma turma de graduados entre os quais três de Rondônia e quatro do nosso Corpo de Bombeiros. Admitimos ter sido bom o índice atingido pelos diplomados consideradas sobretudo as naturais dificuldades e deficiências de uma experiência. Estamos agora iniciando a preparação de sargentos especialistas.
Infelizmente ainda não foi possível atingir-se ao estágio da formação de Oficiais e do Aperfeiçoamento de Sargentos. As nossas coirmãs da Guanabara, do Estado do Rio, de Minas e de São Paulo têm sido as responsáveis pela formação em 3 e 4 anos dos excelentes oficiais da nova geração da Polícia Militar. A PM do Ceará recentemente aperfeiçoou, em um curso bem ministrado, uma turma de sargentos da nossa PMEA.

A par disto estamos cuidando com atenção e carinho do aprimoramento dos nossos oficiais, graças sobretudo à excelente coordenação da IGPM (Inspetoria-Geral das Polícias Militares), órgão do Estado-Maior do Exército, específico para o trato de assuntos relativos ao controle da organização, da instrução, dos efetivos das PM.
Recebemos recentemente dos Estados Unidos da América, um oficial que se especializou em assuntos de Policiamento Ostensivo. Especializando-se em Controle de Fronteiras encontra-se em Washington um tenente de nossa PM e, brevemente, em princípios de novembro, para lá deverá seguir um outro oficial, a fim de cursar a Academia de Polícia daquele país amigo.

Acabam de regressar da Guanabara dois oficiais que cursaram escolas do Exército. Um deles destacou-se no Curso de Psicotécnica outro foi aluno distinguido da Escola de Educação Física do Exército. Estão em vésperas de conclusões de cursos no Curso Superior de Polícia da Guanabara um major, e um tenente do Curso de Material Bélico e Moto mecanização.
Vamos dessa forma, silenciosamente, nos aperfeiçoando para atender melhor os anseios de tranquilidade e de segurança do ordeiro povo amazonense, que só deseja ordem e paz para seu trabalho profícuo em prol de um Amazonas cada vez melhor, mais progressista e realmente integrado na federação brasileira.

terça-feira, julho 16, 2019

TRICENTENÁRIO DE MANAUS


50 anos são passados, quando dos festejos do Tricentenário de Manaus - 1969.

Para comemorar aquela memorável data, a prefeitura de Manaus envidou múltiplos esforços, em particular, na expansão viária. Enorme avenida foi ampliada e, em parte aberta, em direção ao aeroporto de Ajuricaba, o popular Ponta Pelada, saindo do bairro da Cachoeirinha. Na ocasião, o DRM (Departamento Rodoviário Municipal) também procedeu a ampliação da atual avenida Castelo Branco. Era prefeito, o Dr. Paulo Pinto Nery.

Para se alcançar o aeroporto houve a necessidade de ampliar a ponte sobre o igarapé do 40, então conhecida por Ponte do Crespo. As fotos destas obras foram sacadas de O Jornal (28 out. 1969), em edição especial sobre a mencionada data.



Variante, em Construção
O DRM está concentrando sua capacidade de trabalho e equipamentos na construção da Variante para o Aeroporto de Ajuricaba. Essa rodovia, com 18,5 quilômetros de extensão, possibilitará o desenvolvimento da zona de influência industrial, facilitando o acesso mais prático da concentração humana que ali se instala.



ARTES ESPECIAIS
As obras da ponte sobre o igarapé do Crespo, que ficarão prontas ainda este ano, foram confiadas à firma CERTAM Comércio e Engenharia Ltda. A ponte terá 25 metros de comprimento por 10,40 ditos de largura, com passadiços para pedestres. A ligação Raiz-Crespo será a revelação do sistema rodoviário municipal. O custo dessa obra monta em NCr$ 80.000, (oitenta mil cruzeiros novos). As metas prioritárias do DRM estão dimensionadas na atualização do Plano de obras correntes e especiais, figurando a ponte sobre o igarapé do Crespo.

segunda-feira, julho 15, 2019

BECA - 90 ANOS


O sol radiante promete um calor bem amazônico, mas há de causar uma noite de temperatura amena, para permitir que a família e os amigos saúdem ao seu Beca, ou se preferir, José Ferreira dos Santos que aniversaria hoje, atenção: importante são os dígitos: 90 anos!
Convite da festança

O texto abaixo, saudando o irmão da Dona Doroteia, nossa saudosa e bem-querida madrasta, pertence ao mano Renato. Todavia, aproveito o espaço para oferecer uma lembrança do Beca, que passou a morar em nossa residência, no Morro da Liberdade. Comprado por ele na Zona Franca, recordo de pequeno rádio de pilhas, o qual nos permitia ouvir (com intensa interferência) a transmissão dos jogos do campeonato carioca.
Salve caríssimo “tio” Beca, obrigado pelos sorrisos e pela acolhida.


TIO BECA - 15.07.2019
Renato Mendonça

Aproximava-se o tempo das festas de fim de ano, os dias estreitavam-se cada vez mais para receber um novo ano. A casa de Luzia Ferreira Batista estava em ebulição, uma efusão de alegria; o patriarca João Batista tinha chegado recente de sua viagem rotineira de trabalho de marítimo, e com ele desembarcava também, além da alegria, os provimentos que iriam garantir a subsistência pelos próximos dias.
Para completar o júbilo, apareceu de surpresa, sem que ninguém estivesse esperando, o irmão mais novo do clã dos Ferreira, o Beca. Era um moço com pouco mais de trinta anos, forte, jovial, sorriso brilhante reforçado por um dente de ouro. A felicidade estava no rosto de todos; Doroteia, a caçula das mulheres não disfarçava o seu contentamento, fazia anos que não se viam; fazia anos que ele não se comunicava com ninguém da família, nenhuma carta, nenhuma notícia. Luzia também não se continha, era como se o Papai Noel estivesse ali distribuindo um presente inesperado.
Presente da família Mendonça
Era difícil entender o que estava acontecendo, somente consegui atinar que aquele moço, José Ferreira, o Beca, estava voltando depois de um longo trabalho nos seringais e garimpos, e pelo que conversavam ele desejava permanecer por perto, não havia mais razão para se afastar.
À noite, quando meu pai chegou do trabalho, soube da notícia e foi até à casa da Luzia para conhecer o novo cunhado. Fui junto, queria participar daquele congraçamento familiar. Só não esperava que ele me obrigaria a “tomar a benção” daquele jovem moço, como sendo meu tio. Fiquei encabulado, fiz o ato a contragosto, não estava acostumado com um tio tão jovem, na minha ótica. Ainda mais que o Beca percebendo a minha timidez, exigia sempre e ria, um sorriso de satisfação por me deixar acanhado. Eu pensava que os tios eram sempre mais velhos. Custei a me adaptar a essa situação, foi um aprendizado para me conformar com situações adversas.
Depois, o tempo foi nosso aliado, nos aproximou e eu já considerava que o “tio Beca” chegou para emprestar mais euforia ao nosso ambiente, um adulto com experiência em trabalhos duros e desafios da vida. Ele gostava de tomar banho no igarapé do 40, e atravessava o rio na época da cheia, quando estava mais largo. Eu e meu irmão Antônio tentávamos o acompanhar com dificuldade. Eu normalmente desistia, ainda não sabia nadar bem, era um principiante, e ficava com medo de me afogar.
O seu trabalho como “moço de convés” na navegação de cabotagem, entre Belém e Manaus, nos afastou mais um pouco. Porém, sempre que sobrava um tempo, e uma oportunidade, ele queria rechear esse tempo com diversão, com alegria. Numa ocasião, um sábado de aleluia, ele “roubou” um pato do quintal da sua irmã Luzia. Houve uma certa dificuldade para distrair a irmã, pois o bicho era grande, pesado, arredio e difícil de conseguir domá-lo sem levantar suspeita. Em seguida, já combinado, pediu à outra irmã, Doroteia, que preparasse com molho pardo, um pato à cabidela, como se diz no Nordeste. Depois de pronto, chamaram a Luzia para participar do banquete, mas em nenhum momento ela suspeitou que fosse o pato do próprio quintal. Só depois de algum tempo, ela ficou sabendo da peripécia do irmão...
Daqueles dias, ficaram boas lembranças, belas recordações. E ficou um vínculo de convivência humana. As mudanças de rumo nos afastam de vez. Quando içamos nossa vela do destino, não imaginamos para que lado o vento vai soprar, mas sempre queremos que esse sopro parta de Deus. Ele nos guia e nos conduz. Assim, dessa forma, desejaria que Deus continuasse a guiar a saúde e a felicidade de José Ferreira dos Santos, o tio Beca.
Para não esquecer, e sem me encabular: bença, tio Beca!

domingo, julho 14, 2019

INSTITUTO CULTURAL BRASIL-ESTADOS UNIDOS


O ICBEU completou no último dia 4, comemorativo do Independence Day, seu cinquentenário. Para recordar essa festa, reproduzo a página de O Jornal, de 4 de julho de 1969.
Recorte do citado jornal


O Instituto Cultural Brasil-Estadas Unidos, entidade que está completando atualmente seus 11 anos de fundação, estará no dia de hoje, às 17 horas, inaugurando sua nova sede em nossa capital numa solenidade especialmente programada pelos dirigentes daquela entidade e que contará com a presença de diversos diplomatas do país do Tio Sam, no dia em que se comemora o “Independency (sic) Day”.

COMO NASCEU O ICBEU
O Instituto Cultural Brasil e Estados Unidos, iniciou suas atividades no ano de 1956, quando um grupo de estudiosos de Milton e Shakespeare se reuniu e fundou o ESC (English Speaking Club). Começaram a partir daquela época a serem organizados “meetings” de fim de semana, nas residências dos diversos clubista, sendo um dia a vez do Arthur Michiles, que era o mestre de cerimonias tendo que contar histórias em inglês e inventar brincadeiras e jogos; no outro, era o Américo Omena ou o Ruy Alencar, que organizavam a festa. E assim, Isaac Newton Pessoa, Edith Garcia, Francisco Rebouças, Lauro Rosas e Edgar Monteiro de Paula, enquanto praticavam o idioma inglês, estavam também lançando as bases para a fundação do Instituto Cultural Brasil - Estados Unidos que todos conhecemos atualmente.

FINALMENTE O INSTITUTO
Com o passar do tempo, as reuniões de estudos foram se tornando cada vez mais movimentadas, e finalmente em 1958, na sede antiga da Associação Atlética Banco do Brasil, na rua Marechal Deodoro, onde aliás funcionava uma sala de aula do antigo English Speaking Club, realizou-se a reunião na qual o Club foi transformado no atual Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU). Daí por diante, o ICBEU continuou ganhando novos adeptos, mas os ideais primitivos se mantiveram firmes: os velhos iniciadores, como Manuel Gonzalez y Gonzalez, Mário Belém, Isabel Silva, José Bernardo Silva e Daniel Chaves, perseveraram. E os antigos simplesmente se confundiram com os novos e hoje, como sempre foi, ainda persiste a ideia antiga de que vale a pena trabalhar sem esperar recompensa. Não é que não exista recompensa, pois Dilma Dantas, Sonia Vieiralves, Roberto Vieira, Jaime Salgado, Vera e Fátima Gonçalves, Jesus Leong, alguns deles ex-alunos e hoje professores, outros diretores e alguns até colaboradores espontâneos, são recompensados. (...)


A SEDE PRÓPRIA
A sede própria era uma ideia tão antiga como a de se fundar o Instituto, começando os integrantes do Instituto pela tese de que quem quer investir deve começar poupando, tendo por isso mesmo sido feita a poupança para a construção da sede própria durante nada menos que nove longos anos. Quando se constatou que já havia recursos suficientes, organizou-se um grupo de trabalho e iniciou-se um plano especial para a obra. Diversas agências financeiras e fundações do Brasil e dos Estados Unidos receberam exemplares do Projeto.
Montou-se em seguida, um esquema de utilização de recursos ainda disponíveis à medida que novas (?) para a captação de numerários surgiam. Uma delas foi a de emissão de títulos de sócios proprietários. Cem títulos - vendidos aliás, com muito trabalho, porque se desacreditava que a sede se tornasse um dia realidade, mesmo assim todos [foram] vendidos. Ninguém nunca se cansou em vender a ideia do ICBEU, uma escola de língua inglesa em moldes dos mais modernos, laboratório linguístico, biblioteca com mais de 5.000 volumes, auditório para exposições de artistas amazonenses e convidados especiais, de outros Estados, além de uma área de secretariado bilíngue.
Francisco Assis Portela, engenheiro-estudante, foi quem comprou a ideia em primeiro lugar. E foi um dos primeiros contratos da Certam Engenharia e Comércio Ltda. Portela animou-se pela ideia e em apenas duas reuniões já se contava com o orçamento preparado, o qual até o dia do encerramento da obra não sofreu qualquer reajuste. Os cronogramas financeiros funcionavam e o prédio ia subindo.
Há muito tempo o USIS (United States Information Service), examinava o projeto da nova sede do ICBEU. Foi quando John Mowinckell, conselheiro da Embaixada Americana no Rio de Janeiro, em viagem que eventualmente fez ao Amazonas, foi cativado pelo projeto e conseguiu fazer se interessar mais o USIS pelo caso, em Washington. Depois de um longo período de conversações, aquela entidade doou ao Instituto a quantia de 33.000 dólares, os quais permitiram a conclusão da obra, localizada à av. Joaquim Nabuco, 1286. (...)

A INAUGURAÇÃO DA SEDE
Como parte das comemorações do Independence Day, dia da Independência dos Estados Unidos, uma ilustre comitiva de visitantes chegará a nossa capital com a finalidade de assistir as solenidades de inauguração do novo prédio do Instituto Cultural Brasil - Estados Unidos, localizado na Av. Joaquim Nabuco. Dentre as personalidades presentes destacam-se os seguintes diplomatas: ministro Hewson Ryan, vice-diretor do USIS em Washington, e enviado especial do Sr. Frank Shakespeare, diretor-geral do USIS, que é o órgão encarregado da preparação da programação da Voz da América e de todo o noticiário de divulgação dos Estados Unidos. (...)
Além desta, outra comitiva também não menos ilustre estará presente às solenidades de logo mais as 17 horas, presidida pelo sr. Edgar Barbosa Ribas, presidente da Confederação Latino-Americana e presidente da Federação Brasileira de Companheiros da Aliança, no Rio; Sr. Jaime Messender, presidente do Comitê da Bahia, Sr. João Agripino Neto, presidente do Comitê da Paraíba, e membro do Conselho Administrativo da Federação dos Companheiros da Aliança; e o almirante Tércio Cesar Pires Rabelo, do Comité do Rio Grande do Norte.