Dezembro, 18
1919 – Assume o comando interino da Força Policial do Estado, o tenente-coronel Octavio Sarmento (1879-1926). Filho do lendário Joaquim Sarmento, Octavio fez carreira na Força, mas igualmente se distinguiu nas letras amazonenses.
"Poeta de talento reconhecido entre seus pares, Ocatvio Sarmento foi o fundador da cadeira de número 21 da nossa Academia, que tem por patrono Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro poeta genuinamente amazonense". Esta nota pertence ao acadêmico Zemaria Pinto, que estudou a poesia romântico-simbolista de Octavio Sarmento. Esse estudo foi publicado sob o título A Uiara & outros poemas, sob os auspicios da Academia Amazonense de Letras, em 2007.
Apesar do respeito de seus pares, Sarmento está relacionado por Péricles Moraes, entre os "aedos cujos nomes se perderam na voragem do esquecimento."
1921 – Nasceu em Manaus (AM), o desembargador Walmir Bona Robert, filho de René Madeira Robert e de Ester de Almeida Robert.
1947 – Instalada a Auditoria Militar, para julgamento do pessoal da Polícia Militar do Amazonas. Ainda permanece operando, apesar de diversas modificações, especialmente implantadas após o Governo Militar (1964-1995).
1950 – A Companhia de Bombeiros passa à subordinação total da Prefeitura de Manaus, conforme a Lei nº 825, sancionada pelo governador interino Júlio de Carvalho Filho. Período muito difícil para o Estado, a pobreza dos bombeiros levou ao surgimento dos Bombeiros Voluntários, do comandante Ventura.
1956 – Criação do Banco do Estado do Amazonas, por decreto nº 98, sancionado pelo governador Plínio Ramos Coelho. A instalação ocorreu em 19 mai.1958, na sede situada a avenida Sete de Setembro, no edifício onde funcionara o Diário Oficial, junto a Biblioteca Pública. Espalhou-se pelo Estado e, quando de sua maior expansão, instalou agências em algumas capitais do País. A mudança da política para o setor levou-o a extinção. Primeiro, foi federalizado, organizado em termos operacionais e, enfim, leiloado. Em 2002, foi adquirido pelo Bradesco.
CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
sábado, dezembro 18, 2010
Memorial Amazonense XLI
AVIAÇÃO EM MANAUS
O Comando Aéreo inaugurou esta semana o I Grupo do IV Esquadrão, composto de aviões caça F5, com sede na Base Aérea de Manaus (BAM). A finalidade da nova unidade é patrulhar o espaço aéreo amazônico, a fim de repelir e combater algumas ameaças.
A BAM multiplica suas ações e consolida sua história na capital amazonense, desde que ocupou o primitivo aeroporto de "Ponta Pelada". Bom esclarecer que a denominação original do campo de pouso era Ajuricaba, mas o popular predominou.
Alguns fatos relacionados com a aviação em Manaus: tudo começou em 1932, quando a Panair do Brasil operava seus aviões na baía do Rio Negro. A inauguração ocorreu com um avião Sikorsky S38, com capacidade para sete passageiros.
Avião Sikorsky S-38. O Jornal, Manaus, 20 jan. 1954 |
Depois passaram pelos céus da Amazônia, os Catallinas e os Douglas. Até que, duas décadas depois, a mesma empresa passou a empregar nas viagens aviões mais modernos, os Constellations. Foi o modelo Constellation L49, para 57 passageiros, que inaugurou o Aeroporto Internacional de Manaus, em 1954.
O Jornal. Manaus, 20 jan. 1954. Inauguração do aeroporto internacional de Manaus |
Jornal do Commercio. Manaus, 20 jul. 1980 |
Jornal do Commercio. Manaus, 20 jul. 1980 |
Cartão postal do aeroporto de Manaus, visto do pátio interno |
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Aeroporto de Manaus,
Base Aérea de Manaus
Academia Amazonense de Letras
O silogeu amazonense promoveu hoje mais uma manhã literária, com o lançamento de um livro da acadêmica Carmen Novoa. A sessão foi conduzida pelo presidente José Braga, que contou ainda com a participação do acadêmico Cláudio Chaves, diretor de Eventos da Casa.
Estiveram presentes dez associados: Luiz Bacellar; Dom Luiz Vieira; Francisco Gomes; Max Carphentier; Abrahim Baze; Almir Diniz; Rosa Mendonça; além dos mencionados acima.
Abrindo a solenidade, o presidente Braga assegurou que a Academia “celebrava a vida” da poeta Violeta Branca. A seguir, falou o diretor de Eventos. Coube a este acadêmico apresentar o livro Violeta Branca: o poetismo de vanguarda. O livro para ele está lindíssimo e presta uma digna homenagem a saudosa integrante da Casa de Adriano Jorge.
Encerrando a tertúlia, falou a autora da obra. Carmen Novoa ressaltou o corre-corre enfrentado para ultimar o livro, pois a publicação foi decidida em outubro passado. No Poetismo, além de textos de terceiros, encontra-se a correspondência mantida entre a autora e a homenageada. O livro foi distribuído em cortesia.
Violeta Branca (1912-2000) |
Estiveram presentes dez associados: Luiz Bacellar; Dom Luiz Vieira; Francisco Gomes; Max Carphentier; Abrahim Baze; Almir Diniz; Rosa Mendonça; além dos mencionados acima.
Abrindo a solenidade, o presidente Braga assegurou que a Academia “celebrava a vida” da poeta Violeta Branca. A seguir, falou o diretor de Eventos. Coube a este acadêmico apresentar o livro Violeta Branca: o poetismo de vanguarda. O livro para ele está lindíssimo e presta uma digna homenagem a saudosa integrante da Casa de Adriano Jorge.
Carmen Novoa (à esq.) e uma leitora |
Capa do livro de Carmen Novoa |
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Dezembro de 1970
Algumas fotos abaixo expostas mostram os acontecimentos da época, mostram as autoridades de então, que coincidência ou não estavam em todas.
O Governador era Danilo Areosa, já em final de mandato, e com o sucessor a tiracolo. O sucessor era João Walter de Andrade. Paulo Nery era o Prefeito, que foi exonerado no ano seguinte. O Capitão dos Portos - Mário Hermes da Fonseca - era um marinheiro de destacada estatura, como se observará nos flagrantes. Enfim, o arcebispo Dom João de Souza Lima pastoreava a Igreja do Amazonas.
Dia 5, a Academia Amazonense de Letras empossou um novo imortal. Era Moacir Alves que, oriundo da Bahia, foi acolhido em Manaus por sua competência. Inicialmente no serviço público, quando dirigiu a Chefatura de Polícia, sendo o último Chefe de Polícia e, consequentemente, o primeiro Secretário de Segurança do Amazonas. Depois na Casa de Adriano Jorge.
Em 6, a agência do Banco do Brasil local efetuou a exposição da Taça Jules Rimet, que o Brasil conquistou em definitivo nos campos do México. A mesma taça que algum "colecionador" alguns anos depois surrupiou da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), no Rio de Janeiro.
O Governador era Danilo Areosa, já em final de mandato, e com o sucessor a tiracolo. O sucessor era João Walter de Andrade. Paulo Nery era o Prefeito, que foi exonerado no ano seguinte. O Capitão dos Portos - Mário Hermes da Fonseca - era um marinheiro de destacada estatura, como se observará nos flagrantes. Enfim, o arcebispo Dom João de Souza Lima pastoreava a Igreja do Amazonas.
Dia 5, a Academia Amazonense de Letras empossou um novo imortal. Era Moacir Alves que, oriundo da Bahia, foi acolhido em Manaus por sua competência. Inicialmente no serviço público, quando dirigiu a Chefatura de Polícia, sendo o último Chefe de Polícia e, consequentemente, o primeiro Secretário de Segurança do Amazonas. Depois na Casa de Adriano Jorge.
Jornal do Commercio. Manaus, 5 dez. 1970 |
Em 6, a agência do Banco do Brasil local efetuou a exposição da Taça Jules Rimet, que o Brasil conquistou em definitivo nos campos do México. A mesma taça que algum "colecionador" alguns anos depois surrupiou da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), no Rio de Janeiro.
Jornal do Commercio, Manaus, 6 dez. 1970 |
Jornal do Commercio. Manaus, 11 dez. 1970 |
Dia 10, desembarcou em Manaus o embaixador de Portugal José Manoel Fragoso. Como de praxe, a recepção incluía uma guarda de honra que, na ocasião, foi prestada pela Polícia Militar do Estado. O comandante da mesma foi o então capitão Alrefredo Melo de Souza, falecido no corrente ano.
Jornal do Commercio. Manaus, 11 dez. 1970 |
A acolhida governamental foi excepcional, não apenas pela obrigação protocolar, mas porque o governador Areosa era descendente de português, o comendador Areosa.
Dia 16, o governador Danilo Areosa embarca para cumprir agenda fora do Estado. Várias autoridades estiveram presente (Capitão dos Portos, governador eleito, Chefe de Polícia, chefe da Casa Militar, general comandante da guarnição, e presidente da Assembleia). A esquerda, caminha com a pasta do governador o tenente Odacy Okada (hoje coronel da reserva), então ajudante de ordens. O embarque aconteceu no aeroporto de Ponta Pelada e o governador, certamente, seguia em avião de carreira.
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