CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

sábado, dezembro 07, 2024

IGREJAS EM CARTÃO POSTAL (2)

 Nova etapa de cartão postal expondo Igrejas católicas:

(No sentido horário) Igreja de Nossa Senhora da Graça - Parnaíba
(PI) / Catedral Metropolitana + Igreja do Rosário + Igreja Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro - Curitiba (PR) / Parque da
Criança e igreja - Fortaleza (CE) / Basílica de Nazaré - Belém (PA).

Santisima Virgen de Caacupé - Assunção (PAR) / Igreja da Ascenção - Novo
Hamburgo (RS) / Campanário e Igreja Matriz - Flores da Cunha (RS) / 
Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Iguatu (CE) [no sentido 
horário]


sexta-feira, dezembro 06, 2024

BACHARÉIS DA FDR NO AMAZONAS

Continuo com as notas que coletei na Faculdade de Direito do Recife, durante minha pesquisa sobre os bacharéis formados que deixaram sua marca na capital do Amazonas, tanto os amazonenses quanto seus colegas nordestinos.  Dos mencionados, Lopes Gonçalves foi senador; Barbosa de Amorim foi professor da Universidade de Manaus e dirigente do Ginásio Amazonense.

Faculdade de Direito do Recife

Cópia do Registro de Carta de Bacharel  

1.     De igual teor se passou no dia dezesseis de outubro de mil oitocentos e noventa e um, a do bacharel Augusto Cezar Lopes Gonçalves, filho de Teodoro Raimundo Ferreira Lopes Gonçalves, natural do estado do Maranhão, nascido em (...), recebeu o grau a três de dezembro de mil oitocentos oitenta e seis. E, depois de pago o selo do pergaminho assinaram a dita carta o Dr. Augusto Cardoso Oliveira, como diretor, o secretário, Bacharel Bonifácio de Aragão Farias Rocha, e a seguir o mesmo bacharel. 

Carta de Castro e Costa

2.     De igual teor se passou, a vinte e três de dezembro de mil oitocentos e noventa e três, a do bacharel Manoel Joaquim de Castro e Costa, filho de Nicolau José de Castro e Costa, natural do estado do Amazonas, nascido a vinte e dois de fevereiro de mil oitocentos e sessenta e oito, recebeu o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais a vinte de dezembro de mil oitocentos e noventa e três. Depois de pago o selo do pergaminho, assinaram a carta Ernesto d’Aquino Fonseca (como diretor), Bel. Bonifácio de Aragão Farias Rocha (como secretário) e à margem o mesmo Bacharel. 

Carta de Barbosa de Amorim

3.     De igual teor se passou, a vinte e três de dezembro de mil oitocentos e noventa e três, a do bacharel Geraldo Mateus Barbosa de Amorim, filho de Henrique Barbosa de Amorim, natural do Amazonas, nascido a cinco de dezembro de mil oitocentos e sessenta e nove, recebeu o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais a doze de dezembro de mil oitocentos e noventa e três. Depois de pago o selo do pergaminho, assinaram a carta Ernesto d’Aquino Fonseca (como diretor), Bel. Bonifácio de Aragão Farias Rocha (como secretário) e à margem o mesmo Bacharel. Estava presente o selo da Faculdade.

terça-feira, dezembro 03, 2024

ANTOINE SAINT-EXUPÉRY (1900-44)

 

Uma lição de vida ensinada por Saint-Exupéry (autor de O Pequeno Príncipe) compartilhada de Terra dos Homens (25ª edição, tradução de Rubem Braga, Rio: José Olympio, 1983):

“E a morte é tão doce quando está na ordem das coisas, quando o velho camponês da Provença, ao termo de seu reinado, passa aos filhos seu lote de cabras e de oliveiras para que o transmitam, por sua vez, aos filhos de seus filhos. (...)

Vi uma vez, três camponeses junto ao leito de morte de sua mãe. Sem dúvida era doloroso. Pela segunda vez era cortado o cordão umbilical. Pela segunda vez o nó se desfazia: o nó que une uma geração à outra. Aqueles três filhos ficavam sozinhos, sem a mesa comum onde se reuniam em dia de festa, sem o polo em que todos se encontravam. Mas eu descobria também, naquela ruptura, que a vida pode ser dada pela segunda vez. Aqueles filhos, eles também, por sua vez, se fariam cabeça de fila, pontos de união, patriarcas, até a hora em que por sua vez passariam o comando à garotada que brincava lá fora.”  

domingo, dezembro 01, 2024

POESIA DOMINICAL (4)

  O poema deste domingo foi compartilhado do Jornal do Commércio (ed. 16 janeiro 1955), em sua coluna “Social”, destinada a divulgar esta arte produzida pelos leitores manauaras. Desconheço qualquer referência sobre o autor citado, lembro apenas que na Polícia Militar estadual serviu o tenente Olympio da Rocha Catingueira, quiçá um seu descendente. 


 INCOMPREENDIDO

Escreveu Olympio da Rocha

 

Eu sou a vida, e sou a morte, a desventura


Cresce em mim como espinhos crescem nas roseiras,


Sinto a dor a sorrir, disfarço essa amargura,


Num sonho de alcançar as ilusões primeiras...

       Lembro e julgo esquecer a trágica tortura

        Procuro em vão a luz, nas ânsias derradeiras,

        Perscrutando onde irá o mal que transfigura

        E traz o bem estar das crenças verdadeiras...

         Tenho fé e descreio, e sigo, e retrocedo,

Penso que estou exausto e vejo-me tão forte

Mostro coragem e, contudo, sinto medo!...

                Retardo a vida, e mais se me encaminha a morte

                Sepultei o meu sonho, exumando um segredo,

        Prevejo agora o fim de minha estranha sorte!...