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domingo, dezembro 01, 2024

POESIA DOMINICAL (4)

  O poema deste domingo foi compartilhado do Jornal do Commércio (ed. 16 janeiro 1955), em sua coluna “Social”, destinada a divulgar esta arte produzida pelos leitores manauaras. Desconheço qualquer referência sobre o autor citado, lembro apenas que na Polícia Militar estadual serviu o tenente Olympio da Rocha Catingueira, quiçá um seu descendente. 


 INCOMPREENDIDO

Escreveu Olympio da Rocha

 

Eu sou a vida, e sou a morte, a desventura


Cresce em mim como espinhos crescem nas roseiras,


Sinto a dor a sorrir, disfarço essa amargura,


Num sonho de alcançar as ilusões primeiras...

       Lembro e julgo esquecer a trágica tortura

        Procuro em vão a luz, nas ânsias derradeiras,

        Perscrutando onde irá o mal que transfigura

        E traz o bem estar das crenças verdadeiras...

         Tenho fé e descreio, e sigo, e retrocedo,

Penso que estou exausto e vejo-me tão forte

Mostro coragem e, contudo, sinto medo!...

                Retardo a vida, e mais se me encaminha a morte

                Sepultei o meu sonho, exumando um segredo,

        Prevejo agora o fim de minha estranha sorte!...