CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

domingo, abril 04, 2021

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: 184 ANOS

Acontece hoje o aniversário da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), completando 184 anos de existência. O grave estado sanitário que enfrentamos, de certo não permitiu ao comando da entidade festejar esse tempo.

Ao registrar esta efeméride, e para brindar o feito, vou repisar as diversas denominações que acometeram a Força Estadual ao longo desse período.

Inaugurado em 1895, foto de álbum 1908


GUARDA POLICIAL - 1837

GUARDA POLICIAL DO AMAZONAS - 1876

CORPO POLICIAL DO AMAZONAS - 1887

BATALHÃO DE POLÍCIA - 1890

BATALHAO MILITAR DE POLÍCIA DO ESTADO - 1891

BATALHÃO MILITAR DE SEGURANÇA DO ESTADO - 1892

REGIMENTO MILITAR DO ESTADO - 1897

BATALHÃO MILITAR DO ESTADO - 1908

BATALHÃO DE SEGURANÇA - 1913

FORÇA POLICIAL DO ESTADO - 1917

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO AMAZONAS - 1938

FORÇA POLICIAL DO ESTADO - 1940

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO - 1947

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS - 1969

DOMINGO DE PÁSCOA

 Encontrado em seu livro Aparição do clown, apelo ao poema do saudoso padre-poeta L. Ruas (1931-2000) para recomendar a Ressurreição do Senhor, comemorada nesta data festiva para o cristianismo.

vigiai vigiai,

preparai a veste

acendei o círio

acendei a ribalta

ressuscitai as rosas

e aguardai no amor

que o pássaro virá.


Vitral da Igreja do Coração de Jesus -
Brasília-DF


sábado, abril 03, 2021

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS (CFA)

 A postagem de hoje pertence ao jovem Adriel França, tão jovem que acaba de receber a convocação para o serviço militar. Encontrei-o nos Correios, abelhudando os colecionadores de selos, porém, com quê entusiasmo. Um ano depois, quando o presidente Jorge Bargas decidiu renunciar, Adriel me estimulou a presidir o Clube Filatélico do Amazonas (CFA). Estou presidente.

Agora, a nossa situação: semelhante a do país, cheia de incertezas e de desequilíbrios. A incerteza pela situação dos Correios, haverá a privatização? Havendo, como fica a estrutura de produção de selos e outros artigos afins? Outra questão superior, a improbabilidade de ainda se enviar correspondências, restando esse privilégio aos filatelistas, obrigados pelas permutas de selos. Ou seja, “ninguém escreve mais ao coronel”, como assegura o cronista.

Estamos tentando nos manter na superfície. Sabido que a comunicação virtual nos domina e nos comanda, basta informar que os leilões de variados objetos, incluídos os selos e as moedas, são diários. Tudo na tela de nosso book ou celular. No entanto, o entusiasmo do articulista Adriel França nos impulsiona. 

Publicado no Jornal do Commercio,
1º abril 2021

 

Possuímos rotinas e afazeres, e sempre a realizar alguma atividade, trabalhando, cumprindo as obrigações do dia, mas, em nossa maioria, sempre temos uma atividade que nos prende e que transformamos em hobby. Ler, caminhar, tocar instrumentos são hobbies. O maior exemplo de lazer pessoal é o ato de colecionar, sejam moedas, selos, carrinhos e até mesmo caixas de fósforos, por sua vez estes colecionadores criam clubes, um lugar ideal para criar amizades e trocar conhecimento.

Poucos foram os clubes sociais criados em Manaus no século 20, que resistiram ao tempo e à modernidade e chegaram ao século 21. Um destes guerreiros do tempo é o Clube Filatélico do Amazonas, um clube de colecionadores de selos e outros objetos, criado em outubro de 1969, há meio século, portanto. Com muitas facilidades para se enviar uma mensagem, as cartas, onde iam os selos, quase não existem mais, apesar de existir ainda milhares de escritores de cartas, como eu. Os selos na carta eram sempre a parte mais legal de ver, depois claro, a mensagem recebida, e essa peça tão pequena, leva em sua arte uma mensagem do seu local de origem, seja uma paisagem, uma personalidade, um fato histórico, e muitas outras variações o que os tomam um itera colecionável de todas as formas.

 

O Clube, que aqui em Manaus se formou, começou a reunir pessoas fascinadas pelo valor cultural que o selo possui. Lembro de meu primeiro selo, ganhei de um funcionário dos Correios. Neste selo vinham algumas obras de William Shakespeare, e até hoje ainda o guardo. Depois de um tempo, conheci o Clube Filatélico do Amazonas, funcionando na época, na parte de trás de uma tradicional agência dos Correios, no Centro de Manaus. Lá fiz novos amigos, mais experientes que eu, em sua maioria jovens senhores de idade, com muito conhecimento para transmitir. Funcionando modestamente, o Clube tem um grande valor cultural para Manaus. Por lá passaram e ainda passam empresários, cônsules de vários países, poetas, artistas, médicos, e outros de grande intelecto desconhecidos em nossa cidade. Em cada reunião do Clube, sempre saem boas conversas, risadas, em algumas vezes, deliciosos lanches os quais os sócios repartem entre si.

Lembro ainda da minha primeira reunião, cercado de conhecimento, uma verdadeira terapia para a alma estressada com as responsabilidades da vida, ambiente agradável, cercado de amigos, trocando selos, contando uma história pessoal, ou mesmo, aprendendo mais sobre a nossa história local, partilhando as novidades, claro, às vezes um deslize, alguém se exalta, mas nada que machuque. Há tantos e tantos clubes e associações em todo o país onde, com certeza, o ambiente é quase o mesmo. A filatelia é amizade, cultura e conhecimento. Quem coleciona selos, tem um pedaço do mundo em sua casa, mesmo nunca tendo viajado para os lugares vistos naquele pequeno objeto de papel.

 

sexta-feira, abril 02, 2021

SEXTA-FEIRA SANTA

 A Semana Santa impõe-nos reflexões, ainda mais nesses tempos de ira! A oração aqui compartilhada pertence ao meu irmão Renato Mendonça, que a datou do Domingo de Ramos. Todavia, ela nos faz bem, nos faz meditar sobre as verdades que esta semana expõe, culminando no Domingo de Páscoa. Aleluia!

Detalhes do altar-mor da catedral de Nossa
Senhora da Conceição, em Manaus

REFLEXÕES SOBRE O DOMINGO DE RAMOS

Hoje celebra-se em toda a comunidade cristã o “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, conforme a liturgia romana. A grande maioria das pessoas só se lembra de Ramos, esquecem a Paixão. Talvez seja esta a melhor maneira de valorizarmos o fenômeno Jesus que, embora sendo o Filho de Deus, naqueles dias era um humano entre nós.

Para se dispor à entrada “triunfal” em Jerusalém, para a comemoração da Páscoa judaica (festa do Pessach), Jesus usou um burrico, emprestado; depois disso, para a celebrar a Ceia, também contou com a ajuda de um desconhecido bíblico, que Lhe cedeu o espaço físico. Para todos esses atos, Ele já sabia como se sucederiam, como uma espécie de premonição. Ele tinha seus presságios: o julgamento inescrupuloso, a condenação vil, os açoites desumanos e todo o seu caminho até o calvário, tudo isso já Lhe fora antecipado por Deus. E todas essas tarefas tinham em si a marca da humildade. Como nos ensina o apóstolo Paulo: “mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,7-8).

Atitudes que nos mostram como se apresenta o olhar de Deus dentro de nós, que humanizado em Jesus, desejou semear sementes férteis em nossa alma, em nossos corações. É preciso reconhecer que essa doação, essa humildade, o perdão e o milagre do amor, são extremamente necessários para os dias de hoje, para nossa sociedade desatenta aos princípios teologais, as verdades de Deus.

Não vamos agir como Caifás, muito menos como Pilatos, que dissimuladamente lavou as mãos. Devemos, pelo contrário, ser como Simão Cireneu, que O ajudou a carregar a cruz; ou, como José de Arimatéia, que se empenhou e recolheu o corpo de Jesus, envolto em um lençol de linho branco, para colocá-lo em um lugar digno de uma redenção.

Nos dias de hoje, há tantos “pilatos” entre nós; há um Sinédrio inteiro querendo provocar emboscada, boicotar vacinas e insumos médicos que poderiam salvar a humanidade. Há tanta gente, manipulada pelos mestres da lei, escribas e fariseus, querendo crucificar a nossa esperança.

Resta-nos confiar numa ressurreição, e esperar que todos sintam nascer dentro de si, a coerência, o bom senso, a solidariedade humana, para aplicar no corpo — e na alma, o seu proveito — a vacina da Grande Aliança entre nós.

 

Bom Domingo de Ramos, excelente Páscoa!