CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, setembro 30, 2021

DOIS SAUDOSOS ARTISTAS

 A Poesia - Haicais que circulam entre Londres, Paris, São Paulo e Manaus e outras cidades -  pertence a Luiz Bacellar e a ilustração ao multiartista Anísio Mello, em trabalho circulado no Amazonas Cultural, publicação trimestral da então subsecretaria de Cultura do Amazonas, em dezembro de 1992.



domingo, setembro 26, 2021

VISITA ILUSTRE

 Esteve em visita a Manaus na condição de presidente da Embratur, o atual governador de São Paulo - João Dória. Recebido pelo governador do Amazonas Amazonino Mendes e demais autoridades. A festança foi noticiada pelo Jornal do Commercio, de 1º de novembro de 1987. A coluna social mostra diversas figuras bem conhecidas da capital amazonense.




quinta-feira, setembro 23, 2021

REVISTAS CIRCULADAS EM 1930

 Sem motivo para estranhamento, afinal este tipo de imprensa circulava com abundância àquele período.  "Cabocla" era dirigida por Genesino Braga; "Victoria Regia", por Francisco Bomfim e Mario Ypiranga; e "Estudante", por Aldemir de Miranda e Ariosto de Rezende Rocha. As citadas revistas podem ser encontradas em bibliotecas especializadas, como a Mario Ypiranga, localizada no Centro Cultural Povos da Amazônia. 


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terça-feira, setembro 21, 2021

DESPEDIDA DE AMIGOS: LUTO

 A semana passada me alcançou pesadamente com o falecimento de dois amigos: primeiro, na quarta-feira (15), a Mara Ayres, e, no domingo (19), o doutor Amazonilo Castro.

Mara Ayres (55a) era há anos Colaboradora da Polícia Militar do Estado, lotada na Diretoria de Comunicação Social (DCS). Conhecedora de minhas pesquisas e publicações sobre a corporação, mantinha meu contato para oferecer aos interessados, quando não pudesse responder a inquirição. Em contrapartida, recorria a ela para informações de bastidores.

Mara Ayres

Sempre que visitava o comando-geral, passava pela sala da DCS para trocar um papo com a Mara. Após o cafezinho, e sanados algumas questões, a conversa entrava pelo trivial, quando eu para instigar a amiga “falava mal” da Polícia. A defesa que ela fazia era intransigente, com fidelidade absoluta pela corporação.

Proclamo tal caráter, pois vi chegar as primeiras funcionárias civis na PMAM, lá se vão mais de 50 anos. Mara marcou seu tempo e sua posição no quadro desses profissionais no quartel de Petrópolis. A postura dela foi bem desenhada pelos colegas de batente na despedida lançada nas redes sociais: “Agradecemos a ti por tudo, pela irreverência, pelos sorrisos, pelas gargalhadas, pelo perfume que invadia o ar que respirávamos, pela elegância, pelo bom gosto de cerimonialista profissional, formada na escola de refinadas lições que nos ensinaste”.

 

Na formatura de Amazonilo (dir.) e
do amigo Raimundo Melo (esq.)

Doutor Amazonilo Castro (83a) foi meu colega inicial na Faculdade de Direito do Amazonas, em 1969, ainda no seriado, do primeiro ao quinto ano. Fomos juntos até o terceiro, quando me desloquei para Fortaleza, a fim de cumprir curso policial militar. Foi quando perdi o passo, e ele chegou primeiro ao diploma e ao escritório de advocacia. Aliás, eu nunca cheguei a tanto, logrei apenas o bacharelado. Todavia, ficou a amizade e o respeito.

Quando ele conquistou o departamento jurídico da Beta (a famosa fabricante de joias) na entrada rua Belo Horizonte, desfrutamos de confortáveis momentos, que se realizavam aos sábados. A farra era simples: consistia em reunir os colaboradores dele, aos quais me juntava, e buscávamos ao igarapé do Mindu, então em boas condições, era um oásis.

Depois, lembro-me dele no escritório da rua Saldanha Marinho. Ele disputando com os juristas da época, tentando se impor dentro do possível. Adiante voltei a me encontrar com ele na Assembleia Legislativa: ele, no Departamento Jurídico, eu, major chefe da Casa Militar e consequentemente da Segurança.

Então, o tempo nos afastou, pelas mudanças domiciliares, pelas mudanças conjugais, pela idade que vai nos tornando domésticos, enfim, pela velhice, que nada tem de “melhor idade”. Despedi-me dele, faz poucos anos, antes da pandemia, quando o alcancei em local de moradia imprópria situada na Cachoeirinha.

Aos dois amigos que partiram, a minha promessa de revê-los na eternidade.