CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

sábado, agosto 21, 2021

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA (AM)

 Assumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública (AM), o general de divisão Carlos Alberto Mansur, substituindo o coronel PM Louismar Bonates, que deixa o cargo alegando “motivos de saúde”. Não se trata do primeiro oficial general a comandar esta Secretaria: o anterior foi Delio Mafra, nos primórdios da SSP.

Coube-lhe a iniciativa de desativar o centenário prédio da Chefatura de Polícia, existente na rua Marechal Deodoro. É isto que nos informa o magazine Polícia em Revista, editado em julho de 1973. O panegírico sobre o general Delio, para maior compreensão, vai abaixo:


 

A SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA E SEU ATUAL TIMONEIRO  

Luiz de Rezende Neto


A Polícia Civil do Amazonas, até antes da redentora Revolução de 1964, era um setor da  pública administração que vivia entregue a sua própria sorte e sem esperança de melhores dias, visto que aquela época de baderna desenfreada, de desonestidade, de descrença, onde a troca de valores, o culto da mediocridade, a astucia para fáceis conquistas de posição e cargos, pareciam oprimir tudo e todos num verdadeiro descredito de confiança aos homens que tanto denegriram as nossas instituições democráticas.

Com o advento da mudança do regime de triste memória, sentimos de imediato o renascimento da Justiça, que passou a dominar como disciplina a ordem das liberdades humanas, impondo os bons costumes em função da vida democrática crista e extinguir, ao mesmo tempo, a corrupção, implantando as bases fundamentais da paz e do progresso dando possibilidade a todos os brasileiros a uma vida mais condigna e honesta! 

E a nossa Polícia Civil passou a ser olhada com carinho pelo poder Revolucionário. E aos poucos foi emergindo-se do charco em que lhe jogaram os pseudos-salvadores da Pátria.

Neste curto espaço de tempo de sua gestão a frente da Secretaria de Segurança Pública, S. Exa. muito tem feito e muito ainda fará em benefício do setor que tão dignamente dirige, graças a maneira eficiente, honesta e dinâmica com que vem exercendo o tão espinhoso cargo, em consonância com a política desenvolvimentista ditada pelo eminente governador Joao Walter de Andrade. 

Contando com a eficiente e leal cooperação das Polícias Civil e Militar, em perfeito entrosamento de imprescindível convergência, tendendo a acautelar a ordem e a tranquilidade públicas, conseguiu transformar uma expectativa inicial em franca realidade.

Para isso, no discurso inicial de sua investidura no alto cargo, em Palacio Rio Negro, expos com franqueza e honestidade, os princípios norteadores de sua agenda, concitando os homens dignos para a labuta árdua, mas nobilitante, das funções policiais. Com o seu pronunciamento másculo e oportuno, deixou bem claro que a sua maior preocupação, portanto, foi Segurança Pública de esforçar-se para achar a fórmula de integração, sob a égide do bom entendimento e harmonia e sem distinção ou predileções de todos quantos, compromissados na manutenção da ordem e segurança públicas, constituem exatamente a POLÍCIA, no rudimentar sentido do vocábulo.

0 povo amazonense, que ver no ilustre Secretário de Segurança Pública, um irmão de coração, nele deposita suas melhores esperanças. 

E graças as realizações do governador Joao Walter de Andrade, em prol da recuperação do Estado, foi nomeado em tão boa hora para dirigir a Secretaria de Segurança Pública o ilustre e benquisto general Delio Mafra, cujo homem público passou, de logo, a merecer da comunidade manauara o verdadeiro sentimento de admiração, amizade e respeito dado a sua probidade no cumprimento exato do dever, distribuindo a todos sem distinção de classe ou cor, justiça e revelando, apesar de sua lhaneza e fidalguia de trato, uma firmeza inabalável no cumprimento da lei.

segunda-feira, agosto 09, 2021

LUTO: TENENTE MÚSICO CÂNDIDO (1952-2021)

Faleceu ontem, em dependências do Hospital 28 de Agosto, o tenente músico José Cândido Figueiredo, na reserva desde 2006. Nascido em 1952, era filho de outro músico, João Cândido (vivo aos 93 anos) e Maria de Nazaré Figueiredo, tendo ingressado na Polícia Militar do Amazonas e, por óbvio na Banda de Música, em janeiro de 1972.
João (pai) e José Cândido

Alcançou o último posto da graduação, em 1996, quando promovido a subtenente, passando a dirigir aquela unidade musical, em substituição ao tenente Arimateia Souza e Silva.  

Em setembro de 2002, foi contemplado com o posto de 2º tenente, e mantido na regência da Banda até sua inatividade, então substituído pelo tenente Valério da Silva.

O velório acontece na Funerária São Francisco, com o sepultamento marcado para as 16 horas, no cemitério de São Francisco, no Morro da Liberdade. 


Prof. Bernardo, coronel Roberto, João e
José Cândido Figueiredo (da esq. para dir.) 

Para uma retrospectiva sobre a Banda de Música da PMAM – coronel Afonso de Carvalho –, estive acompanhado do professor de música Bernardo, da UEA, conversando com o José e o João (filho e pai), há pouco mais de dois meses. O registro aqui estampado lembra aquele momento, que espero fixar na memória da Banda.

Siga para o Senhor sob os acordes dos anjos, Maestro Cândido!

 

quarta-feira, agosto 04, 2021

BRASÃO DA ACADEMIA GENERAL EDGAR FACÓ

Seis anos após meu ingresso na Polícia Militar do Amazonas, em 1972 fui enviado a Fortaleza (CE) para frequentar o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO). O curso com cerca de trinta alunos, possuía dois amazonenses e dois maranhenses. 

Entre os colegas cearenses, o capitão Paula Pessoa se avultava, era o primeiro. E o primeiro, na caserna, tem precedência.

Brasão da Academia existente
no Museu Tiradentes

Em certa ocasião, ele propôs ao grupo a criação do brasão da Academia. Elaborou um esboço, que foi recebendo aqui e ali alguma modificação. (Verdadeiramente, parecia uma caveira.) E, hoje, às vésperas do cinquentenário, foi esta a imagem que uma estagiária do Museu Tiradentes concebeu ao ver o brasão, retirado de um armário naquele local.

Concordei e contei-lhe o fato que aqui vai postado. Durante a elaboração dele, em Fortaleza, tive aceita a proposta do lema: Vigilando discimus, ou seja, aprendemos para vigiar. Desse modo, ainda que a aparência do emblema não seja tão jeitosa, marquei minha frequência no CAO/1972.

terça-feira, agosto 03, 2021

BATEDORES DA PMAM (3)

 Ainda em 1972, no comando do coronel Paulo Figueiredo, a Polícia Militar do Amazonas tornou a incluir duas turmas de oficiais R/2, a maioria amazonenses, mas alguns provenientes de Belém (PA) e outros do Nordeste (Fortaleza e Recife). Em novembro de 1973, então no comando do tenente-coronel EB Coutinho de Castro, a PMAM incorporou sete novos oficiais da reserva (R/2).

Francisco Correa, ainda aluno do NPOR; e subtenente
Nonato Bento, mencionado em post anterior

Entre estes, dois se destacaram como Batedores: tenentes Paulo Roberto Vital Menezes e José Francisco Bonates Correa. Este mais, porquanto havia servido na 12ª Cia PE, e, desse modo dispunha de amplas noções no manuseio de motocicleta militar. Na corporação estadual esteve sempre ligado ao policiamento de trânsito, no comando da Polícia Rodoviária (1984-87) e no do Batalhão de Trânsito (1997), sem contar sua passagem na direção-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Outro ligado ao policiamento de trânsito foi o hoje coronel da reserva Vital de Menezes. Integrou a equipe de batedores e passou pelo comando do Batalhão de Trânsito em 1992 e 1995. Esteve no comando do batalhão sediado em Itacoatiara, sua terra natal, e onde deve ter admirado com frequência a moto dirigida por seu genitor. Encerrou sua passagem pelo serviço público na direção da Secretaria de Segurança Pública.

Marco Aurelio e Cabral Jafra, ambos com uniforme do 
NPOR. Ambos batedores, citados em post anterior

Vital ainda pode oferecer mais sobre sua atividade como Batedor, já Correa faleceu ano passado. Todavia, a presença deste na corporação deverá ser esculpida, como patrono do atual Batalhão de Policiamento de Trânsito. O comando desta unidade promove a gestão junto ao comando-geral da PMAM pelo preito.

A história dos Batedores prossegue.