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terça-feira, agosto 03, 2021

BATEDORES DA PMAM (3)

 Ainda em 1972, no comando do coronel Paulo Figueiredo, a Polícia Militar do Amazonas tornou a incluir duas turmas de oficiais R/2, a maioria amazonenses, mas alguns provenientes de Belém (PA) e outros do Nordeste (Fortaleza e Recife). Em novembro de 1973, então no comando do tenente-coronel EB Coutinho de Castro, a PMAM incorporou sete novos oficiais da reserva (R/2).

Francisco Correa, ainda aluno do NPOR; e subtenente
Nonato Bento, mencionado em post anterior

Entre estes, dois se destacaram como Batedores: tenentes Paulo Roberto Vital Menezes e José Francisco Bonates Correa. Este mais, porquanto havia servido na 12ª Cia PE, e, desse modo dispunha de amplas noções no manuseio de motocicleta militar. Na corporação estadual esteve sempre ligado ao policiamento de trânsito, no comando da Polícia Rodoviária (1984-87) e no do Batalhão de Trânsito (1997), sem contar sua passagem na direção-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Outro ligado ao policiamento de trânsito foi o hoje coronel da reserva Vital de Menezes. Integrou a equipe de batedores e passou pelo comando do Batalhão de Trânsito em 1992 e 1995. Esteve no comando do batalhão sediado em Itacoatiara, sua terra natal, e onde deve ter admirado com frequência a moto dirigida por seu genitor. Encerrou sua passagem pelo serviço público na direção da Secretaria de Segurança Pública.

Marco Aurelio e Cabral Jafra, ambos com uniforme do 
NPOR. Ambos batedores, citados em post anterior

Vital ainda pode oferecer mais sobre sua atividade como Batedor, já Correa faleceu ano passado. Todavia, a presença deste na corporação deverá ser esculpida, como patrono do atual Batalhão de Policiamento de Trânsito. O comando desta unidade promove a gestão junto ao comando-geral da PMAM pelo preito.

A história dos Batedores prossegue.

segunda-feira, julho 26, 2021

BATEDORES DA PMAM (1)

Um dos pilares da atuação do policiamento praticado pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da PMAM, é o emprego de Batedores. Constituem-se de treinados motociclistas, que são empregados em diversas intervenções.

O atual comandante do BPTran – coronel Marcos Encarnação – vem se empenhando em resgatar a evolução deste serviço, afixando em sala especial os registros alcançados. Tendo me convidado para o trabalho de pesquisa, venho cuidando da primeira questão que me assediou: quem foram os primeiros e que veículos utilizavam.

Motocicleta Norton 1960 ES2 500cc

A postagem de hoje comprova quanto fui beneficiado com o acervo acumulado. Nele esbarrei com a foto do governador Gilberto Mestrinho (1959-63), comboiado por um batedor. Prontamente reconheci o piloto da moto: o subtenente Raimundo Nonato Bento da Silva (irmão do padre Onias Bento que, após renunciar ao sacerdócio, foi secretário de Fazenda do governador José Lindoso), conhecido por sua estatura avantajada e por ser o chefe da alfaiataria da PM. Era, como se vê, polivalente!

Governador Mestrinho e o batedor -
subtenente Nonato Bento (1962)


Adiante deparei com outra foto, na qual o governador Plínio Coelho (1963-64), em carro oficial, era seguido por um batedor da PM. O registro, todavia, retirado de jornal não me permitiu identificar o condutor da motocicleta. Prossigo consultando aos ‘mais velhos” do quartel da Praça da Polícia, a fim de identificar este e outros, os primeiros batedores da corporação.

Governador Plínio Coelho, no carro oficial, na Semana da 
Pátria, com o batedor da PM não identificado (1963)

Então, surgiu outra dúvida: que tipo de motocicletas eram essas? Posto o problema a um velho camarada, o coronel Osório Fonseca me confirmou que se tratava da marca Norton, há tempos desaparecida. Outro colega, coronel Alfaia Filho, confirmou a marca e me proporcionou uma lição sobre a potência da referida moto. Em consulta ao Google, recolhi a foto que ilustra a postagem, pois creio que as Norton poderiam ser o modelo 1960 ES2 de 500cc.

E, por que 1960? Voltemos ao quartel da Praça da Polícia. Ao assumir o governo, Mestrinho nomeou ao Dr. Assis Peixoto (invocando sua condição de oficial R/2, formado em 1942) para o comando da Força Estadual, que exerceu entre 1959-62. De escasso conhecimento militar, Peixoto foi um excelente administrador: entre suas realizações, acredito que fez o governo adquirir essas duas máquinas, portanto, as primeiras utilizadas na Força. Entretanto, coronel Alfaia, incluído na Polícia Militar em 1967, lembra que alcançou as Norton já em indisponibilidade. Diante desta informação: ou as motos foram sucateadas em poucos anos, ou foram adquiridas já bem usadas.

A história dos Batedores vai prosseguir.