CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

segunda-feira, março 08, 2021

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Neste dia, minha homenagem às mulheres vai assinalada com a persona aqui reproduzida. Trata-se de duas fotos de minha mãe – Francisca Pereira Lima – falecida há 69 anos. Graças à tecnologia, ela tomou vida, pelo trabalho de um neto competente no mister de aplicativos. Confesso que fiquei bastante emocionado ao conhecer as peças, e foi como se ela, no monitor, me transmitisse uma carinhosa mensagem. Mais que uma, refizemos várias conversas interrompidas há muito tempo. Enfim, consegui isso com a leitura labial, e quanto ao sorriso cativante da minha mãe e do Antonio e do Renato, foi bem singelo observar.

Uma flor para as flores de nossas vidas

Com essas salutares lembranças pessoais saúdo as mulheres brasileiras que, nesse período de intensas adversidades, veem sofrendo com a perda de entes valiosos: sejam os familiares em todos os graus, sejam os amigos, vizinhos, conhecidos, colegas.

Assim, pois, Saúde em demasia a todas as Mulheres neste Dia.

Dona Francisca, Xicuta para os familiares, em dois momentos


domingo, março 07, 2021

OCTAVIO SARMENTO (1879-1926)

 Esta semana tomei a iniciativa de enfrentar as setecentas páginas que o mestre Tenório Telles escreveu para a sua obra Estudos de Literatura do Amazonas (Manaus: Valer, 2021). Lá pelas tantas deparei com o estudo sobre o poeta Octavio Sarmento, que foi fundador da Academia Amazonense de Letras, e esteve redondamente esquecido. Contudo, em trabalho para o Silogeu, o acadêmico Zemaria Pinto, ocupante da Cadeira fundada por Sarmento, retirou-o do limbo com a publicação A Uiara & outros poemas (Manaus: Valer, 2007).

Na ocasião, li as duas anotações citadas, e, para meu gáudio, remexendo meu arquivo encontrei um poema de Octavio Sarmento, publicado na revista Cá e Lá (janeiro de 1917), dedicado ao diretor da revista; aqui vai compartilhado.

  

Detalhe da capa do estudo academico

CABELOS BRANCOS

Para Heitor de Figueiredo

 

O’ moços de hoje, alegres companheiros

Dos mesmos brincos e da mesma idade.

Quão diferente a estrada que, ligeiros

Seguis agora, em viva alacridade,

 

Da que meus passos vão, entre espinheiros,

Em meio à minha funda soledade,

Em meio aos mortos risos meus, fagueiros,

A perlustrar, na extinta mocidade!...

 

Que santa mágoa, doce e pungida,

Me toma a ver-vos, pela penedia,

Vencendo a vida, em rápidos arrancos...

 

E eu não poder seguir-vos!... E entre escombros

Dos sonhos meus, sentir já, sobre os ombros,

Cair-me a neve dos cabelos brancos!


Original extraído da revista


sexta-feira, março 05, 2021

DIA DO FILATELISTA BRASILEIRO

Nesta data, em 5 de março de 1829, D. Pedro I baixou um decreto que organizava os serviços de Correios do Brasil. A medida foi fundamental para que, em 1843, seguindo a trilha da reforma britânica, o Brasil se tornasse o primeiro das Américas e segundo país do mundo a adotar o selo como comprovante de franqueamento.

O 5 de março foi escolhido como “Dia do Filatelista” em 1969, durante um congresso organizado pela Comissão Estadual de Filatelia, em São Paulo. Entidades filatélicas do Brasil logo aderiram à data.


Banner comemorativo 
 

Esta lembrança vem da gerente da Agência dos Correios na praça do Congresso, Eudija Cunha, que toma cuidado (apesar da pandemia) dos Filatelistas. Não é dia para lamentos, mas de crer que os tempos de bonança hão de retornar, alcançando os cultuadores de Selos e seus derivados.

 

Outra recordação vem da Maria Natividade, encarregada da Agência Filatélica, que nos envia as fotos abaixo, para relembrar momentos salutares que os filatelistas passaram naquele espaço. De minha parte, dirigente do Clube Filatélico do Amazonas (CFA), abraço os abnegados colecionistas, lembrando as saudosas figuras que tanto abrilhantaram a agremiação, e esperando que muito breve possamos retirar as máscaras e nos confraternizar com Selos e boas conversas. Saúde, ora, acima de tudo!


Filatelistas reunidos em várias ocasiões





OVOS DA GRANJA DA PMAM

 A publicação abaixo, originária do comando da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), passados 28 anos, traz algumas curiosidades. Ao menos quatro: 1) de fato, a PMAM possuiu uma Granja, inaugurada em 1967, mas há décadas desativada. Todavia, a estrutura segue firme posto que construída em madeira de lei, idealizada pelo saudoso arquiteto Severiano Porto. Ainda pode ser vista por quem circula pela rodovia AM 010 (Manaus-Itacoatiara), mais ou menos no Km 95, ora integrante do município de Rio Preto da Eva. 2) A corporação era comandada pelo coronel Antonio Brandão (1992-94), que possuía um cuidado extremado com seus subordinados, em especial, com os praças, daí o entusiasmo com que empreendeu na Granja. No entanto, o comércio exige recursos diversificados, que a Polícia não dispunha, por isso, a majoração de preços dos ovos. 3) nos parece estranhos os valores descritos: noventa mil cruzeiros por uma cartela de ovos. Bom lembrar que eram tempos de inflação elevada, com a adoção de seguidas medidas econômicas, em busca de solução, vinda afinal com o Real (R$). 4) compartilhei a Nota da Diretoria de Apoio Logístico (DAL) conforme publicado em 1993, para avultar o pouco zelo com o nosso idioma.  

Recorte do Boletim Geral, nov. 1993

C. PORTARIA DO COMANDO GERAL

 

MAJORACÃO PREÇO DE OVOS

 

CONSIDERANDO, que a saca de ração semanalmente é majorada;

 

CONSIDERANDO, que a cartela de ovos extra, do mesmo tipo que é produzida na Granja da PMAM, está sendo vendida no comércio local ao preço de Cr$ 90.000,00 (noventa mil cruzeiros);

 

CONSIDERANDO, que o preço da cartela de ovos produzida na Granja da PMAM, é reajustada apenas uma vez por mês;

 

E, que o preço da cartela hoje está sendo vendida na Corporação ao preço de Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros);

 

RESOLVE

Majorar o preço da cartela de ovos para Cr$ 60.000,00 (sessenta mil cruzeiros).

 

(Nota nº 011/DAL-93)


Fachada da Granja, situação em 2016