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sábado, janeiro 27, 2018

COLUNISTA SOCIAL

Foto extraída da edição

Little Box ou Caixinha (como era mais conhecido) pertencia a confraria do colunismo social. Dos mais antigos, bem conceituado. Começou em 1955, e logo teve destaque na condução da programação artística do Acapulco Night Club. Depois percorreu as redações dos jornais e de uma emissora de rádio da capital.

Travei com ele um único esbarrão. Aconteceu na boate da Dona Dora, situada na avenida Sete de Setembro, 416 (em frente à sede do Basa). O embate noturno rendeu conversas maledicentes, afinal o falecido colunista era homossexual assumido. Tanto que sua opção sexual contribuiu para sua morte de forma violenta, quando residia no Edifício Antonio Simões.

Este registro catei em A Crítica, edição de 17 de dezembro de 1980.



25 anos de colunismo
 Little Box está completando hoje 25 anos de colunismo, porem prefere que o termo seja Jubileu de Prata, pois, segundo ele, “dá mais status”.
Luiz Pinto, que após um ano de atividades de colunismo social adotou o pseudônimo de “Little Box”, começou suas atividades em 1955, no vespertino A Tarde, levado pelo saudoso Aristófano Antony, “meu pai espiritual”. 
Little Box passou também pelo O Jornal e Diário da Tarde e A Gazeta. Um ano depois chegava na Rádio Difusora do Amazonas, onde até hoje leva ao ar, a partir das 19 horas de todos os domingos, o programa Nigth and Day. 
Little Box faz questão de ressalvar que, a exemplo de Aristófano Antony, o jornalista Josué Claudio de Souza, “também muito contribuiu para minha firmação no rádio, ensinando-me uma filosofia unicamente voltada para o bem estar dos ouvintes”. 
Para Little Box, nem só de sociedade vive o cronista. É preciso acima de tudo ter personalidade, saber conviver com todas as camadas. “O importante diz Little Box é que assim como frequento a alta sociedade, de vez em quando vou na beira do mercado Adolpho Lisboa comer peixe assado, tomar minha caipirinha. Também sou povão. Entende? Nunca me nego a participar de uma festinha em casa de gente humilde. Afinal, eu também sou humilde. Por que então fingir? Assim como vou ao Ideal, Rio Negro e Cheik, jamais deixo de lado um convite para um clube de subúrbio”.