CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

domingo, novembro 28, 2021

L. RUAS – 90 ANOS

Se estivesse entre nós, estaria hoje completando o nonagésimo ano de existência. Todavia, o padre-poeta L. Ruas passou para a eternidade em 2000, aos 69 anos, abatido por um AVC. Conhecedor de seu trabalho literário, espalhado em livros e publicações jornalísticas, e aliado ao privilégio de ter sido seu discípulo no Seminário São José, resolvi divulgar sua produção. Isso venho operando desde 2004, ocasião que marcava o cinquentenário de sua ordenação sacerdotal, igualmente a criação do Clube da Madrugada e do Instituto Christus.

Capa do livro

Para lembrar seu nascimento, intentei o lançamento do livro que reproduzia sua coluna Ronda dos Fatos, iniciada no jornal A Crítica, com passagem pelo Trabalhista e pela A Gazeta. Todavia, o apoio solicitado e prometido não se concretizou. Em sequência, desisti de convidar aos dirigentes da EE Padre Luiz Ruas, no Zumbi 3, para que cantassem os parabéns por esta efeméride.

Um outro projeto rolava: em companhia de meu irmão Renato, outro admirador do padre-poeta, organizamos uma coletânea de seus contos, publicados em livros e jornais. Demos-lhe o título de Dois meninos no mundo e outros contos, que pode ser encontrado nos market place, bastando para tanto digitar seu título no Google. Com essa providência, você pode comparar preços e adquirir ou impresso ou digital.

Contra capa do livro

Já escrevi bastante sobre o autor, confessando minha admiração por L. Ruas, de maneira que encerro esta postagem reproduzindo a homenagem inserida em Orfeu no Labirinto (Valer), de Dedé Rodrigues, saudando “o mestre com carinho”. Ruas compôs Poemeu, Dedé, Poeteu:

busquei teus caminhos

enveredei densos bosques

penetrei letras de abismos

conheci clowns

sonhos

fantasia

o lírico  

o épico

o dramático  

a crítica  

a beleza dos teus versos

e tentei fugir

do amor do teu Deus

mas já era tarde...

 

hoje

quando não há mais vigília

ainda escuto teu canto:

Quando escuto passos no caminho

Sei que não vens...

Mas, te espero...

sábado, novembro 27, 2021

CFA FESTEJA O NATAL

 A turma muito entusiasta do Clube Filatélico do Amazonas (CFA) aproveitou o encontro desta sexta-feira (ontem), para festejar o Natal. Isso porque a turma deve fazer um intervalo neste momento. O encontro foi regado pelas guloseimas dispostas pelos gremistas, regadas por cafezinho e conhecidos refrigerantes.

A turma do CFA festejando

O colecionismo de selos passa por uma transformação. Já não se tem aquele volume de correspondências, que eram obliteradas pelos selos dos Correios. O próprio Correios está ameaçado. E não se escreve mais, é mais prático o envio de mensagens virtuais, com todas as facilidades da tecnologia.

No entanto, tem-se observado um volume superior no comércio de selos e outros derivados. Não apenas nas casas filatélicas, muito mais entre os colecionadores ou simples vendedores que usam as redes sociais. Não posso avaliar esse trabalho, sei que os escassos colecionadores pouco se encontram, como é o caso de nosso Clube.

A pergunta que fiz aos companheiros ontem: que devemos fazer para superar ou interagir com esse fenômeno comercial? Espero que a resposta seja breve, a fim de que no próximo 2022 tenhamos maior avanço. Afinal, foi possível realizar algum evento e, acima de tudo, manter o pequeno grupo coeso e em atividade.

Meus agradecimentos a todos que prestigiaram o Clube Filatélico do Amazonas.

Detalhes da festa com premiação e sorrisos



sexta-feira, novembro 26, 2021

AVC SE REENCONTRA

 Depois de 20 meses desativada, a Associação dos Velhos Coronéis, inativos da Polícia Militar do Amazonas, volta a se encontrar para o almoço mensal. Nesta sexta-feira, a reabertura dos trabalhos ocorreu no restaurante Toreador, situado no Amazonas Shopping. Por óbvio, os assuntos foram extensos e quase sempre repetitivos: além da saúde com a indicação de médicos e remédios, falamos alegremente dos atrasados financeiros, estes ocuparam bom espaço. Mas houve tempo para lembrarmos igualmente daqueles colegas que sucumbiram à pandemia.

Parte da turma, vendo-se coronel
Cavalcanti que passou a direção

O fato mais destacado foi a transferência de gerenciamento da AVC, que passou do coronel Cavalcanti Campos, que há 30 anos cumpria este encargo, distribuindo sua afabilidade, cativando com seu sorriso e amparando aos que suportavam algum desconforto. Marcou de fato a agremiação. Sim, o novo curador é o coronel Ary Renato, contando com a assessoria do Ronaldo Toledano. Prometem ampliar o atendimento aos camaradas da turma, e a outros oficiais reformados carentes de cuidados especiais, como aconteceu recentemente com o capitão Osmar de Andrade.

No grupo, a troca de direção
Estiveram presentes ao festim, além dos já citados e do autor da postagem: Amilcar Ferreira, Ruy Freire, Romeu Medeiros, Odorico Alfaia, Edson Nascimento, Mario Belota, Francisco das Chagas, Paulo Vital, Ewerton Amaral, Frandemberg Maués, Luís da Rocha, Edmilson Nascimento, Deusamar Nogueira e Osvalci Frazão.

A etapa do Natal está sendo articulada.

sábado, novembro 20, 2021

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

A efeméride de hoje foi celebrada por diferentes manifestações. E por outro tanto de dados. Um deles, acentuava o número muito reduzido de negros na direção superior de instituições de diversos segmentos. Desse modo, observando os registros policiais, estou convicto de que foi o único Negro a exercer o comando-geral da Polícia Militar do Amazonas, até nossos dias.


Refiro-me ao coronel Manoel Correa da Silva, que comandou efetivamente esta corporação entre abril de 1951, nomeado pelo govenador Álvaro Maia, até abril de 1953. Exerceu ainda em outros reduzidos períodos, de forma interina.

Nascido em Pernambuco em fevereiro de 1894, ingressou na Força Estadual em 1911, na condição de soldado, obviamente atraído ao Amazonas encantado pela hevea brasiliensis. Sem que haja registro de sua formação escolar, foi promovido no ano seguinte ao posto de 2º tenente, enfim alcançando o posto de tenente-coronel em 1º de agosto de 1946. Há registro, o de que o coronel Correa concluiu o curso de engenheiro agrônomo, assim, sem data ou outra menção.   

Residiu por largo tempo na rua Lauro Cavalcante, na vila Georgete, que ainda

existe, a despeito da “invasão” sofrida. Coronel Correa, que faleceu em 22 de 

março de 1954, foi casado com Porcina Andrade Correa Silva (morta em 1964).