CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

domingo, fevereiro 05, 2012

Talento de Jorge Palheta


Palheta na capa da revista Plus, desta data
Acompanhei com certa angústia a peleja do artista plástico Jorge Palheta pela sua saúde. E assisti como a saúde dele andava fragilizada. Ajudei naquilo que pude. Confesso, agora, que me parecia uma luta perdida.

Fui ver a “exposição” de seus quadros na loja Bemol, do Shopping Manauara; que tristeza, nas telas estava manifesta sua deficiência visual, sequer sua marca – Palheta – estava grafada com exatidão. Tudo estava anuviado, sinal da catarata em grave estado.

Aos poucos, ele foi melhorando, primeiro, recuperou a visão; e agora a vontade de pintar, de expor e vencer a disputa pela vida. Ao menos, esta é a sensação que me passa a publicação da revista Plus, encartada no Diário do Amazonas, de hoje.
Bastou-me observar a foto do Palheta, para me sentir contente com sua parcial, mas vibrante, recuperação.

Vida longa, camarada Palheta. Contato: (92) 3663-0397 / 8141-3307

sábado, fevereiro 04, 2012

O IGHA e o V Império


Símbolo existente no Salão
Dom Pedro II
O evento desta manhã, no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), teve a direção do presidente desta instituição cultural, Geraldo dos Anjos.

Assinalaram presença apenas oito associados: Arlindo Porto, Abrahim Baze, Jane Cony, Max Carphentier, Humberto Figliuolo, Antonio Loureiro e Roberto Mendonça.

O presidente Dos Anjos, em seu pronunciamento, primeiro anunciou o lançamento do 15º livro do associado Loureiro: A Amazônia e o V Império. Lançamento que coincidia em data, separada por décadas, de outro livro deste historiador – A Gazeta do Purus.

A seguir, confirmou a manutenção da parceria do IGHA com a Edua –editora da Universidade Federal do Amazonas; com a ManausCult, da Secretaria Municipal de Cultura.

Anunciou a abertura da Casa de Bernardo Ramos para o ano social, quando esta celebrara o Ano da Itália; e mais, um seminário sobre folclore, dirigido pela sócia Marita Monteiro, e a posse, em 25 de março, data natalícia dos 95 anos desta sociedade, de mais uma associada.

Com a palavra o autor, que explicou o argumento utilizado na confecção de seu V Império. Trata-se de “uma hipótese fantasiosa, cujo fio histórico vai da luz à treva, que passa da liberdade ao obscurantismo, num piscar de olhos”.
Capa do livro de Loureiro

Em resumo, essa trilha vem de Nabucodonosor e se encerra com o marques de Pombal. Lembrando que o primeiro exigiu de seus magos a interpretação de um sonho que o imperador sequer sonhara. Muitos desses bruxos perderam o pescoço, é sabido. Até que o profeta Daniel cria e interpreta o sonho: aquele da estátua de diversos materiais, todavia, com os pés de barro.

O V Império amazônico, de Loureiro, já teve ao menos dois precedentes: o criado em Portugal, cujo maior divulgador foi o padre Vieira; e o da Igreja, que o anunciava com denominação de a Jerusalém Celeste, encerrou, doutrinando, o mestre Antônio Loureiro.
Encerrando mesmo, foi servido o coquetel.

Assim, o IGHA está aberto, no turno vespertino, aos interessados e estudiosos e pesquisadores.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Lançamento de V Império

Convite distribuído pelos patrocinadores
Agendado para amanhã, a partir das 10h30, no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) o lançamento do livro A Amazônia e o V Império, do historiador Antonio Loureiro.

O Convite está assinado pela Secretaria de Cultura do Estado e  do Município, e mais a Conclutura e a Manauscult, além do próprio IGHA, que aproveita a sessão para reabrir suas portas no exercício corrente.

A ilustração foi sacada do jornal A Crítica, que amplia essas informações, inclusive com anotações sobre o recente trabalho do mestre Loureiro.

A Crítica - Bem Viver - de hoje

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

CORONEL CARNEIRO: NOVENTANOS

Carneiro, em festas

Lamento registrar que meu amigo Francisco Carneiro da Silva, o coronel Carneiro, está sem condições de abraçar os familiares e amigos que hoje brindam seu aniversário. Nem de conhecer este registro fraternal. Segue amparado pelos seus mais próximos e, uma vez ou outra, lembrado pelos colegas da Polícia Militar do Amazonas.


Conheci o Carneiro quando este, no final da década de 1960, foi reincorporado a PM, depois de absolvido pela Justiça amazonense. Ele havia sido punido pelo Governo Militar, em 1964. Era então entusiasmado capitão, que se fez amigo dos jovens tenentes, entre os quais me incluía, admitidos na PM no biênio 1966-67.

Em Fortaleza, Roberto (à esq) e Carneiro (à dir.), demais
colegas do CAO/1972 
Adiante, em 1972, tive o privilégio de seguir com ele para Fortaleza, onde na PM do Ceará enfrentamos o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Foi um ano de convivência entre nossas famílias e a praia de Iracema. E os livros, claro. Consolidamos a amizade e, a partir dai, pude testemunhar sua vocação pelo serviço policial e sua dedicação à família, apesar dos percalços domésticos.


Coronel Carneiro deve ser lembrado na Polícia Militar por alguns motivos, saliento um: trata-se de um policial que incorporou como soldado e, vencendo empecilhos de diversas ordens, alcançou o oficialato e, mais que isso, passou para a reserva (aposentou-se, no jargão civil) no topo da carreira.

Delegado de Parintins

Relembro dois fatos que ele me narrou: a ida à então Capital Federal, em 1952, para um curso nos Bombeiros. Era ele sargento e aproveitou o entusiasmo dos governantes em qualificar os integrantes dos Bombeiros Municipais de nossa capital. Não lhe foi prazerosa a estadia, pois, mesmo apoiado pelos colegas de curso, os vencimentos devidos em Manaus chegavam com muito atraso em seu bolso. Em razão disso, ao lado de um companheiro, fez publicar em O Jornal, de Manaus, sua queixa. Resultado: tão logo retornou a Manaus, foi preso disciplinarmente.


Em 1959, o saudoso governador Mestrinho nomeou, “coronel comandante da Polícia Militar do Amazonas”, ao Dr. Assis Peixoto. Peixoto fez do tenente Carneiro seu ajudante de ordens. Nessa condição, viajaram a Porto Alegre (RS) para um encontro com a cúpula das PMs do Brasil. A foto que ilustra esta postagem mostra, além dos citados amazonenses, o então governador gaúcho, Leonel Brizola.

Gov. Leonel Brizola (à esq.), Carneiro (centro)
e Assis Peixoto (à dir.), em Porto Alegre
Depois do curso em Fortaleza, Carneiro seguiu conquistando as promoções devidas e cumprindo as tarefas da caserna. No entanto, o inexorável tempo de deixar o “quartel do coronel Neper Alencar” chegou. Ainda assim, o tenente-coronel Carneiro relutou, seguindo até os derradeiros momentos, o quartel era sua paixão. Tanto que na reserva, ainda aceitou cargos administrativos relacionados com sua especialidade.


A corporação policial militar não possui esta informação, talvez a Amazonprev possa comprovar: Carneiro, possivelmente, seja o oficial mais idoso. Se não, é o segundo. Por isso e pelas tantas que não pude relatar, voltei hoje para abraçá-lo, torcendo pela sua penosa saúde. Coisa de amigo.