CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

30 de setembro de 2015

NOTAS SOBRE O CLUBE DOS OFICIAIS DA PMAM

Constituição da 1ª Diretoria

O Clube dos Oficiais, congregando em nossos dias os camaradas da Polícia Militar e dos Bombeiros, reúne-se hoje para restaurar a galeria dos ex-presidentes desta organização. Trata-se de uma pleito meritório, pois relembra a participação daqueles que redobraram esforços em prol dos colegas e familiares.  

Aproveito o ensejo para principiar o registro dessa história marcante. E, como toda trajetória bem-sucedida, repleta de acertos e de muitas trombadas. 

De quem terá partido a ideia de congregar, quem terá arrebanhado a diminuta turma de oficiais, nunca mais se saberá. Afinal, todos os fundadores já se “foram”. Quando escrevi este post, ainda vivia o oficial mais idoso que, a despeito da visão afetada mas bastante sóbrio, poderia nos redesenhar aquele episódio. 

Tratava-se do coronel Francisco Carneiro da Silva (morto no mês passado, aos 93 anos) que, entre outras aventuras milicianas, ingressou na corporação em 1951, portanto, quando da fundação deste clube, ainda era praça. Todavia, a partir de 1958, admitido na esfera do oficialato, serviu como ajudante de ordens ao coronel Assis Peixoto, no primeiro governo de Gilberto Mestrinho (1959-63). 

Banido da corporação pelo Governo Militar de 1964, Carneiro obteve na Justiça Comum o reconhecimento de seus méritos, retornando ao convívio de seus companheiros. A seguir, teve oportunidade de aperfeiçoar-se na PMCE, em Fortaleza, e exercer o cargo de delegado de polícia em Parintins. 

O ano de 1953 é usualmente lembrado pela maior enchente que assolou o Estado, marca superada tão-somente em 2009. Foi neste período que a ideia de agregar os oficiais da Policia Militar em um clube zanzava pelo quartel da Praça da Polícia. Terá contribuído o governo de Álvaro Maia (1951-55), que atravessava um período de embaraços e desesperanças. 

A corporação do mesmo modo arrostava a falta de recursos e o decantado atraso de pagamento. O comando da PM era exercido pelo coronel (da reserva) Adalberto Cavalcanti (tio do coronel José Cavalcanti Campos), que, ao tempo da fundação do clube, já preparava a transmissão do cargo para outro coronel da reserva, Manoel Corrêa da Silva, residente na ainda existente (bastante deteriorada) Vila Georgete, na rua Lauro Cavalcanti, casa 3.

O COPMAM surgiu em 9 de abril, segundo seus Estatutos, presidido pelo coronel Jonas Paes Barreto, um respeitável desconhecido, repetindo um esgarçado clichê. Pouco ou quase nada se conhece desse oficial, tanto que uma fotografia para ilustrar o painel dos ex-dirigentes continua sendo buscada. 

Na primeira diretoria destacavam-se o Dr. Antonio Hosannah da Silva Filho (médico legista, que tem seu nome como patrono do Instituto Médico Legal); o então capitão José Silva (morto como coronel da reserva e que comandou a PM em caráter provisório) e o major Djalma Vieira Passos (que se destacou na literatura e na política amazonense, como deputado estadual e federal), foi o primeiro orador do clube. 

Desprovido de sede social, ainda assim era marcante a empolgação de seus associados. Não muitos, incluídos os oficiais da reserva, eram cerca de uns trinta membros. As primeiras reuniões, como a de Assembleia Geral de 4 de novembro, para aprovação dos Estatutos, aconteceram na Associação dos Professores, cuja sede situava-se na avenida Eduardo Ribeiro esquina da rua 24 de Maio. 

Também foi neste local, já em 1958, como me relatou o saudoso coronel Carneiro, que “a turma se reuniu para exigir do governador Plínio Coelho (1955-59) respeito com o major Júlio Cordeiro”. O fato é o seguinte: este oficial se desentendera com o comandante-geral, coronel Cleto Veras, homem bastante irascível, quase indo os mencionados as vias de fato. Pior, diante da tropa.  

Em represália, coronel Cleto exigia que o oficial da PM fosse cumprir no quartel do 27º BC a punição que ele impusera.  O governador Plínio Coelho entendeu a reivindicação do Clube que, bastante fundamentada, permitiu que a cadeia do oficial fosse cumprida na própria caserna. 

Na década de 1960, o clube ainda permanecia sem sede social. Algumas reuniões aconteceram na sede da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas (ASPA), por deferência de seu presidente Aureomar Braz. As duas associações possuíam um ideário muito próximo, estando por isso vários oficiais integrando ambas. Daí a utilização da sede, que então se situava no cruzamento das ruas Joaquim Sarmento com Henrique Martins. Esta associação ainda permanece vigendo, porém, em outro endereço. 


Tenente Nonato, coronéis Ossuosky, Helcio, majores Medeiros e
Fausto (a partir da esquerda)


O Clube dos Oficiais somente começaria a escrever um segundo capítulo de sua história a partir do apoio prestado pelo comando da corporação. Cabe destacar nesse empenho o coronel Mário Ossuosky, assessorado por aguerridos oficiais. 

Outras postagens sobre o clube podem ser lidas neste Blog.


28 de setembro de 2015

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA PMAM (2)


Coronel Lucy entrega prêmio a Waldir
Garcia, ao fundo, coronel Câmara.
Jornal A Crítica, 12 março 1975
Em março de 1975, José Bernardino Lindoso tomou posse no Governo Estadual, sequenciando a Henoch da Silva Reis. Para compor seu secretariado, escolheu a Waldir Garcia para a Secretaria de Educação e Cultura. 
Exercendo a função de Juiz Auditor Militar, funcionando na Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Garcia possuía experiência na área, pois fora professor e diretor da então Escola Técnica de Manaus. já havia publicado um livro em que deixa bem patenteado seu trabalho como mestre de sala de aula.

A corporação da Praça da Polícia organizou, para tanto, uma manifestação a fim de expressar o apreço e a admiração com que se despedia desse magistrado. À despedida, compareceu o comandante-geral, coronel Lucy Coutinho de Castro, acompanhado do coronel Pedro Câmara e demais oficiais e outros servidores daquela repartição. 

O registro abaixo, pertence ao jornal A Crítica, de 16 março, mostra (na fileira de cima, a partir da esquerda) os oficiais: Manoel Freire, Nathan Lamego, Romeu Medeiros, Ilmar Faria, Nestor Arnaud, Silva Santos, (?), Celio Silva e Franz Alcantara.  
(Na fileira de baixo) Ivens Carreira, Gonzaga Pinheiro, Simonetti Filho, Pedro Câmara, Waldir Garcia (homenageado), Gebes Medeiros, Edval Fonseca, Osias Lopes, Cavalcanti Campos e Ruy Freire.






27 de setembro de 2015

ESTÁDIO VIVALDO LIMA

Outrora, era assim: 
Domingo de futebol... domingo de VIVALDÃO.

Foto de jornal, 1970. 



Vista aérea, 2006

26 de setembro de 2015

ESCOLA ESTADUAL ESTELITA TAPAJÓS



Quando o governador Arthur Reis (1964-67) cogitou a ampliação da rede escolar, com a instalação de ginásios na capital amazonense, o nome do amazonense José Estelita Monteiro Tapajós foi um dos escolhidos.


Ainda em funcionamento, agora com a denominação de Escola Estadual Estelita Tapajós, e segue situada à rua Manuel Urbano, 284 – Educandos.

No ensejo da inauguração, O Jornal, de 25 de março de 1965, publicou o editorial abaixo.
                                                                                                           

UM FILÓSOFO AMAZONENSE


O Governador Artur Reis lembrou-se de Estelita Tapajós, que integra a tríade de homens ilustres, cujos nomes crismarão os novos ginásios da capital, que funcionarão nos bairros. Já nos ocupamos, em rápidas pinceladas, tanto quanto permite a estreiteza de um suelto, de Márcio Nery, eminente médico amazonense, em cujo ano centenário nos encontramos (10-03-1865), e de Dom Romualdo Seixas, o celebrado Marquês de Santa Cruz, sacerdote e parlamentar paraense que tanto batalhou, pela palavra e pela pena, em prol da criação da Província do Amazonas, tendo sido o autor do decreto, depois transformado em lei.

Estelita Tapajós foi o maior filósofo amazonense, ou a maior figura do Amazonas no campo austero da Filosofia, tendo publicado uma obra de mérito, os Ensaios de Filosofia e Ciência (São Paulo, 1898). Como filósofo, abraçou conceitos e pontos de vista de Tobias Barreto e Sílvio Romero, aceitando o monismo evolucionista de Hackel. Dele, escreveu o eminente jesuíta Padre Leonel Franca, em seu excelente compêndio de História da Filosofia: "o essencial de suas ideias é o monismo haekeliano, com modificações pedidas a Spencer".

Estelita Tapajós deixou-nos ainda bons estudos de Antropologia. Foi feliz o governador Artur Reis em retirar da sombra ou penumbra do esquecimento um nome que revelou ao país uma vigorosa cerebração de cientista, apaixonado cultor da Filosofia, onde apenas sobrenadam, no Amazonas e no Brasil, os "rari nantes in gurgite vasto"... Já que nos reportamos aos nomes que vão ilustrar os três novos ateneus amazonenses, por uma associação de ideias, gostaríamos de sugerir, desta feita à Prefeitura Municipal e à Edilidade, que se organizasse uma comissão competente, com inclusão de intelectuais, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, homens conhecedores da nossa História e do nosso "De viris illustribus", para fazer uma revisão, que se impõe com imperiosa necessidade, da nomenclatura de nossas ruas e logradouros públicos.

Enquanto a cidade exibe ostensivamente em placas de ruas nomes de figuras inexpressivas, que nada, absolutamente nada fizeram por Manaus ou pelo Amazonas, eminentes vultos do passado, que se notabilizaram em benemerências, em favor da terra e de nossa gente, até hoje não mereceram a menor consagração na cidade e no município em que tanto realizaram em prol da coletividade.

Ainda mais: ficou moda em Manaus darem-se nomes de pessoas vivas a ruas e instituições, num desrespeito flagrante e aberto a disposições vigentes no país. Não está certo, devemos convir, tal procedimento. Além do aspecto ilegal, há outro não despiciendo, inspirado em recomendações bíblicas: "Lauda virum post mortem"! (Louva o homem depois de morto!) — frase tão do agrado do padre Antônio Vieira.

Nessa revisão, sugerimos ainda que se especificasse na placa TODO o nome do homenageado, para ficar sempre patente o culto à sua memória, no decurso dos tempos. Chamar-se apenas "Rua Tapajós", sem o respectivo prenome, paira a dúvida no espírito de quem passa: Torquato Tapajós ou Estelita Tapajós?!

Mas esse assunto ficará para outra suelto...

24 de setembro de 2015

IGREJA DE N. S. DOS REMÉDIOS (2)

Os vigários da capela de N. S. dos Remédios desta cidade, 

desde 1850 à 1927:
 
Igreja dos Remédios, em construção no início do sec. XX

Para substitui-lo, também interinamente, na vigararia dos Remédios foi nomeado o padre José Henrique Felix da Cruz Dácia. Por ato do Bispo Diocesano, de 3 de abril de 1883, foi nomeado vigário encomendado da freguesia de N. S. dos Remédios o padre Cruz Dácia.

O ato do ilustrado prelado, encomendando a igreja dos Remédios ao padre Cruz Dácia, naturalmente deve ter sido o resultado de uma representação dos paroquianos daquela freguesia em que pediam à S. Exa. Revma. a nomeação daquele sacerdote para seu vigário.
Durante uma pequena ausência do padre Cruz Dácia, em 1885, foi vigário dos Remédios o padre Luiz Gonzaga de Oliveira.


* * *

Em janeiro de 1888 foi nomeado vigário da paróquia de N. S. dos Remédios o padre amazonense Dr. Wolfango Rafael Nunes de Abreu. Era natural deste Estado, filho legítimo do tenente do Exército Manoel Martinho dos Santos Abreu e de D. Antonia Nunes de Abreu.

Fez o curso de humanidades no Seminário do Carmo de Belém. Completara os seus estudos em França e aí, no Seminário de S. Sulpício de Paris, em 26 de maio de 1887, recebeu o grau de bacharel em Direito Canônico.

Muito jovem ainda e bastante ilustrado, o padre Wolfango de Abreu angariou as mais sinceras simpatias entre os seus paroquianos durante os poucos anos que paroquiou a igreja de N. S. dos Remédios. O jovem levita viveu exclusivamente para a sua igreja, a consolar os tristes, os fracos e as dores.

O seu caráter e as suas belas qualidades tinham a consistência e o polido do aço que resiste a todos os golpes.

O padre Wolfango de Abreu regressou a Manaus, vindo de Paris, a 27 de dezembro de 1887. Dias depois foi nomeado vigário dos Remédios. A 1º de junho de 1890 faleceu, nesta capital, vítima de uma violenta febre cerebral.

Serviu como vigário da paróquia de N. S. dos Remédios durante dois anos e cinco meses completos. Contava 26 anos de idade.

* * *
Ostensório - acervo da igreja
dos Remédios

Foi novamente chamado para paroquiar a igreja de N. S. dos Remédios o cônego Cruz Dácia. Em fins de 1896 fez uma viagem a Belém, em visita à sua família ali residente.

O governador-geral do bispado, monsenhor Francisco Benedito da Fonseca Coutinho, designou o padre Manoel Raimundo Nonato Pita para dirigir a igreja dos Remédios.

A 17 de novembro de 1895, na nossa Catedral, o Sr. Bispo Diocesano conferia as quatro primeiras ordens ao então seminarista desta diocese Nonato Pita. Recebera as sagradas ordens de diácono, na igreja de S. Sebastião desta capital, a 6 de setembro de 1896.
Em 5 de maio de 1897 regressou o cônego Dácia, reassumindo a vigararia.

Os serviços que o virtuoso apostolo da religião do Calvário, padre Nonato Pita, prestou ao humilde rebanho confiado à sua direção espiritual estão na consciência de quantos professam o culto católico; e nós, que, como jornalistas, interpretamos os sentimentos da população, que nos identificamos com o povo nas suas manifestações mais justas, não podemos deixar de consignar aqui a relevância dos esforços postos ao serviço da causa da religião pelo ilustre sacerdote padre Nonato Pita.

Em março de 1900, o cônego Cruz Dácia, que há muitos anos, exercia o ministério paroquial na igreja de N. S. dos Remédios, voltou novamente ao exercício de suas elevadas funções, do qual se havia ausentado. Foi grande a satisfação de seus paroquianos, pois o cônego Dácia era muito estimado, pelo seu zelo e dedicação pela causa da igreja, pelas suas maneiras lhanas de tratar e sobretudo pelo seu talento e ilustração.

A 7 de agosto do mesmo ano seguiu para Roma. Daí foi para Paris e depois para a cidade do Porto, Portugal, em visita à uma sua irmã, que ali residia.

O cônego Cruz Dácia faleceu, em Belém, a 16 de agosto de 1908.

O estimado sacerdote achava-se recolhido, como pensionista, na enfermaria S. José do hospital da Santa Casa de Misericórdia daquela cidade desde o dia 10 de julho daquele ano e ainda que se tivesse retirado daqui bastante enfermo, a notícia do seu traspasse surpreendeu-nos dolorosamente.

Era que o cônego Dácia conquistara simpatias por aquele coração extraordinariamente bom, que o tornava um ente quase proverbialmente caridoso. As suas economias eram partilhadas pelos pobres e por isso morreu sem conhecer a opulência. 

(SEGUE)

15 de setembro de 2015

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA PMAM


Na Semana da Pátria de 1970, o governador do Estado, Danilo Areosa, inaugurou um pavilhão do futuro quartel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). O projeto de Severiano Mário Porto destinava-se a aquartelar o efetivo da PMAM, que se premia no quartel da Praça da Polícia. Ou seja, ali no bairro de Petrópolis, o governo construía o quartel do Comando Geral.

Tal não aconteceu, pois, no ano seguinte, apenas o 1º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do então tenente-coronel Flávio Rebello, ocupou aquele imenso quartel. Devido a sua ampla estrutura, abrigou várias unidades menores.

O comando-geral da Força Estadual somente transferiu-se para aquele endereço mais de 30 anos depois. Em 2002. Lastimável que tenha conduzido diversas organizações para suas dependências, tornando o espaço acanhado e disputado pelos ocupantes.
Recorte do Jornal do Commercio, 6 set. 1970

Governo inaugura quartel da PME

O dia de ontem foi duplamente festivo para a Polícia Militar do Amazonas. Foram inauguradas as instalações de seu Centro de Instrução e Treinamento e o seu novo quartel general em Petrópolis. Na oportunidade também várias personalidades foram agraciadas com as medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.

O Governador passou revista às tropas no novo Centro de Instrução, na rua Dr. Machado, ao lado [ao fundo] da Maternidade Ana Nery, e deu por inauguradas as novas instalações, havendo em seguida uma demonstração das práticas desportivas daquela agremiação, com ênfase em judô, que agradou a grande maioria dos presentes.

Pouco depois, se fez a entrega das medalhas aos cidadãos que com elas foram distinguidos pelo Governo do Estado.


Condecorações
As medalhas entregues foram de dois tipos. Primeira, a medalha Cidade de Manaus, que se destina a cidadãos cuja atuação em quaisquer dos setores da vida humana tenham se destacado na cidade de Manaus. A outra condecoração se destina a personalidades que, com sua atuação, tenham contribuído com relevantes serviços com a Polícia Militar do Amazonas.

Com a Medalha Cidade de Manaus foram agraciados os senhores Érico de Carvalho, presidente da [extinta] Varig; Jorge Augusto de Souza Baird; Francisco Monteiro de Paula [secretário de Fazenda]; Aderson Dutra, Stepheson Vieira Medeiros e Agesilau Araújo. Todas foram entregues pelo governador do Estado.

Já os que receberam a medalha Tiradentes tiveram paraninfo individual. Os agraciados foram: Paulo Pinto Nery – paraninfo Amaury Silva; Mário Jorge Fonseca Hermes [capitão dos Portos] – paraninfo cel. Arídio Brasil; Paulo Figueiredo de Andrade Oliveira [tenente-coronel comandante do 1º BIS] – paraninfo José Lopes; cel. Jorge Teixeira [diretor do Colégio Militar de Manaus] – paraninfo Deputado Miranda Leão; Alberto Rocha – paraninfo governador Danilo Areosa.

Terminada a aposição das condecorações, os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.

O governador inaugurou o pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o Quartel General da Polícia Militar do Amazonas. O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens.

Depois dos discursos de praxe foi servido um coquetel aos presentes.


(*) Jornal do Commercio, 6 de setembro de 1970

14 de setembro de 2015

MARECHAL NO PALÁCIO RIO NEGRO

Plínio Coelho
Reportagem sobre o funcionário mais antigo a prestar serviço no Palácio Rio Negro, desde quando a sede do governo foi instalada na avenida Sete de Setembro.
Plínio Coelho estava prestes a assumir o governo estadual.



Trabalhou, durante 37 anos de atividades, com 34 governadores (*)

Palácio Rio Negro
É o “marechal”, o mais antigo servidor do Palácio Rio Negro – Ficará até o dia 31, abraçará Plínio Coelho e, assim, poderá criar pinto mais descansado

O “Marechal”, do Palácio Rio Negro, cuja fama atravessou os jardins palacianos, e é conhecida em toda a cidade, há longo tempo, um velho de setenta e um anos de idade, alegre e falador, filho do Rio Grande do Norte, apenas, por que amazonense de coração, diz ele.

Reside na rua Duque de Caxias, 555, numa casinha bem cuidada, feliz e satisfeito, por que cumpre o seu dever chegou ao último quartel da vida sem ter praticado um ato desonesto ou indigno.

O “Marechal”, ontem, falando a um dos nossos repórteres contou a sua vida, agitada e calma, na sua opinião, e disse, de princípio: “o meu nome é Manuel Fernandes de Lima, mas até gosto quando me chamam de Marechal".

Depois, o falante porteiro aposentado do Departamento de Águas e Esgotos, aposentado em 1948, mas sempre na "ativa" no Palácio Rio Negro, afirmou: “apesar de aposentado não deixei o Palácio. Trabalho desde janeiro do 1917 e permanecerei na função até 31 de janeiro de 1955.

Abraçarei o novo Governador e estarei à sua disposição. Se ele precisar de mim, eu voltarei para servir na sede do governo. Escreva, meu amigo, que servi aos seguintes governadores, como porteiro: Pedro Bacelar, Rego Monteiro, Luciano (sic) Turiano Meira, Ribeiro Junior, Coronel Barbosa, Alfredo Sá, Efigênio de Sales, Monteiro de Souza, Dorval Porto, Junta Governativa, Floriano Machado, Álvaro Maia, Comandante Coimbra, Waldemar Pedrosa, Nelson de Melo, Padre Manuel Monteiro, Rui Araújo, Stanislau Afonso, Júlio Nery, Sizeno Sarmento, Nogueira da Mata, Leopoldo Neves, Carlos Melo, Menandro Tapajós, Negreiros Ferreira, Júlio Carvalho Filho, Areal Souto, Alfredo Marques da Silveira, José Francisco da Gama e Silva, Paulo Marinho, Rocha Carvalho, Oyama Ituassu, Coriolano Lindoso e Perseverando Garcia.

Aí está o resumo de uma história interessante: um homem ligado à história como figura próxima aos seis governadores. “Marechal” é um tipo que faz parte da vida de Manaus. Velho bom, cordial e muito atencioso, as suas zangas ligeiras não são consideradas, porque os seus cabelos brancos merecem respeito e acatamento.

Desde 1917 no Palácio. Vai sair, agora, e diz que voltará se for convidado. Aposentado, a saudade foi mais forte e ele voltou para o trabalho.
Uma pergunta: será que “Marechal” deixará mesmo o Rio Negro? Será que ele sabe viver sem trabalhar na sede governamental? Ninguém pode responder, talvez nem mesmo o “Marechal”. 

(*) Jornal do Commercio, 23 de janeiro de 1955

13 de setembro de 2015

BEATRIS COELHO

O domingo - 13 de setembro - pertence à Beatris Coelho dos Santos, a gerentona de casa, pelo seu natalício. Vida longaaaaa.







PS. Não há erro: a nossa Beatris é com "s". 

8 de setembro de 2015

NOTAS SOBRE A PRAÇA DA POLÍCIA

Ilustração publicada no Relatório
Extraído do Relatório da Comissão Organizadora do Tombo dos Próprios do Município, publicado ao final de 1920, por determinação do superintendente (prefeito) Basílio Torreão Franco de Sá.

O local atualmente é denominado de Praça Heliodoro Balbi, mas o povo o conhece por Praça da Polícia, devido ao quartel ocupado pela corporação militar estadual no entorno desta por décadas.


Nº 23
JARDIM DA PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO

A construção deste jardim foi determinada em 1906, pelo superintendente Coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa, em uma área de 6.600m2 contendo um pavilhão de ferro erguido sobre alvenaria de pedra, diversas estatuetas também de ferro e sobre pilastras de alvenaria, um lago artificial cortado por uma ponte de cimento armado, uma gruta com cascata, um chalé de alvenaria de tijolo, para guarda de ferramentas, e uma fonte de ferro fundido.

No pátio do Regimento Militar do Estado foi montado um cata-vento para fornecer água à cascata.
A 23 de julho de 1907, o superintendente interino, Coronel José da Costa Monteiro Tapajós, perante as autoridades do Estado e de grande massa popular, declara inaugurado e entregue ao público este jardim.

Em 1911, o superintendente Dr. Jorge de Moraes, manda proceder os serviços de restauração do chalé, do pavilhão, dos mictórios, pintura das estatuetas e remodelação do ajardinamento.

Em 1914, o superintendente Dr. Dorval Pires Porto, manda remodelar este próprio, dotando-o com cinco ficus benjamin, 30 roseiras e 190 exemplares de plantas de natureza vária, e entrega-o aos cuidados e zelo dos alunos do Ginásio Amazonense.

Em 1920, o superintendente Dr. Basílio Torreão Franco de Sá determina ao engenheiro-chefe da 3ª Seção que administrativamente procedesse a restauração deste logradouro, dando novo traçado ao seu ajardinamento, nova distribuição de luz e dota-o com 77 bancos.

Detalhe da praça com o antigo quartel da PMAM, ao fundo


6 de setembro de 2015

CORONEL PM FRANCISCO CARNEIRO (1922-2015)

Coronel PM Francisco Carneiro

Assisti na quinta-feira passada a Missa de 7º Dia pelo falecimento do coronel PM Francisco Carneiro da Silva, pertencente à Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Durante a formalidade religiosa relembrei alguns dos bons e maus momentos que vivenciamos naquela corporação.

O então capitão Carneiro foi alcançado pela rígida legislação do Governo Militar, em 1964. Todavia, a Justiça amazonense lhe fez justiça, assim ele retornou ao serviço ativo. Foi nesse momento que travei contato com o velho camarada, dado que ingressei na PMAM em 1966.

Nossa camaradagem se acentuou quando, em 1972, frequentamos um curso policial-militar na sede da Polícia Militar do Ceará. Daí em diante, apenas acentuamos o nosso bem-querer, que alcançou ao Carneiro Filho, doutor pela Universidade Federal do Amazonas.

Aqui já postei sobre o coronel Carneiro. Tem mais, anotei em meu livro Bombeiros do Amazonas uma passagem sobre o amigo e uma foto dele em companhia do comandante-geral da PMAM e do então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Este encontro ocorreu em 1962.

Não pude comparecer ao sepultamento de seu corpo, pois estava fora do Estado. Mas, à missa compareceu unicamente outro oficial da reserva, permitindo-me consignar que a corporação olvidou seu subordinado que, ao falecer, era o mais idoso dos oficiais.  

Descansa em paz, coronel Carneiro!


Até a eternidade!

Governador Leonel Brizola (à esquerda), então tenente Carneiro (ao centro) e
comandante PMAM, coronel Assis Peixoto (à direita), 1962 

Capitão Carneiro (então delegado de Polícia de Parintins), tenente Fausto
Seffair e coronel Maury Araújo, comandante da PMAM

5 de setembro de 2015

VINICIUS SILVA

Vinicius Silva
Através deste Blog, fui contactado e recebido pelo Vinicius Ruas Ferreira da Silva, filho do saudoso artista plástico Branco Silva e primo de falecido padre-poeta L. Ruas. 
É Doutor em Educação Física e Desportos pela UFRJ, e Professor Emérito da mesma universidade. Nonagenário, segue com vitalidade para manter em bom estado seu sítio, em Niterói-RJ. Ali, compartilha a arte de seu genitor, ele igualmente artista plástico. Competente, como atestam suas telas abaixo.