CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

29 de junho de 2011

Clube dos oficiais da PM e do CBM (2)

Duas forças animaram o Clube dos oficiais da PM. A partir de 1966, o maior incremento de oficiais na corporação. E, a mais significativa, a tomada do poder Executivo pelos militares, em 1964.
A partir desta, o comando das polícias militares passa a ser exercido por oficiais do Exército. Um deles se destaca em Manaus, o coronel Mário Perelló Ossuosky, que exerce a direção da PM do Amazonas entre 1975-79, quando doutor Henoch Reis governa o Estado.

Clube dos oficiais da PM e CBM, em construção (acima)
na inauguração (abaixo)

Coube ao coronel Ossuosky a iniciativa de construir a sede do Clube dos oficiais. Conquistado o terreno, em área tão nobre, policiais-especializados (carpinteiros, pedreiros, marceneiros, mestre de obra) edificaram a sede. Construída em madeira, com amplas varandas para facilitar o arejamento, possuía destacada apresentação. Os acréscimos que lhe foram impostos não trouxeram mais destaque, ao contrário.

Cerimônia da inauguração, governador Henoch Reis
chega ao Clube (acima) e capitão Paulo Maciel, orador
do Clube, sauda o governador.
 
Dirigia o clube o então major Romeu Pimenta, auxiliado pelo capitão Orleilson Guimarães. Foram estes oficiais que aproveitaram os meios postos à disposição, para a efetivação da obra.
Assim, coube-lhes organizar a inauguração da sede, fato que ocorreu em 28 de dezembro de 1978. Eram decorridos 25 anos desde que a turma de oficiais da corporação reuniu-se em algum lugar de Manaus, para criar a instituição.
A partir da esq. capitao Orleilson, coronel Helcio Motta, coronel
Ossuosky, major Medeiros (presidente) e Ossuosky Filho
A partir da esq. tenente Nonato, coronel Ossuosky, coronel Helcio,
major Medeiros e major Fausto

28 de junho de 2011

Convite da Valer

A Livraria Valer tem a satisfação de convidá-lo (a) para o lançamento do livro Intramuros, da escritora Astrid Cabral, que acontecerá dia 30 de junho, às 18h30 na Livraria Valer, situada na av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro.

Astrid Cabral
Capa de Intramuros
Astrid Cabral Félix de Sousa nasceu a 25 de setembro de 1936 em Manaus, onde fez os primeiros estudos e integrou o movimento Clube da Madrugada. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, diplomando-se em Letras Neolatinas na atual UFRJ, e mais tarde como professora de inglês pelo Ibeu. Lecionou língua e literatura no ensino médio e na Universidade de Brasília, onde integrou a primeira turma de docentes. Depois Astrid virou o mundo em sua carreira diplomática e se especializou em teoria literária como professora de nível superior. E nunca mais abandonou a poesia, nem a poesia a abandonou. Em 1968 ingressou por concurso no Itamaraty, tendo servido como oficial de Chancelaria em Brasília, Beirute, Rio e Chicago. Detentora de importantes prêmios, Astrid participa de numerosas antologias no Brasil e no exterior e colabora com assiduidade em jornais e revistas especializadas.
Obras publicadas: Alameda (1963); Ponto de Cruz (1979); Torna-viagem (1981); Zé Pirulito (1982); Intramuros (1998); Rasos d’água (2003); Antologia pessoal (2008); 50 poemas escolhidos pelo autor (2008), entre outros.

27 de junho de 2011

Clube dos oficiais da PM e CBM (1)

Fundado em 1953, três anos depois, o Clube dos oficiais da PM tinha por presidente o doutor Antônio Hossanah, médico da corporação. Uma movimentação coletiva em prol dos associados está registrada em jornal da cidade.

Dr. Antônio Hossanah

A Crítica, 25 out. 1956
Tratava-se da reivindicação junto ao governo do Estado de melhorias salariais. O texto vem assinado pelo presidente, utilizando uma fórmula própria da época: a coluna Solicitadas, que os jornais abriam ao público.
Sem exageros, apelando obviamente mais para os sentimentos que o cofre estadual. Sem ameaças.

O passo marcante dado pelo clube ocorreu com a organização da festa carnavalesca, realizada no Rio Negro Clube, em 1974. Mas foi no comando do coronel Mário Ossuosky (1975-79), que o projeto se tornou realidade.

Em 1978, sendo presidente o então major Romeu Medeiros, obtido o terreno em área nobre, na então avenida do Aleixo, hoje André Araújo, foi possível consolidar a construção da sede. Não se trata de revelação fora do comum, mas toda mão de obra e, creio que o material, saiu da corporação.
Construído em madeira, como ainda se encontra, apesar de mais de trinta anos e alguns presidentes. Poucas modificações ocorreram.
Sede do Clube dos oficiais da PM/AM, em construção, 1978
A seguir, a inauguração.

26 de junho de 2011

Clube dos oficiais da PM e CBM

A inauguração deste clube ocorreu em 9 de abril de 1953, pouco antes que se enfrentasse a tão decantada enchente do século XX.
Repito essa informação, porque aquele ano será sempre observado pelo recorde estabelecido por esse fenômeno regional.
O estado do Amazonas seguia governado por Álvaro Maia, empossado havia dois anos. Sem recursos e em descalabro, Maia administrava a pobreza estadual, efetuando o rescaldo do decantado ciclo da borracha.

No estado, tudo já existira. Na Polícia Militar, um punhado de oficiais e outro tanto de praças asseguravam de maneira heroica a segurança pública. Foi diante desse quadro, que o Clube apareceu, destinado à confraternizar e a pugnar pelo interesse coletivo. E mais. A estimular a prática esportiva e a desenvolver o nível cultural de seus sócios.
Não havia sede ou local para se reunir, creio que os associados o faziam no próprio quartel. Não havia festas dançantes, talvez as de cunho literário e comemorativas.

Ingressei na PM treze anos depois da fundação, e não encontrei sede própria, a turma se reunia na ASPA – Associação dos Servidores Públicos do Amazonas, do Aureomar Braz, na rua Lobo d´Almada com Henrique Martins.
Somente no comando do coronel Mário Ossuosky (1975-79) foi que se construiu a sede, a atual sede, o local de encontro para diversos fins. Era presidente do clube o então major Romeu Medeiros, auxiliado pelo então capitão Orleilson Guimarães.

Capa dos Estatutos da fundação
O primeiro presidente foi o coronel Jonas Paes Barreto, e os vices, o então capitão José Silva (pernambucano que aqui chegou na época da Segunda Guerra, e que tratava calorosamente a todos por “caboco”). O outro vice era o médico Doutor Hossanah, figura conhecida na sociedade manauense, que tanto clinicou, quanto dirigiu o Instituto Médico Legal, perto de 50 anos.
O primeiro secretário era o tenente Edmundo Monteiro, que dirigiu o Corpo de Bombeiros da prefeitura de Manaus, até 1964. Tesoureiro, não podia ser outro, era o capitão Júlio Cordeiro de Carvalho, homem de posses, mas extremamente controlado nos gastos. Seu adjunto foi o tenente Olavo José de Araújo, muito conhecido dos residentes na Praça 14 de janeiro. Enfim, o orador, o major Djalma Passos, que sendo político, foi deputado federal; dirigiu a Guarda Civil, uma subsidiaria da Polícia Civil, que desapareceu em 1964. Djalma escreveu em prosa e verso, mas seus livros estão reclamando reedição.

A diretoria efetuou o registro do clube no cartório competente, em junho de 1954, e conquistou pela Lei nº 295/1954 o título de utilidade pública.
A seguir, a construção da sede na avenida André Araújo.

24 de junho de 2011

Tabuleiro da Baiana

Em Manaus (e outras cidades), era a nomenclatura popular ou apelido dado ao abrigo de passageiros de bondes, depois de ônibus, construído pela prefeitura em 1940, na gestão de Antonio Maia. O desaparecimento deste ocorreu com a expansão promovida pelo prefeito Jorge Teixeira, em 1975.

Tabuleiro da baiana na av. Eduardo Ribeiro


O primeiro Tabuleiro da baiana foi edificado na praça Osvaldo Cruz, hoje desaparecida, situada ao lado dos armazéns do porto de Manaus. Para melhor situar os novos manauenses: trata-se do espaço, na continuação do terminal de ônibus central, onde se guardam carros e Manaus aguarda a restauração dos casarões comerciais em ruína.

O abrigo era uma construção em concreto de forma oblonga, em cujas extremidades se encontravam serviços de fornecimento de café e refrigerante, ou seja, lanchonetes no linguajar atual.
O segundo Tabuleiro foi levantado na av. Eduardo Ribeiro, entre o Relógio municipal e o obelisco comemorativo da elevação de cidade de Manaus (ambos resistindo à “invasão bárbara”).

Para ampliar o conhecimento sobre este serviço, transcrevo a crônica de Dejard Mendonça (não somos parentes), publicada em A Crítica, 3 de julho de 1956. Lamento apenas que o jornalista não tenha melhor identificado o arrendatário do imóvel.

Em 1940, quando prefeito de Manaus, Antonio Maia tomou a deliberação de construir, ali na praça Osvaldo Cruz, um abrigo para o povo. Homem objetivo, não pensou para fantasiar e sim para chegar ao sentido prático. Chamou seus engenheiros, traçou seus planos, acertou o seu projeto dentro de um orçamento refletidamente calculado e mãos às obras.

Mal deu inicio ao trabalho, surgiram os críticos, os engenheiros sem diploma e sem matemática, os derrotistas e despeitados. Mas enquanto eles gritavam a marcha do trabalho continuava.

Finalmente, a 27 de junho de 1940, inaugurava-se um bem construído refúgio para o povo se livrar da canícula ou da chuva. Fomos os únicos a defender, nessa época, o jovem administrador, e o fizemos em artigo com o título acima.

Tempos depois víamos, ali, desmentindo-se a si mesmos os críticos e barulhentos da véspera abrigando-se do sol, aguardando, com mais comodidade, transporte para os seus lares.

Agora o tradicional Tabuleiro da baiana, esta sendo reformado. Há um novo contratante, senhor Kucilof. Este senhor convidou-me para ir ver, de perto, aas remodelações por ele impostas ao elegante e confortável abrigo da Osvaldo Cruz, por ele arrendado depois de uma justa vitoria na batalha da concorrência junto à municipalidade.

Um sistema de instalação elétrica dos mais modernos, pintura tanto interna quanto externa das mais impressionantes e ajustadas na combinação de cores, enfim, um trabalho de quem quer, com vontade de empregar capital, servir bem à nossa sociedade.

Amanhã, segundo me revelou o jovem industrial, será feita a inauguração com variados ramos de negócios, como sejam: serviços de bar, café, refrigerantes e outros da necessidade alimentar para o povo. O senhor Kucilof já empregou na restauração do Tabuleiro, para mais de quarenta mil cruzeiros, demonstrando assim a sua colaboração com os poderes públicos, procurando dar mais vida e mais atração ao nosso urbanismo.

Aqui, portanto, a minha ligeira opinião a respeito do proveitoso trabalho do senhor Kucilof como arrendatário do nosso Tabuleiro da baiana!

22 de junho de 2011

Exposição: Legado de Anísio Mello (II)

Como venho realizando, aproveito o espaço para postar algumas das obras que estariam na exposição mencionada.

Jornal Em Tempo,
Manaus, 29 set. 1990

Hoje vou relembrar um trabalho de Anísio Mello (AM) que, em conjunto com o artista Edgard Alecrim, efetuou no Fecani de Itacoatiara, Amazonas. A obra destes artistas constituiu de enorme tela, que destacava o palco daquele festival, no ano de 1990.
O jornal Amazonas em Tempo, que reproduzo, descreveu o empenho de Anísio e Edgard. A cópia existente é quase uma relíquia, pois o próprio Edgard se surpreendeu com o arquivo.

Edgard lembrou-se de que estava acompanhado de seu filho, que aparece na foto. Lembrou-se ainda de que passou bons momentos ao lado de Anísio, ensinando aos jovens nos diversas oficinas que ministraram na praça da igreja local.
Na época, o festival da canção de Itacoatiara ocorria no centro da cidade, hoje há um local apropriado.

Quero assinalar que o Edgard Alecrim empenhou-se na produção de material gráfico para a exposição que recordava seu amigo AM. Por isso, muito se entristeceu pela desistência do organizador da expo, ou seja, ele gostaria que eu tivesse mantido a palavra.
Edgard Alecrim apresenta o estandarte do Chá das sextas (acima),
descreve o simbolismo das cores na camisa do poeta
Zemaria Pinto (abaixo)
 
Há duas semanas pensou e executou um símbolo para o Chá do Armando, na foto que também ilustra a postagem. E, na última sexta-feira, fez a apresentação oficial do trabalho, utilizando o jovem poeta Zemaria Pinto como manequim. Valeu.

21 de junho de 2011

Legado de Anísio Mello (II)


Cartaz para a exposição,
arte de Romulo Nascimento

O material produzido pelo saudoso Anísio Mello, que deveria compor a exposição em sua homenagem, vai aqui durante a semana.
Hoje, dia 21, AM completaria 85 anos de idade. Para lembrar essa data, estava previsto um sarau e a distribuição de seu livro póstumo – Convite à poesia. Não deu.

Vou aproveitar este espaço para postar as obras que AM realizou nas igrejas de Eirunepé (AM). Foram três painéis na igreja principal de São Francisco, que Anísio Mello pintou quando esteve naquele município, em 1952.
Quase trinta anos depois, em 1980, pintou os painéis das igrejas de Nossa Senhora de Fátima e de São José Operário. Segundo registro do autor, pela extensão do painel merecia menção no livro de recordes. Mas...

Bem que eu tentei. Procurei divulgar a obra de todas as maneiras, mas como precisa de fotos das pinturas, recorri ás autoridades. Logo sai em busca do senhor prefeito, o qual não encontrei em Manaus; depois, alcancei pelo telefone o representante do município, que se desculpou, mas não deu a devida atenção.
Painel do altar da igreja de N S de Fátima. Eirunepé (AM)

São Francisco, patrono do município de Eirunepé (AM)

Painel exposto na igreja de São José Operário - Eirunepé (AM)
Restou-me encontrar o vigário de Eirunepé (AM), para o qual enviei algumas mensagens pela internet. E conversei sobre o assunto com padres em Manaus, esperando que uma transmissão eclesiástica, permitisse o contato. Também não houve ligação.

Enfim, procurei a Polícia Militar. Não para me queixar, mas para um SOS, que funcionou. O cabo do destacamento, que tem (ou tinha) uma força substancial, me acudiu. Com seus parcos recursos fotografou os painéis, as fotos ilustram esta homenagem, e pude enfim colocar o finado Anísio Mello, um apaixonado por Eirunepé, no devido espaço, no devido altar.

Obrigado, cabo Nonato Soares, que os santos protetores te protejam e promovam.
Até breve...

20 de junho de 2011

Exposição: Legado de Anísio Mello

Anísio Mello (AM) no lápis do Palheta
Não consegui concretizar a exposição – Legado de Anísio Mello, já declarado em postagem anterior.

Por isso... Vou aproveitar este espaço para reproduzir algumas das obras que estariam na exposição. A partida será com as caricaturas de Anísio Mello, realizadas por alguns de seus amigos e frequentadores do Liceu de Artes Ester Mello, na av. Joaquim Nabuco.

O mais destacado, pelo número de produção é o artista plástico Jorge Palheta. Outros são os poetas Aureo Mello, Sérgio Pereira e J. Maciel e os internacionais: o chinês Fang, o boliviano T. e o peruano Maes.

AM visto pelo Palheta, 1986
AM pelo Palheta, 1986


AM pelo Palheta, 1986
AM no lápis do Palheta 1987



Anísio Mello por J. Maciel, 1982

Anísio por Aureo Mello, 1982

Anísio Melo por seu amigo Sérgio Pereira, 1991

Anísio Mello na pintura de Afranio Pires


Anísio visto por Fang, 1985 


Prêmios Literários Cidade de Manaus

A direção do Conselho Municipal de Política de Cultura, presidido pelo poeta Thiago de Mello, acaba de prorrogar o prazo de entrega dos trabalhos deste prêmio.

Conforme estabelecido no decreto municipal n.º 881, de 17 de maio, o prazo extinguia-se hoje, 20 de junho. No entanto, por motivos supervenientes, este prazo foi dilatado para mais 30 dias, ou seja, até 20 de julho (quarta-feira).
Vamos, pois, aproveitar a oportunidade. As demais regras do edito municipal permanecem valendo, com premiação nacional e regional, e abrangendo todas as categorias.

Página da revista Biênio de atividades do
Conselho, em circulação


19 de junho de 2011

Deu... na Veja

O encarte publicitário do governo do Amazonas, divulgando “a maior expressão do folclore brasileiro”. Não mais a festa dos bois, mas o 46.º Festival Folclórico de Parintins.

Como o anúncio não menciona a direção da sede dos bois vermelho e azul, acrescento que a cidade de Parintins (AM) permanece no médio rio Amazonas. É alcançada por barcos festivos e avião.

Mas é bom se apressar, a festa ocorre entre o Dia de São João e o final de semana, ou seja, de 24 a 26 do corrente.

Fiquei feliz em saber que o Amazonas é o estado dos Festivais, são quinze por ano.

Na contra capa do encarte, o convite para acontecer em Maués (AM) quando completa 178 anos de existência. Vê-se praia linda, festivais e mulheres bonitas. Flifloresta com os poetas. Luzes e guaraná. Mas, os maués são raros.

18 de junho de 2011

Aniversário meu

Ontem, a Mansão dos Quadros recebeu mais uma vez os associados do Chá do Armando, desta vez serviu para cumprimentar o autor deste espaço.
Roberto Mendonça


Bem se sabe que na sexta do Armando não precisa motivo para sorver as garrafas da menor idade. A sessão de ontem possuía motivação, por isso foi longe. Um debate sobre o governo do saudoso José Lindoso tomou longo tempo, mas foi proveitoso.


Também serviu para aprovar a marca, criada pelo artista Edgard Alecrim, que terá aplicação em todos os documentos do clube. As camisetas com o símbolo já estão sendo confeccionadas.


Mansão dos Quadros pelo Noleto
Agradeço aos amigos presentes, que me desejaram “muitos anos de vida”. Fiquei sem entender, pois para quem ingressa na terceira idade, esse desejo parece estranho. Mas, obrigado, obrigado mesmo. Sei que saiu do coração. Confesso mais uma: fazia anos que eu não era obrigado a apagar a vela. Ontem, voltei a gostar.

As fotos em montagem estão ai, desculpem-me pela não identificação dos presentes, pois, se o fizesse pecaria.
Acima (à esq.) o logos do Chá do Armando; familiares e amigos do aniversariante

Convite & Convite (III)

Aqui realmente cabe este título, pois são dois convites para uma mesma solenidade. Há inumeras vantagens, vou citar apenas uma: a gente usa uma só gravata. É que eu sou um desastrado em nó de gravata, outros nós garanto.
A próxima semana está bem, na terça-feira 21, havera recepção no Museu Amazônico. E na quarta-feira 22, véspera do feriado, a recepção ocorre na Academia Amazonense de Medicina, em conjunto com a de História do Amazonas.
Bom, os convites estão abaixo.


17 de junho de 2011

Aniversário do dono


Roberto Mendonça, 2010
Depois que enfiei meu perfil nas redes sociais, não pude mais escamotear o meu aniversário. Não tem jeito. A turma sabe de tudo, e com bastante antecedência.
Então, tá. São sessenta e cinco anos, devidamente reformado da meganha. Mas que negócio é esse de reformado, que passa a ideia de inválido, alquebrado, lascado (para não repetir o enfadonho o f pontos). Isto é, estou mais que aposentado. Absolutamente 0800, com direito a devolução do IR no primeiro lote.
Bom, meganha, você sabe. Cheguei à Polícia Militar em 1966, naquele quartel da praça da Polícia. Uma tristeza geral, sem farda e sem prestígio, pois ninguém queria vestir o cáqui, a cor de burro quando foge, que cobria os policiais de então.
Havia pela manhã, na abertura do expediente, um desfile pelo entorno da praça, passando pela praça Ribeiro Júnior, antes de reingressar no quartel. Se alguém souber onde ficava esse logradouro, ganha um presente. Bom, era uma consagração, pois a juventude do Colégio Estadual aplaudia, rendendo bons papos no intervalo. Ou seja, descobri que farda tem uma atração segura com o sexo oposto. Tinha, porque hoje com as opções, não me aventuro a opinar.
Antes de deixar a briosa, e após concluir os primeiros escritos e as pesquisas iniciais, ingressei no Instituto Histórico local. Começava uma nova experiência, que venho paulatinamente exercendo. Procuro me especializar na história militar de nosso Estado, já tendo produzido trabalhos sobre a própria PMAM, e agora sobre os Bombeiros do Amazonas.
Depois voltas e meia na vida, estou bem de saúde, de salário e de amizades. Sou “catador de papéis”, com o fim de blogar em nome do coronel Roberto.
Hoje, vou aproveitar o chá (uísque e outros destilados) do amigo Armando de Menezes para festejar. 
Venha você também.

Exposição - O Legado de Anísio Mello


Hoje, com este título, na galeria Moacir Andrade do Sesc-Centro, deveria ser aberta a exposição sobre o finado Anísio Mello. Deveria, mas não vai ocorrer porque eu -- encarregado do evento -- falhei inteiramente.
Anísio Mello

Como eu havia elaborado um livro póstumo do ilustre artista plástico e realizado eventos paralelos, assumi o desafio de organizar uma exposição de seu material, que é vasto e bem valioso. Mas que, lamentavelmente, se espalha pelos descaminhos.
Imaginei reunir os quadros dele, as pinturas produzidas com várias técnicas, alguma até criada pelo artista. Os alunos e colegas dele sabem do que falo, e podem certamente abonar minha afirmação. As telas mais representativas, contudo, estão confinadas.

Confesso-me apenas um admirador de Anísio Mello, sem competência para analisar sua obra, seja qual for o campo. E é sabido que ele passeou competentemente pelos diversos domínios da arte.
Pensei em expor seus livros publicados. Suas publicações passam de uma dezena, de poesia e prosa, uma coletânea de poetas da região amazônica, quando AM residia em São Paulo. Também estaria na mostra o dicionário nheengatu, de sua autoria.

Em falando de publicações, pensei não somente listar os livros inéditos, mas expor alguns deles, no original, deixados pelo dono, pelo autor. São mais de duas dezenas. Um deles – Convite à poesia, editado pelo Chá do Armando, seria distribuído aos presentes.

Intentava mostrar a coletânea do jornal Correio do Norte, que ele e a esposa fundaram e dirigiram em São Paulo, entre 1957-65. De circulação quinzenal, o CN repercutia na capital paulista as boas notícias do Norte, então restrito ao Amazonas e Pará e os territórios federais.
Painel da igreja de NS de Fátima, em Eirunepé (AM)



Não deu, gente. Faltou-me mais entusiasmo. Mais perseverança na busca do material, sem ter ouvido muitas “promessas”. Deveria ter ido à montanha, e nunca esperar a visita desta. Por isso, se fosse inaugurar a profissão de curador de exposição, estaria morto. 

Estava previsto um sarau para mostrar algumas composições do Anísio Mello, que além de compor, era um violonista e tocador de outros instrumentos. Ele conseguiu lançar um LP com canções sobre a Amazônia. Recuperado e impresso em nova mídia, os visitantes da expo teriam a oportunidade de ouvi-las. 

Tentei reproduzir em fotos as telas que o homenageado elaborou em Eirunepé (AM). São três imensos painéis produzidos nas igrejas católicas daquela cidade. Tentei contato com as “maiores” autoridades do rio Juruá, mas não tive sucesso. Quem me auxiliou foi a Polícia Militar, na pessoa do cabo Nonato Soares, a quem agradeço sinceramente.
Abstrato, 2007
 Também compareci a um departamento cultural municipal, com bastante antecedência. Ao vivo, expus a importância do multiartista AM para a cidade de Manaus. Os membros do setor prontamente se entenderam e avalizaram a proposta. Mas, as promessas ficaram na promessa.

Capitulei. Nadei, mas não alcancei na praia. Peço perdão ao pessoal do setor cultural do Sesc, em especial a jovem Raquel, que tudo fez para me ajudar. E aos admiradores do saudoso Anísio Mello, que esperavam rever a obra do cara e assim ter oportunidade de reverenciá-lo com fundamento. 

Vou aproveitar este espaço para, durante a semana, postar algumas das obras que estariam na exposição. O “vernissage virtual” terá as caricaturas de Anísio Mello, realizadas por alguns de seus amigos e frequentadores do Liceu de Artes Ester Mello, na av. Joaquim Nabuco. O mais destacado, pelo número de produção é o artista plástico Palheta.
Árvore, óleo sobre tela
 Obrigado pela compreensão...